• Por que, depois de começar a se exercitar, você pode acabar ganhando peso

    Já estamos no ano novo e ir à academia foi uma de suas metas? Mesmo se exercitando, você com certeza notou algumas flutuações inesperadas no seu peso. Conforme você se exercita, seu peso está realmente aumentando! Mas não se preocupe — a ciência pode ser a culpada. Normalmente, esse ganho temporário de peso é devido a vários fatores que serão discutidos aqui.

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  • Por que mulheres têm risco maior de Alzheimer do que homens?

    Pesquisadores brasileiros e norte-americanos descobriram que mulheres com declínio cognitivo, desde casos mais leves até quando a pessoa recebe um diagnóstico de demência, causado por doenças como Alzheimer e demência de corpos de Lewy, apresentam no sangue níveis mais baixos de duas moléculas, a acetil-L-carnitina e, especialmente, a carnitina livre, em comparação com pacientes saudáveis.

     

    Além disso, também observaram que, entre aquelas com o problema, quão mais grave ele fosse, mais baixos eram os níveis das duas moléculas no sangue. Para a pesquisa, eles analisaram amostras de líquor (um líquido transparente que envolve o cérebro e a medula espinhal, e é coletado por meio de punção lombar) e sangue de 125 pacientes, coletadas no Brasil e nos Estados Unidos.

    O estudo, com apoio do Instituto Serapilheira e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), envolveu cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), da Universidade de Nova York, da Universidade Duke e da Universidade da Califórnia em Irvine, e foi publicado na revista científica Molecular Psychiatry, do prestigioso grupo de publicações Nature.

    Ao propor um novo alvo terapêutico, a descoberta pode abrir caminhos para o desenvolvimento de novos tratamentos e também aperfeiçoar técnicas de diagnóstico menos invasivas. Isso porque os cientistas também encontraram uma forte correlação entre a carnitina e os marcadores liquóricos de beta-amiloide e tau (hoje os indicadores-chave da doença de Alzheimer).

    Como a mesma relação não foi observada entre homens, que, segundo os cientistas, parecem naturalmente ter níveis mais baixos de carnitina, ela também dá uma pista para entender por que mulheres enfrentam um risco maior de desenvolver Alzheimer – a incidência é duas vezes maior no sexo feminino do que no masculino.

    \”Foi surpreendente\”, fala Mychael Lourenço, professor do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, cientista apoiado pelo Serrapilheira e um dos líderes do estudo. \”Nossa hipótese era de que ela (a carnitina) estaria reduzida no sangue de todo mundo, inclusive de homens. Mas não foi o que observamos.\”

    A hipótese dos pesquisadores, explica Lourenço, é de que a carnitina protege o cérebro. \”Quando ela cai, a pessoa fica mais vulnerável. E, por alguma razão, ela decai mais em mulheres.\”

    A pesquisa foi inspirada em estudos anteriores feitos em camundongos. Em um deles, por exemplo, cientistas observaram melhorias na função cognitiva dos roedores após a administração de acetil-L-carnitina.

    \”Nossos achados são robustos, mas é um estudo inicial. Não dá para dizer ainda que essa redução é causal. Então, não dá para supor ou inferir que tomar comprimidos ou suplemento de carnitina vai melhorar a memória\”, alerta. Também não é para aumentar o consumo de carne (uma das fontes alimentares da substância) indiscriminadamente, pensando que seja uma solução. Até porque o consumo exagerado desse alimento está ligado a problemas de saúde, como doenças cardíacas, diabetes do tipo 2 e até câncer.

    Atualmente, a prevenção da demência neurodegenerativa é principalmente baseado em 14 fatores de risco modificáveis. De acordo com relatório de um comitê da respeitada revista científica The Lancet, lançado no ano passado, 45% dos casos da doença no mundo poderiam ser evitados se eles fossem mudados.

    A geriatra Claudia Kimie Suemoto, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), não envolvida no trabalho, ressalta que trata-se de um estudo de \”excelente qualidade\”, conduzido por grupos de pesquisadores experientes. Segundo ela, os resultados são importantes para ajudar a entender e projetar pesquisas futuras sobre a diferença de risco de Alzheimer entre homens e mulheres.

    Além disso, a correlação da carnitina com os marcadores tradicionais dá mais força ainda para a hipótese de que a carnitina tem um papel-chave na origem do Alzheimer.

    A professora destaca, porém, que o estudo tem limitações. Ela gostaria de que esses achados, agora, fossem replicados em amostras maiores e mais diversas.

    Afinal, o que é carnitina e por que é importante?

    Segundo Lourenço, a carnitina foi identificada pela primeira vez no século XX, e descrita como uma molécula derivada de carne bovina estragada.

    \”De fato, de 95% a 97% da carnitina que temos no corpo vem da nossa alimentação, principalmente de carne animal\”, conta.

    Ela é uma molécula muito importante para nossas células, especialmente para aquelas dos músculos e do fígado, e para a queima de gordura, conforme explica o professor da UFRJ.

    Quando nos alimentamos, usamos açúcar como nossa fonte principal de energia. No entanto, quando não conseguimos comer, precisamos usar a gordura armazenada em diferentes níveis e partes do corpo como fonte energética.

    Para isso, entra em cena a carnitina, que ajuda a gordura a chegar dentro das mitocôndrias, onde vai ser utilizada como fonte energética, explica Lourenço.

    \”Eu brinco que é como se a carnitina, dentro da célula, fosse uma espécie de ‘promoter’. Imagina quando você vai numa festa, tem uma fila grande, mas conhece o promoter. Ele te busca na fila e te bota para dentro mais rápido.\”

    Acontece que cientistas descobriram que, além de promoter, a carnitina tem outro bico, digamos assim. No nosso corpo, parte dela se torna acetil-L-carnitina que, segundo Lourenço, também atua na regulação de mecanismos epigenéticos no cérebro, algo crucial para o bom funcionamento do órgão.

    Em suma, mudanças epigenéticas são aquelas que ocorrem no DNA sem que sua sequência seja alterada. É só pensar na troca de lençol de uma cama: é importante para a higiene, porém, a estrutura da cama continua a mesma.

    \”Essas modificações são importantes porque elas controlam a expressão de genes que vão, em última instância, comandar a função das sinapses, que são os pontos de comunicação entre os neurônios e que fazem basicamente o nosso cérebro funcionar\”, explica Lourenço.

    Foi a descoberta dessa função que fez os cientistas ficarem cada vez mais interessados no possível papel da carnitina no declínio cognitivo.

    Por que o Alzheimer é mais comum entre mulheres?

    Parte da animação dos cientistas com este estudo está na possibilidade de ajudar a responder um mistério que envolve a doença de Alzheimer: por que ela é mais comum entre as mulheres?

    Parte disso, é claro, pode ter a ver com o fato de elas viverem mais, afinal, o aumento da idade é um importante fator de risco para o Alzheimer. Mas cientistas perceberam que só isso não explica tudo.

    Um estudo sueco, por exemplo, mostrou que as taxas de incidência de qualquer demência eram relativamente semelhantes entre homens e mulheres até os 80 anos. Após essa idade, as mulheres tinham mais chances de serem diagnosticadas com a doença, especialmente quando se tratava de Alzheimer.

    Hoje, as três principais hipóteses investigadas para resolver esse quebra-cabeça são:

    Cromossomo X: os homens têm um cromossomo X e outro Y, enquanto as mulheres têm dois cromossomos X. Embora, segundo Claudia, por ora, não se tenha identificado nenhum gene sexual relacionado a danos que levam ao Alzheimer, cientistas têm apostado nessa direção. Em um estudo recente publicado na Nature, pesquisadores mostraram que o cromossomo X materno afeta a cognição e o envelhecimento cerebral de camundongos fêmeas.

    Variações hormonais: o principal hormônio dos homens é a testosterona. Durante a puberdade, os níveis dela aumentam significativamente e, após essa fase, se mantêm relativamente constantes ao longo da vida. Com o envelhecimento, ocorre uma queda lenta e gradual, sem mudanças bruscas. Já nas mulheres, os hormônios predominantes são o estrogênio e a progesterona. Também na puberdade ocorre um aumento nos níveis deles, mas, ao contrário dos homens, há variações tanto em curto prazo (ciclo menstrual) quanto em longo prazo (menopausa e perimenopausa).

    Condições socioeconômicas: Claudia comenta que a geração que atualmente está enfrentando demência viveu em tempos em que as mulheres tiveram menos acesso à educação formal e permaneceram por menos tempo na escola em comparação aos homens. Isso resulta em menor escolaridade e, consequentemente, em trabalhos com menor complexidade cognitiva ao longo da vida. Ou seja, menos oportunidades de formação de reserva cognitiva, que protege contra o Alzheimer.

    Diagnóstico

    O diagnóstico de Alzheimer não é simples. O passo inicial depende da reclamação do paciente (ou de quem convive com ele) sobre sintomas como falhas na memória. A partir daí, o médico pede testes neuropsicológicos para determinar se há declínio cognitivo em comparação com indivíduos de mesma idade e escolaridade. Com isso, é possível dizer se a pessoa tem ou não demência.

    O próximo passo é descobrir a causa da demência. Nessa fase, o médico pode pedir exames laboratoriais e de imagem para descartar outras causas e fechar um diagnóstico presuntivo de Alzheimer. Ele pode ainda solicitar exames de biomarcadores – elementos presentes no organismo que sugerem a ocorrência de determinada doença. Os mais utilizados são o PET amiloide (um exame de imagem) e a biópsia do líquor.

    Mesmo assim, podem restar dúvidas. Vale destacar que exames como o PET são muito caros e não disponíveis em boa parte do País. Com a tendência de envelhecimento populacional, cientistas correm contra o tempo para encontrar biomarcadores que permitam exames mais baratos, acessíveis e menos invasivos.

    No ano passado, pesquisadores mostraram que um exame de sangue que analisa beta-amiloide, tau e tau fosforilada foi capaz de detectar a doença de Alzheimer com precisão de 91%, superando as avaliações tradicionais de médicos da atenção primária e de especialistas em demência. O estudo foi publicado na respeitada revista científica The Journal of the American Medical Association (Jama).

    \”Os exames de sangue para pesquisa têm um potencial muito bom, com acurácia bastante boa, mas ainda não é 100%\”, comenta Lourenço. Medir carnitina pode ser um indicador interessante para ajudar a melhorar a acurácia diagnóstica e tentar chegar ali perto de 100% de precisão\”, avalia.

    Suplemento de carnitina?

    Com os avanços na compreensão da bioquímica do cérebro – na década de 1990, principalmente -, os cientistas começaram a estudar os impactos da suplementação de carnitina em pacientes com Alzheimer. De lá para cá, os resultados não foram robustos e quando apontaram melhoras na cognição, foram modestos.

    \”Do ponto de vista prático, acho que esse mecanismo de quebra de gordura nas células pode ser um alvo terapêutico, mas temos que buscar outros alvos relacionados que não envolvam diretamente suplementação de carnitina\”, comenta Lourenço, sobre as portas que o estudo deles abre. Ele, porém, comenta que seria interessante refazer os estudos sobre suplementos só com mulheres.

    Precisamos estudar mulheres

    Essa é uma das principais mensagens do estudo: a medicina precisa olhar mais para as mulheres. Sabe-se, por exemplo, que mulheres são amplamente medicadas em excesso e sofrem efeitos colaterais excessivos porque as dosagens dos medicamentos são calculadas com base em estudos feitos predominantemente em homens – o estudo é das Universidades de Chicago e da Califórnia. \”Precisamos estudar mulheres. Muitos estudos já foram feitos com homens\”, finaliza Lourenço.

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  • Coçar é bom ou ruim? O duplo papel de inflamação e defesa imunológica

    Existe algo que ofereça mais prazer temporário do que coçar uma coceira implacável? Em um relatório publicado recentemente, cientistas acreditam ter descoberto a razão biológica pela qual sentimos um alívio tão satisfatório quando coçamos, mas também como isso quase sempre leva a uma inflamação piorada… Pelo menos em camundongos. Embora coçar seja comumente associado ao agravamento de condições de pele como eczema, infecções fúngicas, catapora e picadas de insetos, as últimas pesquisas da Universidade de Pittsburgh revelam que também pode desempenhar um papel crucial no aumento das defesas imunológicas contra infecções bacterianas.

    Essa natureza dupla de coçar, tanto prejudicial quanto benéfica, sugere que não é meramente uma reação negativa do corpo, mas sim uma adaptação evolutiva com significado biológico mais profundo. Clique nesta galeria para saber mais.

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  • Verão: Esqueceu o protetor? O que fazer em casos de queimaduras solares

    Que atire a primeira pedra quem nunca esqueceu de passar protetor solar em alguma parte do corpo, ficou exposto ao sol e ao final do dia ganhou uma bela mancha vermelha ardente. Por mais cuidado que se tenha, o protetor solar se torna transparente ao ser espalhado na pele e isso, muitas vezes, nos leva a repetir a proteção em algumas partes do corpo e, sem querer, deixar exposta alguma área. O ruim é que só se descobre o erro depois que o estrago está feito. Há ainda, quem abra mão de proteção em dias nublados, esquecendo que o mormaço também queima. Mas o quê você deve fazer se isso ocorrer? O dermatologista Theodoro Habermann, do Vera Cruz Hospital, em Campinas, dá algumas dicas sobre o que se deve e não deve fazer para amenizar o desconforto das queimaduras solares.

     

    A primeira recomendação do dermatologista é não recorrer às tais “dicas caseiras”, que podem agravar o quadro de queimadura. “Algumas pessoas passam pasta de dente, que contém substâncias químicas e pode obstruir os poros da pele, desencadeando uma reação alérgica. Álcool também não é recomendável, pode até aliviar e refrescar na hora, mas resseca a pele e pode piorar a situação uma vez que remove o manto lipídico, que é a camada que protege a pele. Colocar compressas de chá, embora natural, não é bom devido ao chá ter toxinas que não são adequadas à pele e que também podem levar a um quadro alérgico. Outra dica que parece boa, mas não deve ser usada é colocar gelo. O gelo pode gerar uma vasoconstrição, diminuindo a irrigação de sangue para aquela região, fazendo com que o quadro piore a queimadura, uma vez que a temperatura local não baixa”, explica.

    O correto a ser feito, em caso de queimaduras solares é manter uma boa hidratação. “Deve-se ingerir muito líquido para evitar a desidratação, não expor as áreas afetadas ao sol, usando roupa ou ficando na sombra e tomar banho e fazer compressas frios com água gelada, mas não com gelo, como já explicado”, orienta o médico. As loções pós-sol também podem ser usadas no alívio dos sintomas.

    Em casos mais críticos, quando a pessoa sente dor ou desconforto, pode-se tomar algum anti-inflamatório ou analgésico, já prescrito por seu médico de confiança em situações anteriores.

    Bolhas

    Segundo o médico, é preciso tomar diversos cuidados nos casos em que a queimadura se torna uma bolha. O melhor a fazer é buscar uma orientação médica para uma avaliação minuciosa e prescrição dos cuidados mais adequados, que podem envolver aplicação de loções, curativos, higienização do local, uso de medicações, internação e outros cuidados mais específicos.

    Proteja-se!

    A exposição aos raios ultravioleta do sol tem efeito cumulativo com o passar dos anos, provocando não só o envelhecimento cutâneo, mas aumentando o risco de câncer de pele. Assim surgem as sardas, manchas e melasmas. “O filtro solar deve ser aplicado sempre meia hora antes e se expor ao sol e reaplicado a cada duas ou três horas. Esse hábito é importante para prevenir os cânceres de pele benignos e malignos”, diz.

    Na sombra os mesmos cuidados devem ser adotados. “Os raios ultravioletas passam pelas nuvens, refletem na areia, na água e em superfícies claras e isso pode gerar uma refração, atingindo a pele”, explica. O mesmo ocorre dentro da água, quando a pessoa está dentro de uma piscina ou no mar. Por isso, o período mais adequado para exposição solar é antes das 10h e após às 16h, quando a intensidade é menor.

    Escolha certa

    O dermatologista explica que para se proteger, o filtro solar deve ter fator de no mínimo 30 e que é importante verificar na embalagem se o produto é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que garante que foi testado e aprovado para garantir efetividade na proteção contra o sol.

    “Hoje existe uma grande variedade de protetor solar, o que permite escolher aquele que mais se adequa ao seu tipo de pele e necessidade. Tem produtos que ajudam no controle da acne, com toque seco, em gel, em creme, em loção, com aplicação em spray, em loção e até maquiagem com proteção solar. Então, é possível ter uma boa adaptação”, ressalta.

    Também é importante usar chapéu ou boné e óculos solares. Para quem deseja uma proteção maior, existem camisetas desenvolvidas com tecnologia de proteção UVA e UVB disponíveis no mercado, que são uma ótima opção principalmente para crianças.

    Artificial

    Segundo Habermann, a Anvisa proibiu em 2009 as câmaras de bronzeamento artificiais em todo o Brasil, porém, alguns estados brasileiros liberaram o uso do equipamento. O médico considera um grande retrocesso o uso dessas câmaras. “A exposição às lâmpadas dessas câmaras pode causar sérios danos para a saúde, incluindo o câncer de pele. Além disso, há o risco de queimaduras, ferimentos cutâneos, envelhecimento precoce da pele e lesões oculares. Então, eu não recomendo este tipo de bronzeamento”, enfatiza.

    Para quem quer manter um bronzeado saudável, o ideal é seguir as recomendações do dermatologista, respeitando os horários mais indicados de exposição solar, o fator mínimo de proteção, o período correto de reaplicação e uma boa hidratação. Se a ideia é estar com a cor da estação, mas sem correr o risco de uma queimadura, há ainda os autobronzeadores, que aprovados pela Anvisa e seguindo as orientações do fabricante, podem ser uma boa alternativa para quem não é fã de praia e piscina.

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  • Mulheres têm mais dor crônica do que é homens, e não é por acaso

    (FOLHAPRESS) – Estudos recentes apontam que cerca de metade das condições que geram dores crônicas acometem mais mulheres. Fatores como a sensibilização e percepção da dor e diferenças hormonais explicam essa diferença, mas não só isso. A cultura e a sociedade têm papel importante nessa estatística.

     

    A dor é uma experiência sensitiva individual que acontece com todos. A dor crônica, por outro lado, é quando essa sensação ocorre constantemente, sem motivo aparente, por mais de três meses, e estima-se que acomete cerca de 20% dos adultos.

    Existem algumas explicações para que os estudos concluam que a maioria dessas pessoas são mulheres.

    O primeiro e mais comum é biológico: “o estrogênio aumenta a sensibilização à dor, enquanto a testosterona tem um efeito protetor”, diz Alex Mélo, doutorando na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo) e colaborador no Ambulatório de Ginecologia de Diversidade de Gênero da mesma instituição.

    Gabriel Kubota, coordenador do Centro de Dor do Departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, afirma que o limiar de dor, ou seja, a tolerância à dor se mostra ser menor nas mulheres. E esse limiar pode variar de acordo com a fase do ciclo menstrual, além de influências genéticas e do próprio sistema imune.

    A influência hormonal existe e explica em partes essa discrepância, mas os estudos avançaram para além da questão biológica: “a compreensão da dor evoluiu para reconhecer sua natureza multidimensional e subjetiva, incluindo componentes sensoriais, emocionais e cognitivos”, diz Nadyne Saab, doutoranda em Psicobiologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP.

    FATORES PSICOSSOCIAIS

    Os homens tendem a se queixar menos de dor a depender da pessoa com quem estão se comunicando. Além disso, pessoas do gênero masculino procuram menos os equipamentos de saúde quando sentem dor. Kubota diz que isso poderia ser explicado pelo aspecto cultural de um arquétipo masculino resistente e forte.

    Já a queixa de dor nas mulheres é muitas vezes desvalorizada. “Se atribui que é normal da mulher ter dor no período menstrual, é normal da mulher ter enxaqueca, quando na verdade não, ela precisa ser tratada, é uma condição, que gera sofrimento”, acrescenta o médico.

    Eder Souza, enfermeiro especialista em dor e gerente do Centro de Referência da Dor Crônica Bom Retiro, aponta que, para além da literatura, essa estatística se confirma no dia a dia do serviço de saúde que gerencia. Segundo ele, as mulheres lidam com uma sobrecarga diferente dos homens, como triplas jornadas de trabalho, o cuidado do lar, dos filhos e do empoderamento que algumas realidades sociais impõem.

    O estresse é outro fator que exacerba a experiência dolorosa. Mélo reitera que o impacto social de discriminação e preconceito gera hipervigilância e estresse crônico, consequentemente aumentando os níveis de cortisol e a sensibilização à dor.

    Isso acontece em grupos minoritários como as mulheres, com um agravante de classe, etnia, cor e gênero, como é o caso das mulheres trans, principal foco do estudo do doutorando. “Homens trans, ao usarem testosterona, podem experimentar alguma redução ou manutenção da percepção dolorosa. Isso mostra que fatores hormonais influenciam sim, mas o impacto social continua aparecendo como o principal perpetuador da dor crônica.”

    IMPLICAÇÕES E TRATAMENTOS

    Saab aponta que viver com dor crônica também pode desencadear uma série de limitações e impactos na vida de quem convive com o problema, como uma piora em níveis de depressão e ansiedade, o aparecimento de distúrbios do sono, alterações na autoestima e problemas em relacionamentos interpessoais devido ao estresse gerado.

    Por isso, é imprescindível o acompanhamento multidisciplinar para o tratamento da dor crônica. A presença de diferentes profissionais permite o olhar biopsicossocial, que engloba as questões fisiológicas, psicológicas e sociais que causam o problema.

    O Centro de Referência da Dor Crônica do Bom Retiro é um dos seis desse serviço de saúde na capital paulista. Os pacientes que se encaixam no perfil para o tratamento são encaminhados pelas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) do município. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, cada centro realiza 200 atendimentos diários de pessoas a partir dos 13 anos de idade.

    As especialidades envolvidas nos atendimentos são fisiatras, psicólogos, assistentes sociais, reumatologistas, ortopedistas, fisioterapeutas, acupunturistas, terapeutas ocupacionais e profissionais da enfermagem. Além dos atendimentos individuais, os usuários podem participar de rodas de conversas, grupos de meditação e práticas de exercícios.

    “Um dos privilégios que nós temos hoje é de reunir todas as especialidades num único lugar”, diz Souza. “Nós também conseguimos fazer essa discussão com outros serviços da rede. Então, se tem uma mulher que sofre de violência ou um idoso vulnerável, nós conseguimos fazer a articulação.”

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  • Será verdade? Os três signos que mais mentem

    O melhor é ter todos os elementos em cima da mesa antes de acreditar em alguma coisa que estas pessoas dizem. A probabilidade de ser mentira é grande.

     

    Segundo a lista do OkDiario, estes são os três signos que mais mentem. Veja se conhece alguém desta lista.

    Gêmeos (21 de maio a 21 de junho)

    “São mentirosos por excelência. Pode acabar por melhorar quando estão rodeados pelas pessoas certas.”

    Aquário (21 de janeiro a 19 de fevereiro)

    “Deixa-se levar pelo o que os outros dizem e acaba por ser manipulador ao espalhar uma mentira.”

    Libra (23 de setembro a 22 de outubro)

    “Dizem mentiras inocentes ou acabam por omitir a verdade. Por vezes, fazem isso inconscientemente.”

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  • Câncer: 10 sinais silenciosos que podem salvar vidas se você agir logo

    Câncer: a palavra que assusta e gera pânico. Mas, desde a década de 1970, a taxa de sobrevivência triplicou, principalmente devido ao diagnóstico precoce. A grande verdade é que a maioria dos tumores é tratável com sucesso quando detectada em fase inicial.

     

     
    O problema? Ignoramos os sintomas. Medo de ir ao médico, falta de informação ou pura negligência podem ser fatais.

    Um estudo da Cancer Research UK revela que mais da metade dos britânicos já apresentou sintomas de câncer, mas apenas 2% associaram-os à doença. Mais de um terço ignorou os sinais e não procurou ajuda médica.

    A BBC compilou uma lista com 10 sinais gerais de câncer que, segundo a American Cancer Society, você jamais deve ignorar:

    1. Perda de peso inexplicada: Emagrecer sem motivo aparente pode ser um sinal de alerta, principalmente se for mais de 5kg. Câncer de pâncreas, estômago, esôfago e pulmão são exemplos.

    2. Febre: Frequente em pacientes com câncer, a febre pode ser um sintoma precoce de leucemia ou linfoma.

    3. Cansaço extremo: Fadiga persistente que não melhora com o repouso pode indicar câncer, especialmente leucemia.

    4. Alterações na pele: Manchas que crescem, doem ou sangram, além de escurecimento, vermelhidão, coceira e crescimento excessivo de pelos, podem ser sinais de diferentes tipos de câncer.

    5. Mudanças na função miccional: Constipação, diarreia, sangue na urina ou alterações na frequência urinária podem estar relacionadas ao câncer de cólon, bexiga ou próstata.

    6. Feridas que não cicatrizam: Pequenas feridas que não cicatrizam em mais de quatro semanas ou alterações na boca que persistem exigem atenção médica.

    7. Sangramento: Tossir sangue (pulmão), sangue nas fezes (cólon ou reto), sangramento vaginal (cervical ou endometrial), sangue na urina (bexiga ou rim) e secreção sanguinolenta no mamilo (mama) são sinais que não devem ser ignorados.

    8. Caroços ou rigidez: Nódulos nas mamas, testículos, gânglios linfáticos ou outros tecidos moles do corpo podem ser um sinal de câncer.

    9. Dificuldade para engolir: Indigestão persistente ou dificuldade para engolir podem indicar câncer de esôfago, estômago ou faringe.

    10. Tosse ou rouquidão persistente: Tosse por mais de três semanas ou rouquidão podem ser sinais de câncer de pulmão, laringe ou tireoide.

    Lembre-se: o diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento do câncer. Se você apresentar qualquer um desses sintomas, procure um médico o mais rápido possível.

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  • Uso de maconha em casa aumenta intoxicação de crianças expostas, mostra estudo

    (FOLHAPRESS) – Uma pesquisa conduzida nos Estados Unidos mostrou que o uso recreativo de Cannabis em casa aumenta em cinco vezes a intoxicação por THC (tetrahidrocanabinol) de crianças que vivem no mesmo domicílio. Os resultados foram publicados na revista Jama (Journal of American Medical Association).

     

    Segundo os autores do estudo, como as crianças passam a maior parte do tempo em casa, acabam expostas à fumaça deixada pelos adultos usuários. Eles acreditam que diminuir o fumo dentro da residência pode reduzir de forma significativa a intoxicação dos pequenos.
    O estudo usou dados de 275 crianças da Califórnia com menos de 14 anos disponíveis na base de dados projeto Fresh Air. A urina dos menores foi analisada para avaliar os níveis totais de THC presentes.

    Esses dados foram comparados com o nível de exposição, avaliado como a quantidade de uso por dia pelos adultos residentes. Os cientistas usaram três métricas para analisar essa variável. Em primeiro lugar, o relato dos pais das crianças. Depois, uma medida feita por um algoritmo de contagem de partículas no ar. Por fim, usaram uma técnica de medição de partículas no ambiente.

    Os autores do estudo, entretanto, destacam que não está claro o grau em que o consumo de maconha em casa pode ser detectado na urina de crianças residentes. Eles também ressalvam que os dados não foram estatisticamente significativos, e novas rodadas de pesquisa devem ser feitas para superar essa limitação.

    Apesar disso, os prejuízos causados pela exposição ao THC entre crianças e adolescentes são claros para os especialistas. Thiago Roza, professor e pesquisador da UFPR (Universidade Federal do Paraná), explica que o uso passivo da droga representa riscos cognitivos, comportamentais, emocionais e psicomotores.

    A fumaça liberada pelo fumo da maconha também pode causar problemas pulmonares. Um trabalho desenvolvido na Califórnia partiu da instalação de monitores de partículas de ar em 300 domicílios do estado que possuíam ao menos uma criança menor de 14 anos. Em seguida, eles avaliaram os hábitos de fumar dos pais, seja tabaco, seja Cannabis, por sete dias, bem como o quadro de saúde dos menores.

    Os resultados, publicados na revista Preventive Medicine Reports, revelam que as chances de os pequenos apresentarem eventos adversos de saúde é quase duas vezes maior quando estão expostas à Cannabis. Esse dado está ajustado aos efeitos causados pela exposição ao tabaco.

    Na pesquisa, os pacientes apresentaram sintomas de tosse, dificuldade para respirar, infecção de ouvido, bronquite e asma. As crianças também receberam atendimento médico para casos de eczema e dermatite atópica.

    O contato com a droga desde tenra idade também pode favorecer o uso recreativo por parte dos mais jovens, outra preocupação dos pesquisadores. Entre adolescentes e jovens, o abuso da droga pode trazer consequências severas no curto e longo prazo.

    Em 2023, um trabalho americano mostrou que a percepção de adolescentes sobre a utilização de maconha por pessoas do seu entorno influencia seus hábitos.

    A pesquisa foi conduzida nos Estados Unidos e contou com a participação de 1.800 pessoas. Por meio de formulários, os cientistas perguntaram aos jovens qual a frequência que eles acreditavam que pais, irmãos e amigos faziam uso da droga.

    Segundo os resultados, quanto mais vezes por semana os adolescentes acreditam que pessoas próximas fumam Cannabis, maior o consumo desse mesmo jovem. Os especialistas também analisaram se as políticas de legalização teriam impacto sobre esses hábitos, mas não encontraram diferenças estatísticas significantes.

    Segundo Camila Pupe, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Neurologia e Neurociências da UFF (Universidade Federal Fluminense), o uso de maconha por menores de 24 anos é especialmente preocupante. Até essa idade, o nosso córtex frontal está em processo de formação e apresenta fragilidade em alguns circuitos.

    Isso torna os jovens particularmente vulneráveis a substâncias tóxicas. Quando são expostos a moléculas como o THC, seu sistema nervoso pode sofrer mudanças estruturais e funcionais que levam ao surgimento de distúrbios reversíveis, como síndrome amotivacional, ou irreversíveis, como dependência, psicoses e esquizofrenia.

    Leia Também: Câncer infantil: estudo lista 10 sintomas que não podem ser ignorados

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  • Câncer infantil: estudo lista 10 sintomas que não podem ser ignorados

    O câncer infantil, embora raro, é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A detecção precoce é essencial para o sucesso do tratamento, pois pode aumentar significativamente as chances de cura. No entanto, os sintomas da doença costumam ser inespecíficos, o que pode dificultar o diagnóstico.

     

    Um relatório publicado pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) destaca que pais e profissionais de saúde devem estar atentos a sinais que podem indicar câncer em crianças. O estudo aponta que os sintomas mais comuns são frequentemente confundidos com doenças benignas, o que atrasa a busca por atendimento médico.

    A seguir, listamos dez sintomas que não podem ser ignorados, conforme recomendações da American Cancer Society (ACS), do INCA e de pesquisadores da Universidade Johns Hopkins.

     1. Febre persistente sem causa aparente

    A febre recorrente ou prolongada, sem sinais claros de infecção, pode ser um dos primeiros indícios de leucemia ou linfoma. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), febres que duram mais de sete dias merecem investigação, especialmente quando associadas a fadiga e palidez.

     
    2. Manchas roxas, palidez e sangramentos inexplicáveis

    Sangramentos nas gengivas, nariz e presença de hematomas sem motivo aparente podem indicar alterações no sistema sanguíneo, como leucemia. Segundo o National Cancer Institute (NCI), esses sintomas surgem devido à redução na produção de plaquetas, responsáveis pela coagulação do sangue.

     
    3. Dores ósseas ou articulares constantes

    O estudo publicado no Journal of Pediatric Hematology/Oncology alerta que dores persistentes nos ossos e articulações, sem histórico de trauma, podem ser um sinal de leucemia ou osteossarcoma (um tipo de câncer ósseo). Se a dor for intensa, piorar à noite e persistir por semanas, a recomendação é procurar um médico.

     
    4. Perda de peso inexplicada e falta de apetite

    Crianças que apresentam perda de peso significativa, sem mudanças na alimentação ou prática esportiva intensa, devem ser avaliadas. Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a perda repentina de peso pode ser um sintoma de tumores no abdômen, como neuroblastoma ou tumor de Wilms.

     
    5. Caroços ou inchaços sem explicação

    A presença de nódulos ou inchaços, especialmente no pescoço, axilas ou virilha, pode indicar linfoma. O MD Anderson Cancer Center, nos Estados Unidos, recomenda que qualquer inchaço persistente por mais de quatro semanas seja avaliado por um especialista.

     
    6. Dores de cabeça persistentes e vômitos matinais

    Dores de cabeça frequentes, que ocorrem principalmente pela manhã e são acompanhadas de vômitos sem náusea, podem ser sinais de tumores cerebrais. A Johns Hopkins Medicine destaca que esses sintomas são comuns em crianças com tumores no sistema nervoso central.

     
    7. Reflexo branco nos olhos ou alteração na visão

    O reflexo branco na pupila, conhecido como leucocoria, pode ser um sinal de retinoblastoma, um câncer ocular raro. Segundo a American Academy of Ophthalmology, qualquer mudança na visão ou na aparência dos olhos deve ser investigada, especialmente em bebês e crianças pequenas.

     
    8. Cansaço extremo e sonolência excessiva

    A American Childhood Cancer Organization (ACCO) alerta que fadiga persistente, acompanhada de falta de energia e desânimo, pode ser sintoma de leucemia ou linfoma. A alteração na produção de glóbulos vermelhos pode causar anemia, levando ao cansaço extremo.

     
    9. Inchaço abdominal e dor persistente

    O aumento do volume abdominal, acompanhado de dor ou desconforto, pode estar relacionado a tumores como o neuroblastoma ou o tumor de Wilms. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) recomenda que pais fiquem atentos a qualquer massa palpável no abdômen da criança.

     
    10. Infecções frequentes e recorrentes

    Crianças que apresentam infecções repetidas, como gripes, pneumonias e infecções urinárias, podem ter um comprometimento no sistema imunológico. Segundo a Mayo Clinic, isso pode ocorrer em decorrência da leucemia, que afeta a produção normal de células de defesa do organismo.

     
    Diagnóstico precoce salva vidas

    O câncer infantil tem um índice de cura superior a 70%, segundo dados do INCA, quando diagnosticado precocemente e tratado adequadamente. No entanto, a falta de informação e a demora no diagnóstico ainda são grandes desafios.

    A Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) recomenda que qualquer sintoma persistente ou alteração no estado de saúde da criança seja investigado por um pediatra. O acompanhamento médico regular e a atenção aos sinais do corpo são essenciais para garantir um diagnóstico precoce e aumentar as chances de cura.

    Se suspeitar de algo incomum na saúde de uma criança, não hesite em procurar ajuda médica. A detecção precoce pode fazer toda a diferença.

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  • Conheça os riscos à saúde causados pelo uso de cosméticos vencidos

    O Brasil é o quarto maior consumidor do mundo no mercado de beleza e cuidados pessoais, ficando atrás dos Estados Unidos, China e Japão, segundo o provedor de pesquisa de mercado Euromonitor International. Entre os produtos mais consumidos estão os batons, cremes com multifunções e finalizadores capilares, outra tendência são produtos ecologicamente corretos e sem origem animal.

     

    E quando estes produtos são usados com data de validade vencida ou próximo do vencimento? De acordo com Alline Vasconcellos Alves Peral, especialista em estética, cosmética e dermatofuncional e professora do curso de Tecnologia em Estética e Cosmética da Faculdade Santa Marcelina, os prazos de validade dos cosméticos existem pois são realizados testes de estabilidade nos produtos feitos pela empresa fabricante, exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para proteção do consumidor, com isso, existe a previsão de degradação dos seus componentes levando a um prazo de validade ideal, no entanto, se mal armazenado pode ocorrer alterações mesmo dentro desse prazo”, explica a especialista.

    A seguir, a professora esclarece dúvidas sobre o uso de cosméticos vencidos.

    Podemos usar cosméticos fora da validade? Por quê? 

    Não é indicado justamente pelo cosmético sofrer uma degradação podendo levar, principalmente, a processos alérgicos na pele. Outra questão é o respaldo da empresa fabricante que só acontece se a utilização estiver dentro do indicado, na forma de uso, e dentro da validade.

    Os produtos fora da validade fazem efeito? 

    Provavelmente não, pois perdem a estabilidade, levando a alterações de cor, textura e cheiro.

    Quais os problemas que produtos de beleza vencidos podem causar à saúde? 

    Podem surgir principalmente processos alérgicos e até mesmo inflamações ou infecções de pele por fungos e bactérias.

    Protetor solar, por exemplo, se usado fora da validade pode causar algum dano à pele e saúde? 

    Sim, pois além de irritações perdem seu efeito deixando a pele exposta a radiação. Também serve como dica após aberto não deve demorar para consumir o produto, pois sua exposição é maior e a estabilidade começa a ser comprometida devido ao manuseio e armazenamento inadequado como calor, por exemplo.

    Comprar produtos perto da data de validade é arriscado? 

    Depende, se consumir dentro do prazo e estiver bem embalado sem qualquer alteração não tem problema. A dica é pensar se realmente precisa do produto e se vai utilizar a curto prazo.

    Perfume vence? O que acontece com o produto quando vencido? 

    Sim, vencimento de um perfume é um fator que varia dependendo da composição química de cada essência e forma de armazenamento, sendo assim devemos respeitar a rotulagem, podemos aproveitar para utilizar como um aromatizador de ambiente se ainda estiver com aparência e fragrância em bom estado.

    Se os produtos estiverem fora do prazo de validade, mesmo os produtos nunca usados e bem conservados não devem ser utilizados? Por quê? 

    Ainda assim devem ser evitados, pois seus conservantes perdem efeito levando a surgimento de bactérias e micro-organismos, não vale a pena arriscar.

    Posso usar produtos de cabelo vencido? Por quê? 

    Produtos capilares vencidos, assim como outros cosméticos, também devem ser evitados pois degradam e levam a perda de eficácia, podendo ainda desencadear processos alérgicos, até mesmo queda capilar.

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