• Alimentação pode afetar bem-estar emocional e até piorar crises de ansiedade

    (FOLHAPRESS) – O ideia de que a alimentação tem uma íntima relação com a nossa saúde mental vem se fortalecendo na última década.

     

    Juliana Saldanha, nutricionista membro da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), diz que é preciso pensar a saúde mental como um conjunto de fatores genéticos e ambientais.

    “As desordens psiquiátricas vêm crescendo no mundo e esses dois fatores estão envolvidos na gênese desses problemas. Nesse sentido, as intervenções em estilo de vida, como a preocupação com a alimentação, exercem um papel fundamental, não só para o tratamento, mas para a prevenção do aparecimento”, avalia Saldanha.

    A nutricionista destaca que a conexão dos hábitos alimentares com os problemas psiquiátricos está tão consolidada que, em 2013, foi fundada a ISNPR (International Society for Nutritional Psychiatry Research), uma sociedade focada em pesquisas sobre psiquiatria nutricional.

    “A alimentação impacta diretamente na saúde mental e emocional, uma vez que os nutrientes influenciam o funcionamento do cérebro e o equilíbrio hormonal”, afirma Jéssica Kozaka, nutricionista clínica e hospitalar do Laboratório IonNutri, especializada em Fisiologia e Bioquímica da Nutrição.

    Fabio Salzano, médico psiquiatra e vice-coordenador do Ambulim-IPq HCFM-USP (Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), diz que o consumo de alimentos processados e ultraprocessados e o sedentarismo crescentes estão na raiz do problema.

    “Há aumento da população com sobrepeso e obesidade e, em consequência, piora na morbidade e mortalidade. As alterações na ingestão de macro e micronutrientes, limitação na atividade física, tabagismo e excesso de consumo de álcool afetam a saúde física e mental, facilitando aumento de índices de depressão e ansiedade”, diz o médico.

    Alimentos ricos em gorduras trans e aditivos podem ainda afetar a função cerebral, prejudicando o estado emocional e mental e contribuindo para uma sensação de cansaço e falta de energia.

    “Algumas pessoas com distúrbios de saúde mental podem apresentar uma sensibilidade ao glúten ou a laticínios, o que pode agravar sintomas como ansiedade, depressão ou inchaço. Nessas fases, pode ser interessante evitá-los temporariamente”, recomenda Kozaka.

    Para quem não consegue abandonar de vez esses alimentos, a dica é controlar as quantidades e suspender ou moderar o consumo pelo menos durante crises ou períodos mais delicados na saúde mental, retomando sempre de forma mais controlada.

    “O consumo excessivo de cafeína pode piorar a ansiedade, dificultar o sono e aumentar a sensação de nervosismo. O açúcar refinado pode provocar picos de glicose e uma queda rápida, o que pode afetar o humor e aumentar a irritabilidade, algo que pode ser prejudicial durante momentos de instabilidade emocional”, pondera a nutricionista.

    Kozaka lembra que o álcool pode, além de causar um efeito depressivo no sistema nervoso e piora de sintomas, interferir na ação de medicamentos para tratamento de depressão e ansiedade.

    Saldanha reforça que alguns antidepressivos, como fluoxetina, sertralina e escitalopram, não devem ser consumidos junto com alimentos fermentados.

    “Vinho, alguns queijos embutidos e cervejas de fermentação mais longa podem prejudicar a ação do medicamento. Além disso, a maioria dos medicamentos também não devem ser consumidos com bebidas alcoólicas concomitante ao uso de antidepressivos ou medicamentos psiquiátricos à base de hormônios”, afirma.

    Ela lembra que não há “relatos de alimentos que vão exercer um papel pontual numa crise”, mas que “deve-se evitar alimentos estimulantes” quando o paciente está numa crise, como bebidas que contêm cafeína como café, mate, chá preto, chá verde e energéticos.

    Salzano destaca que um plano alimentar saudável pode diminuir o risco de transtornos depressivos. “A microbiota intestinal vem sendo estudada como um fator complementar na melhoria de sintomas relacionados à ansiedade e depressão, incluindo redução de nível de cortisol, cujo aumento reflete estresse no dia a dia”, avalia o especialista.

    Alimentos ricos em carboidratos complexos, proteínas e gorduras saudáveis ajudam a estabilizar o humor e a energia. “Nutrientes como triptofano (para produção de serotonina) e ômega-3 (anti-inflamatórios) melhoram o bem-estar. A saúde intestinal, apoiada por fibras e probióticos, também afeta as emoções”, diz Kozaka.

    Outra recomendação é manter-se hidratado e evitar alimentos como açúcares refinados, carboidratos simples, gorduras trans e processadas, com excesso de cafeína. Deve-se priorizar alimentos com ômega 3, como peixes, e também frutas, vegetais, ovos, nozes, sementes, grãos integrais, fibras e probióticos.

    Salzano afirma que a chamada dieta mediterrânea, com presença de frutos do mar e azeite de oliva, bem como frutas frescas e secas, pode ajudar a prevenir a queda na função cognitiva, inclusive em quadros de Alzheimer.

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  • Nove alimentos que são nutritivos e ‘amigos’ da pele

    Para ter uma pele saudável e radiante, é essencial adotar uma rotina de cuidados com a pele, mas isso também envolve incluir alimentos nutritivos na sua dieta. De acordo com especialistas, como os citados pela Woman & Home, alguns alimentos desempenham um papel importante na saúde da pele, fornecendo nutrientes essenciais que ajudam a mantê-la firme, hidratada e protegida contra o envelhecimento precoce.

     

    Aqui estão nove alimentos que são grandes aliados da saúde da pele:

    Couve ‘kale’: Rica em vitaminas A, C e K, que são essenciais para a produção de colágeno, ajudam a reduzir a inflamação e promovem a regeneração da pele.

    Mirtilos: Cheios de antioxidantes, esses pequenos frutos ajudam a proteger a pele contra o estresse oxidativo, um dos principais responsáveis pelo envelhecimento precoce.

    Grão-de-bico: Fonte de proteínas e zinco, importantes para a reparação da pele e a produção de colágeno, além de contribuírem para a redução da inflamação.

    Kiwi: Este fruto é uma excelente fonte de vitamina C, que aumenta a produção de colágeno e ajuda a proteger a pele contra os danos dos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento celular.

    Espinafre: Contém vitaminas A, C e K, que colaboram para uma pele saudável, promovendo a produção de colágeno, reduzindo a inflamação e ajudando na reparação da pele.

    Salmão: Rico em ácidos graxos ômega-3, o salmão ajuda a manter a pele hidratada, reduz a inflamação e contribui para uma pele macia e luminosa.

    Iogurte: Com alto teor de probióticos, o iogurte ajuda a equilibrar o microbioma intestinal, o que pode refletir em uma pele mais clara e com menos inflamação.

    Cenouras: Ricas em beta-caroteno, que o corpo converte em vitamina A, essencial para a regeneração celular e para a prevenção de rugas e ressecamento da pele.

    Brócolis: Contêm vitaminas C e K, que ajudam a proteger a pele contra os danos causados pelos radicais livres e incentivam a produção de colágeno, promovendo firmeza e elasticidade.

    Incorporar esses alimentos em sua dieta não só contribui para uma pele mais bonita, como também melhora sua saúde geral.

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  • Sachês de nicotina favorecem o câncer e viciam, diz especialista

    Especialistas em câncer e tabagismo alertam que os sachês de nicotina não são uma boa alternativa para quem quer parar de fumar ou usar um produto menos nocivo do que o cigarro. Os pouches ou snus, como são mais conhecidos, contêm nicotina sintética ou extraída do tabaco, em concentrações que vão de 6miligramas (mg) a 25mg por sachê, o que é bastante superior ao cigarro, que tem cerca de 1mg por unidade.

     

    Diferentemente do cigarro ou do vape, esse produto não é fumado, e sim colocado entre a gengiva e os lábios, liberando a nicotina diretamente na boca, o que pode causar a impressão de ser menos prejudicial. Mas isso não é verdade, de acordo com a consultora na área de tabagismo da Fundação do Câncer, Milena Maciel:

     

     

    “A mucosa oral tem muitos vasos, então a velocidade de absorção é mais rápida. Aí ela chega mais rápido no cérebro e no sangue”, explica a especialista.

     

    Além de ser extremamente viciante – por interferir nos neurotransmissores que causam a sensação de prazer – a nicotina é um estimulante cerebral. Por isso, assim que o efeito imediato passa, é comum que o usuário se sinta ansioso ou irritado, o que o motiva a tomar uma nova dose. Mas a tolerância do cérebro ao efeito da nicotina aumenta gradativamente e, com o tempo, o usuário acaba precisando de uma dose cada vez maior, para obter o mesmo efeito. 

    As consequências não são apenas no cérebro. A nicotina favorece a proliferação de células cancerígenas, o que significa que mesmo sem fumaça, e sem os outros componentes do tabaco, os sachês podem aumentar o risco de câncer. “E há outros ingredientes que causam mal à saúde como níquel, cromo, amônio e formaldeído, altamente cancerígeno”, complementa Milena. 

    A nicotina também eleva a pressão arterial, a frequência dos batimentos e provoca vasoconstrição – um “aperto” nos vasos sanguíneos, o que favorece problemas cardíacos. E por causa do seu modo de absorção, os sachês ainda podem causar problemas bucais, como ressecamento da mucosa, gengivite, cáries, e até a perda dos dentes. 

    Apesar de produtos a base de nicotina – como adesivos e gomas de mascar – serem utilizados como adjuvantes no tratamento contra o tabagismo, inclusive pelo Sistema Único de Saúde, a Fundação do Câncer também alerta que os sachês não devem ser considerados como opção. 

    “Quando você faz um tratamento, os profissionais sabem qual a dosagem exata que tem que ser tomada e quanto tempo você tem que usar e tem um tratamento terapêutico em paralelo a isso. Então existe todo um protocolo que já foi comprovado que faz a pessoa parar de fumar. Não é porque a nicotina está sendo usada ali, que ela pode ser usada de qualquer jeito”, explica Milena. 

    Regulamentação

    Os sachês de nicotina não são regulamentados no Brasil, mas podem ser comprados facilmente pela internet. Em janeiro, a Vigilância Sanitária do Mato Grosso do Sul apreendeu mais de 2 mil pouches que tinham sido enviados pelos Correios. Para atrair compradores, os vendedores destacam que esse é um produto discreto, que pode ser usado em qualquer lugar e apelam para argumentos semelhantes aos usados com os cigarros eletrônicos: que ele não gera fumaça nem mal cheiro, e tem diversos sabores. 

    Para a consultora da Fundação do Câncer, isso aumenta ainda mais o perigo:

    “Tem crianças e adolescentes usando. Pessoas que nunca pensaram em fumar, estão achando bonito e querendo experimentar. Até porque eles vêm numa caixinha bonitinha né? Com sabores diferentes… Parece até uma coisa “high tech”, moderna”. 

    Milena Maciel defende que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária  (Anvisa) abra um processo regulatório para o produto, e também proíba a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda dos sachês, a exemplo do que fez com os vapes no ano passado. 

    Especialistas em câncer e tabagismo alertam que os sachês de nicotina não são uma boa alternativa para quem quer parar de fumar ou usar um produto menos nocivo do que o cigarro. Os pouches ou snus, como são mais conhecidos, contêm nicotina sintética ou extraída do tabaco, em concentrações que vão de 6miligramas (mg) a 25mg por sachê, o que é bastante superior ao cigarro, que tem cerca de 1mg por unidade.

    Diferentemente do cigarro ou do vape, esse produto não é fumado, e sim colocado entre a gengiva e os lábios, liberando a nicotina diretamente na boca, o que pode causar a impressão de ser menos prejudicial. Mas isso não é verdade, de acordo com a consultora na área de tabagismo da Fundação do Câncer, Milena Maciel:

    “A mucosa oral tem muitos vasos, então a velocidade de absorção é mais rápida. Aí ela chega mais rápido no cérebro e no sangue”, explica a especialista.

    Além de ser extremamente viciante – por interferir nos neurotransmissores que causam a sensação de prazer – a nicotina é um estimulante cerebral. Por isso, assim que o efeito imediato passa, é comum que o usuário se sinta ansioso ou irritado, o que o motiva a tomar uma nova dose. Mas a tolerância do cérebro ao efeito da nicotina aumenta gradativamente e, com o tempo, o usuário acaba precisando de uma dose cada vez maior, para obter o mesmo efeito. 

    As consequências não são apenas no cérebro. A nicotina favorece a proliferação de células cancerígenas, o que significa que mesmo sem fumaça, e sem os outros componentes do tabaco, os sachês podem aumentar o risco de câncer. “E há outros ingredientes que causam mal à saúde como níquel, cromo, amônio e formaldeído, altamente cancerígeno”, complementa Milena. 

    A nicotina também eleva a pressão arterial, a frequência dos batimentos e provoca vasoconstrição – um “aperto” nos vasos sanguíneos, o que favorece problemas cardíacos. E por causa do seu modo de absorção, os sachês ainda podem causar problemas bucais, como ressecamento da mucosa, gengivite, cáries, e até a perda dos dentes. 

    Apesar de produtos a base de nicotina – como adesivos e gomas de mascar – serem utilizados como adjuvantes no tratamento contra o tabagismo, inclusive pelo Sistema Único de Saúde, a Fundação do Câncer também alerta que os sachês não devem ser considerados como opção. 

    “Quando você faz um tratamento, os profissionais sabem qual a dosagem exata que tem que ser tomada e quanto tempo você tem que usar e tem um tratamento terapêutico em paralelo a isso. Então existe todo um protocolo que já foi comprovado que faz a pessoa parar de fumar. Não é porque a nicotina está sendo usada ali, que ela pode ser usada de qualquer jeito”, explica Milena. 

    Os sachês de nicotina não são regulamentados no Brasil, mas podem ser comprados facilmente pela internet. Em janeiro, a Vigilância Sanitária do Mato Grosso do Sul apreendeu mais de 2 mil pouches que tinham sido enviados pelos Correios. Para atrair compradores, os vendedores destacam que esse é um produto discreto, que pode ser usado em qualquer lugar e apelam para argumentos semelhantes aos usados com os cigarros eletrônicos: que ele não gera fumaça nem mal cheiro, e tem diversos sabores. 

    Para a consultora da Fundação do Câncer, isso aumenta ainda mais o perigo:

    “Tem crianças e adolescentes usando. Pessoas que nunca pensaram em fumar, estão achando bonito e querendo experimentar. Até porque eles vêm numa caixinha bonitinha né? Com sabores diferentes… Parece até uma coisa “high tech”, moderna”. 

    Milena Maciel defende que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária  (Anvisa) abra um processo regulatório para o produto, e também proíba a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda dos sachês, a exemplo do que fez com os vapes no ano passado. 

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  • Anya Taylor-Joy brilha na Semana da Moda de Nova York; veja

    A Semana da Moda de Nova York, um dos eventos mais prestigiados do mundo fashion, teve início nesta quinta-feira (6). A programação, que se estende até 11 de fevereiro, reúne desfiles de marcas renomadas, como Calvin Klein, Carolina Herrera e Michael Kors.

     

    Entre as celebridades que marcarão presença no evento, destaca-se a atriz Anya Taylor-Joy, protagonista da aclamada série O Gambito da Rainha. Conhecida por seu estilo sofisticado, a artista já desfilou pelas ruas da “cidade que nunca dorme” com looks variados e cheios de personalidade.

    Confira na galeria as imagens de Anya Taylor-Joy.

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  • Orgulhosos até dizer chega! Os signos que nunca reconhecem os seus erros

    Tudo o que dizem e fazem é o mais acertado. Para estas pessoas, reconhecer o erro é algo muito difícil de acontecer.

     

    Segundo a lista do ‘website’ Terra, estes são os três signos mais orgulhosos e que nunca admitem os erros que cometeram.

    Touro (21 de abril a 20 de maio)

    “É um dos signos mais orgulhosos do zodíaco. Acham que estão sempre certos e nunca admitem quando falham.”

    Peixes (20 de fevereiro a 20 de março)

    “Consideram que estão sempre certos nas suas ideias e é complicado fazer com que vejam outro ponto de vista.”

    Virgem (23 de agosto a 22 de setembro)

    “Para eles, nunca estão errados. Quando estão, nunca admitem.”

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  • Síndrome de Alagille: doença afeta o fígado, coração, olhos, ossos e rins

    Mesmo que semelhante a outras doenças hepáticas, a síndrome de Alagille (ALGS, em inglês) se difere por apresentar características incomuns que afetam órgãos diversos. No mês que marca o Dia de Conscientização da Síndrome de Alagille, a gastroenterologista e hepatologista pediátrica, Marise Tofoli, explica o que é a doença e como alguns sintomas já podem ser percebidos nos primeiros meses de vida. “A icterícia neonatal persistente é o primeiro sinal de alerta para a possibilidade da síndrome. Ela pode estar acompanhada de coceira intensa, problemas cardíacos congênitos, face com característica triangular (com testa larga e proeminente, olhos profundos e queixo pequeno) e uma alteração na parte interna dos olhos que só pode ser detectada durante um exame oftalmológico especializado”.

     

    A ALGS afeta um em cada 30 mil nascidos vivos.1 Trata-se de uma doença hereditária, com 50% de chance de cada filho herdá-la. A enfermidade é resultado de uma mutação no gene JAG1 ou, menos frequentemente no NOTCH2, que estão envolvidos no desenvolvimento embrionário de diferentes tecidos. “O indivíduo com a doença tem no fígado diminuição dos ductos biliares intra-hepáticos, podendo levar a colestase (diminuição ou interrupção do fluxo biliar do líquido produzido pelo fígado). Nos rins, a doença pode desencadear malformações ou alterações funcionais. Já no esqueleto, podem ser observadas vértebras em forma de borboleta nas radiografias e, no coração, podem ter alterações em suas estruturas, levando a problemas cardíacos. Também não podemos deixar de pontuar que existem muitos casos de pacientes que podem apresentar deficiências nutricionais, como déficit de vitaminas lipossolúveis – como, por exemplo, as vitaminas A, D, E e K”, reforça a especialista

    Em relação ao diagnóstico, a hepatologista explica que são necessários exames para avaliação dos sinais da doença. “Raios x de tórax, para avaliação da coluna torácica, ecocardiograma e avaliação oftalmológica são alguns dos exames realizados. A biópsia hepática também pode ser feita para avaliar se há redução dos ductos biliares. E, por fim, o teste genético confirma o diagnóstico ao identificar as mutações no gene JAG1 ou NOTCH2”, explica.
     

    Impactos e tratamento da síndrome de Alagille

    A magnitude dos sintomas pode impactar diretamente na qualidade de vida dos indivíduos com a doença. “O prurido persistente, além de causar um sofrimento físico pode levar, muitas vezes, à alterações de sono, humor, com tendência a fadiga e irritabilidade, podendo ocorrer prejuízos emocionais como ansiedade”, explica Marise, que reforça a importância do acompanhamento multidisciplinar – com hepatologistas, cardiologistas, geneticistas, nutricionistas, psicólogos – uma vez que melhora a abordagem e o controle dos sintomas, facilita o tratamento das comorbidades, permite o rastreamento adequado de complicações e promove suporte psicológico para pacientes e famílias.

    Em dezembro de 2024, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova opção terapêutica para o tratamento do prurido colestático associado à síndrome de Alagille em pacientes com 12 meses ou mais. A presidente da Associação MariaVitoria de Doenças Raras (AMAVI Raras), Lauda Santos, explica que a aprovação é um marco para a comunidade de pacientes. “A coceira intensa, muitas vezes intratável, causa prejuízos importantes para o desenvolvimento da criança, além de afetar toda a família que a acompanha. Ter uma alternativa terapêutica eficaz – e não invasiva para o alívio desse sintoma – é um ganho imensurável para a qualidade de vida de quem convive com esta doença”, conta.

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  • Coisas surpreendentes que só divorciados realmente sabem

    O divórcio, embora cada vez mais comum, ainda pode ser extremamente perturbador, até mesmo devastador. Mas também pode torná-lo mais sábio. Afinal, permanecer em um casamento tóxico e tenso não é bom para ninguém. E às vezes, não importa o quanto você tente, você simplesmente não consegue fazer funcionar, e o divórcio pode ser a opção mais saudável.

    Dê uma olhada em nossa galeria para descobrir 30 coisas que apenas pessoas divorciadas sabem!

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  • Bruxismo atinge 40% dos brasileiros; veja dicas para prevenir transtorno

    No Brasil, quase metade da população é afetada pelo bruxismo. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, 40% dos brasileiros possuem o hábito de apertar, deslizar ou ranger os dentes durante o sono de modo involuntário. O transtorno pode causar dores de cabeça, incômodos e zumbidos no ouvido, desgaste e amolecimento dental e, em casos graves, problemas nas gengivas, nos ossos e na articulação da mandíbula (ATM). 

     

    De acordo com a coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera, professora Manuella Lamarão, essa desordem funcional é provocada pela ansiedade, estresse ou por fatores genéticos. “Além de causar prejuízos na saúde bucal, o bruxismo pode provocar outros desconfortos, como insônia, dor de cabeça e outros problemas. As causas devem ser investigadas com um profissional”, pontua. 

    Segundo a dentista, muitas pessoas convivem com o transtorno sem ter ciência do problema, uma vez que a compressão exagerada dos dentes acontece enquanto dormem. A disfunção pode levar à desobstrução e necrose dos vasos no ápice da raiz e, consequentemente, afetar os nervos e a polpa dentária. Os portadores sentem dores musculares, alterações no sono e estalos ao abrir e fechar a boca. 

    A análise clínica e exames como a polissonografia são capazes de avaliar o grau do distúrbio. Alguns hábitos podem diminuir ou aumentar o risco de crises de bruxismo e a docente destaque quatro recomendações que podem ser aplicadas no dia a dia: 

    Alimentação. O consumo exagerado de frutas cítricas, cafeína e refrigerantes pode gerar o acúmulo de resíduos ácidos na boca, o que irá provocar erosão dentária e agravar a condição. Incluir vegetais na dieta auxilia no equilíbrio da saúde bucal. 

    Mastigação. Mascar chicletes, roer unhas ou mordiscar constantemente objetos duros, como a ponta de lápis e canetas, pode gerar um padrão compulsivo no indivíduo e causar o transtorno. 

    Qualidade do sono. Não é recomendado dormir com luzes acesas ou com a televisão ligada. Para um repouso profundo, é indicado não interagir com telas (celulares e tablets), pelo menos, por uma hora antes de adormecer. 

    Autocuidado. Exercícios físicos e terapias psicológicas auxiliam a diminuir a tensão e estresse do dia a dia, que pode provocar o bruxismo. Incluir atividades prazerosas na rotina irá diminuir a probabilidade de crises. 

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  • Qual é o vestido de noiva perfeito para você, de acordo com o seu signo?

    O vestido de noiva é o look em que se gasta mais tempo refletindo antes de escolher, além de ser a peça de roupa mais significativa e emotiva que um dia você usará. Com certeza, a sua personalidade e estilo pessoal pesam bastante na hora de eleger o modelito perfeito, que será o centro das atenções do grande dia. É um processo longo e pode ser cansativo a busca pelo vestido ideal. Mas a boa notícia é que o horóscopo pode lhe ajudar a encontrar o look apropriado para o seu casamento.

    Curioso para saber qual o melhor visual de acordo com o seu signo? Descubra na galeria a seguir!

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  • Dez tipos de câncer que podem ser prevenidos

    Cerca de 40% dos casos de câncer poderiam ser prevenidos evitando fatores de risco, geralmente associados a comportamento e alimentação. A informação é da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A cada ano, conforme o National Cancer Institute (NCI), são registrados 20 milhões de novos casos de câncer no mundo e 9,7 milhões resultam em mortes. E as projeções não são otimistas, o NCI estima que até 2040 o número de novos casos de câncer por ano aumente para 29,9 milhões e 15,3 milhões de mortes. E fevereiro é uma oportunidade de difundir informações sobre prevenção e controle da doença, uma vez que traz várias datas consigo: dia 4 é o Dia Mundial de Combate ao Câncer; dia 05 é o Dia Nacional da Mamografia; e dia 15 é o Dia Mundial de Luta contra o Câncer na Infância.

     

    Compreender que a mudança de alguns hábitos pode significar a proteção contra uma doença tão agressiva é essencial para mudar a realidade. O médico oncologista André Sasse, do Vera Cruz Oncologia, em Campinas (SP), explica que 1/3 das mortes pela patologia tem o tabagismo como principal causa externa; que 30% dos tipos são decorrentes de maus hábitos alimentares e obesidade; 5% são causados pelo consumo de bebida alcoólica; e 5% são causados por vírus para os quais existem vacinas.

    O quê você pode fazer para se prevenir contra certos tipos de câncer? Confira as orientações do especialista:

    Pulmão – os principais cuidados devem ser evitar o tabagismo, evitar a exposição ao fumo passivo, não se expor a substâncias nocivas como amianto, radônio, arsênio e poluição sem os devidos mecanismos de proteção (especialmente no ambiente de trabalho).

    Bexiga – evitar o tabagismo, ingerir bastante água, evitar exposição a produtos químicos nocivos, como substâncias usadas em tintas, borracha e couro (somente com o uso de proteção); atente à presença de sangue na urina ou vontade de urinar com frequência.

    Pele – usar protetor solar e evitar a exposição excessiva ao sol.

    Colo de Útero – tomar a vacina contra o HPV, realizar exames regulares (Papanicolau) e usar preservativo nas relações sexuais.

    Fígado – vacina conta hepatite B, evitar consumo excessivo de álcool, não usar anabolizantes e tratar infecções hepáticas.

    Esôfago – evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

    Estômago – alimentação saudável (evitar alimentos processados e ricos em sal) e evitar o cigarro.

    Mama – manter o peso saudável, praticar atividade física, evitar consumo excessivo de álcool, fazer exames preventivos regulares e controle de reposição hormonal.

    Próstata – evitar o consumo de álcool excessivo, praticar atividade física, ter alimentação saudável e evitar a obesidade, fazer exames preventivos regulares.

    Endométrio – ter bons hábitos alimentares, ricos em nutrientes, vitaminas e sais minerais, manter o peso saudável, praticar atividade física e controle de reposição hormonal.

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