• Pequena mudança na alimentação pode proteger e fortalecer o cérebro

    O consumo regular de alimentos ricos em flavonoides pode ajudar a preservar a saúde cerebral e retardar o envelhecimento, de acordo com um estudo publicado na revista científica The American Journal of Clinical Nutrition.

     

    Os flavonoides são compostos naturais presentes em diversos alimentos e possuem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Entre os principais alimentos que contêm esses compostos estão maçãs, frutas vermelhas, vinho tinto, chocolate amargo, chás e frutas cítricas.

    O estudo e seus resultados
    A pesquisa acompanhou mais de 62 mil pessoas ao longo de dois períodos: entre 1990 e 2014 e entre 2006 e 2018. A cada quatro anos, os participantes responderam a questionários sobre seus hábitos alimentares.

    Os resultados mostraram que aqueles que consumiram três porções semanais de alimentos ricos em flavonoides apresentaram um risco 11% menor de declínio cognitivo e 7% menor de deficiência física.

    Já os participantes que ingeriram sete porções por semana tiveram resultados ainda mais expressivos. No caso dos homens, o consumo elevado foi associado a uma redução de 60% no risco de declínio da saúde mental.

    Os pesquisadores destacam que incluir esses alimentos na dieta pode ser uma estratégia eficaz para a manutenção da saúde do cérebro e da qualidade de vida ao longo do envelhecimento.
     
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  • Os canudos de plástico são realmente tão ruins para o meio ambiente?

    Em 10 de fevereiro de 2025, o presidente Donald Trump assinou vários decretos, um deles sobre o uso de canudos de papel. Curiosamente, o líder dos Estados Unidos parece ter um problema pessoal contra os canudos de papel e quer substituir eles por canudos de plástico. Mas qual é a diferença dos canudos de papel versus canudos de plástico no meio ambiente, um é realmente melhor que o outro? Aqui você encontrará informações sobre os diferentes tipos de canudos e o impacto deles para o meio ambiente.

    Curioso para saber se o presidente Trump está no caminho certo? Clique agora para saber mais.

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  • Lipedema é hereditário? Especialista responde as dúvidas sobre a condição

    Pessoas que sofrem de lipedema frequentemente relatam uma série de sintomas e desafios que impactam sua vida diária. Essas queixas variam desde desconforto físico até dificuldades emocionais e sociais. Segundo o Instituto Lipedema Brasil, a doença vascular crônica afeta 10% da população feminina no mundo e no Brasil mais de 10 milhões de mulheres podem ser afetadas pela doença. 

     

    Alline Vasconcellos Alves Peral, docente do curso de Tecnologia em Estética e Cosmética da Faculdade Santa Marcelina, ressalta que o lipedema é mais comum em mulheres, pois fisiologicamente apresentam mais células de gordura que os homens, além das alterações hormonais que ocorrem com maior frequência, com isso é uma condição muito mais comum em mulheres, sendo 99% dos casos. 

    O lipedema é conhecido por ser um processo de inflamação crônica que acontece as células de gordura, principalmente em membros inferiores, onde normalmente as pessoas costumam ter gordura em excesso de forma desproporcional, sendo considerado uma disfunção crônica do sistema vascular. 

    A seguir, a professora explica os desafios que as pacientes com lipedema enfrentam em seu cotidiano. 

    Quais são os sintomas mais comuns do lipedema? 

    Como principais sintomas temos sensação de membros pesados, inchaço e dor. 

    Qual é a diferença entre lipedema e obesidade comum? 

    No lipedema temos um processo inflamatório nas células de gordura mais intenso e muitas vezes alterações vasculares em conjunto como vasinhos e varizes. 

    Quais são as possíveis causas do lipedema? 

    Aparentemente está ligado a fatores hormonais, genéticos e hereditários, entretanto ainda não está totalmente elucidado. 

    O lipedema é uma condição hereditária? 

    Parece ter influência, comumente se tem pessoas da mesma família com a disfunção, mas ainda está sendo estudado, provavelmente seja multifatorial. 
     
    Como é feito o diagnóstico do lipedema? 

    O diagnóstico é feito de forma clínica, ou seja, através do relato do paciente e inspeção da região que normalmente apresenta maior sensibilidade e gordura desproporcional na região. 

    Quais são as opções de tratamento disponíveis para o lipedema? 

    O tratamento do lipedema deve ser multidisciplinar, a utilização de  malhas compressivas ao menos 12 horas por dia pode ajudar nos sintomas como dor e sensação de peso nas pernas, a prática de atividade física é muito importante, uma dica de atividade seria a hidroginástica e o pilates, a dieta também se torna um fator importante onde deve-se evitar alimentos inflamatórios e adicionar alimentos com ação antioxidante, a drenagem linfática ajuda a melhorando sistema vascular e linfático, tendo melhora no desconforto do inchaço e peso, alguns recursos da eletroterapia  são interessantes como a fotobiomodulação (um tipo de laser), plataforma vibratória entre outros recursos, não sendo indicado procedimentos que tragam muito trauma aos tecidos, pôr fim a cirurgia de lipoaspiração pode ser indicada em alguns casos. 

    Quais são as complicações associadas ao lipedema? 

    Além dos sintomas habituais como dor e inchaço, podem surgir outras questões como lesões articulares, comprometimento do sistema vascular e linfático, limitação de mobilidade entre outras complicações físicas e, por fim, um efeito psicológico devido ao impacto na qualidade de vida e autoestima. 

    Existe alguma relação entre o lipedema e outras condições médicas, como linfedema ou distúrbios hormonais? 

    Os fatores hormonais parecem sim ter influência, já o linfedema afeta diretamente o sistema linfático e o lipedema está ligado as células de gordura, apesar de ambas as disfunções possam ocorrer em membros inferiores, elas não são ligadas diretamente, mas podem ocorrer em alguns casos na mesma pessoa. 

    Quais são as estratégias de autocuidado recomendadas para gerenciar os sintomas do lipedema? 

    A alimentação equilibrada é importante pois o controle do peso e alimentos antioxidantes podem ajudar nos sintomas assim como a atividade física com pouco impacto, como no caso da hidroginástica que pode trazer queima calórica, sensação de bem-estar e relaxamento, além da realização de drenagem linfática, semanalmente, e utilização de cosméticos desintoxicantes trazendo alívio ao desconforto apresentado. 

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  • Pneumonia e seus graves riscos para a saúde

    Pneumonia é uma infecção pulmonar grave que afeta milhões de pessoas no mundo todo, causando cerca de 2,5 milhões de mortes anualmente, incluindo 672.000 crianças menores de 5 anos. A cada ano, há mais de 120 milhões de casos de pneumonia, com casos graves que exigem hospitalização. Até o Papa está com pneumonia. Apesar de ser prevenível e tratável, essa continua sendo uma das principais causas de morte, especialmente entre idosos, crianças pequenas e pessoas com sistema imunológico enfraquecido.

    Clique para saber por que a pneumonia é mais perigosa do que muitos imaginam e por que a detecção e a prevenção precoces são cruciais.

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  • Xô sapinho: 6 dicas de saúde bucal para curtir o Carnaval com segurança

    O carnaval é uma das festas mais aguardadas do Brasil, atraindo milhões de foliões em todo o país. Em 2025, estima-se que cerca de 49 milhões de pessoas participem das celebrações em blocos de rua, sambódromos e festas privadas em diversas cidades, segundo dados do Ministério do Turismo. Com tanta animação, é fundamental não descuidar da saúde bucal para aproveitar a folia sem preocupações.

     

    A dentista Fernanda Oliani, da Oral Sin, alerta: “Durante o carnaval, a troca de beijos e o compartilhamento de objetos podem aumentar o risco de transmissão de doenças bucais, como o sapinho, causado pelo fungo Candida albicans”. Confira cinco dicas essenciais da especialista para curtir a folia em segurança.

    Mantenha uma rotina de higiene bucal rigorosa: Escove os dentes pelo menos três vezes ao dia com creme dental fluoretado e use fio dental diariamente. Após as festas, redobre os cuidados: faça uma limpeza mais completa com escovação minuciosa e finalize com enxaguante bucal ou uma solução de água com bicarbonato de sódio para equilibrar o pH da boca e evitar a proliferação de bactérias.
     
    Modere o consumo de bebidas alcoólicas e doces: O excesso de álcool e açúcar pode causar cáries e prejudicar o esmalte dos dentes. Para minimizar os efeitos, é essencial reduzir o consumo e manter uma alimentação equilibrada, incluindo frutas e vegetais que auxiliam na limpeza bucal.
     
    Hidrate-se constantemente: O álcool e o consumo excessivo de cafeína podem causar boca seca, favorecendo o mau hálito e a proliferação de microrganismos. Beber bastante água ajuda a manter a boca hidratada, reduz a acidez e contribui para a remoção de resíduos alimentares.
     
    Evite compartilhar objetos pessoais: Copos, garrafas, talheres e até mesmo batons podem ser veículos de transmissão de vírus, fungos e bactérias. No carnaval, o risco aumenta devido às aglomerações. Evite compartilhar objetos para se proteger de infecções.
     
    Esteja atento aos sinais de infecções: Fique de olho em sintomas como lesões brancas na boca, ardência, dor ou sensação de boca seca. Esses podem ser sinais do sapinho ou outras infecções bucais. Se notar algo incomum, procure um dentista o quanto antes para diagnóstico e tratamento adequados.
     
    Carregue um kit de higiene bucal na bolsa ou pochete: Durante os dias de folia, tenha sempre por perto uma escova de dentes portátil, creme dental, fio dental e um enxaguante bucal sem álcool. “Essa prática simples ajuda a manter a higiene mesmo longe de casa e reduz os riscos de problemas bucais”, sugere a especialista.

    Leia Também: Como curtir o carnaval sem descuidar da prevenção contra infecções e ISTs

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  • Comer ultraprocessados aumenta em 58% risco de depressão persistente, mostra estudo brasileiro

    (FOLHAPRESS) – O consumo elevado de alimentos ultraprocessados pode aumentar em mais da metade o risco de casos de depressão entre a população, revela um novo estudo feito por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo). A pesquisa é uma das primeiras a avaliar a relação entre o consumo de produtos altamente industrializados e a depressão persistente no contexto nacional e utilizou dados de 13 mil pessoas espalhadas por seis capitais do país.

     

    Os resultados obtidos mostram uma associação entre o consumo elevado de ultraprocessados e a persistência dos episódios depressivos. Pessoas do grupo que consumia mais industrializados tiveram 58% a mais de chances de ter pelo menos dois diagnósticos para a doença ao longo dos oito anos do estudo do que aqueles do grupo com a dieta mais saudável.

    “Não podemos afirmar que o consumo de ultraprocessados é a causa direta da depressão, mas há uma associação significativa que precisa ser considerada”, ressalta Naomi Vidal, pós-doutoranda da USP e principal autora da pesquisa.

    A especialista explica que o consumo excessivo de ultraprocessados impacta negativamente a microbiota intestinal, o que, por sua vez, afeta o eixo intestino-cérebro. Isso pode levar a neuroinflamação e desencadear respostas ao estresse, aumentando os níveis de cortisol, por exemplo, um hormônio relacionado à regulação do humor. Tudo isso contribui para o aumento dos sintomas depressivos.

    Publicada no Journal of Academy of Nutrition and Dietetics, a pesquisa foi realizada a partir de dados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). Os mais de 13 mil participantes foram divididos entre aqueles que não receberam nenhum diagnóstico para a doença ao longo dos oito anos da pesquisa, os que tiveram apenas um quadro ou os que foram diagnosticados duas vezes ou mais.

    Depois, foram analisados com base na porcentagem de calorias diárias totais provenientes de alimentos ultraprocessados. Entre todos os participantes, a presença de industrializados no dia a dia variou entre 0% e 72%. Os pesquisadores também fizeram um recorte analisando a evolução da saúde mental apenas dos participantes que não tinham depressão quando o trabalho começou. “O consumo aumentado de ultraprocessados aumentou o risco de depressão em 30%”, explica Vidal.

    Por outro lado, cortar industrializados na dieta pode trazer benefícios. O estudo simulou cenários em que os participantes reduziriam o consumo de ultraprocessados em 5%, 10% e 20% de suas calorias diárias, substituindo-os por alimentos não processados ou minimamente processados.

    Uma mudança de apenas 5% do cardápio já levou a 6% de redução no risco de depressão. Com um corte de 20% nos alimentos industrializados, o risco para a doença caiu em 22%. Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde, alimentos ultraprocessados devem ser completamente evitados, não havendo nenhuma porcentagem mínima de recomendação.

    No ano passado, outra pesquisa brasileira já havia mostrado uma correlação entre o consumo de industrializados e a ocorrência de sintomas depressivos. O estudo da coorte NutriNet Brasil, realizado com 16 mil adultos inicialmente sem diagnóstico de depressão, coletou dados via questionários online semestrais sobre hábitos alimentares e saúde mental.

    Os resultados mostraram que há um risco 42% maior de desenvolver sintomas depressivos em indivíduos cuja dieta inclui quase 40% de ultraprocessados. Embora os pesquisadores tenham avaliado apenas a percepção de humor dos participantes, os resultados já reforçavam a importância de promover uma alimentação mais saudável entre a população.

    Outro estudo, realizado com 428 gestantes no terceiro trimestre de gravidez em Criciúma (SC), revelou que o consumo de seis ou mais alimentos ultraprocessados por dia está associado a 42% mais chances de ansiedade, 56% mais prevalência de estresse, 31% mais sintomas depressivos e 3,4 vezes maior risco de tristeza frequente, comparadas às que consumiram menos.

    Claudia Suemoto, professora e pesquisadora da USP que supervisionou a pesquisa de Naomi Vidal, destaca a importância de estudar a relação entre consumo de ultraprocessados e a depressão dentro da população brasileira. Ela explica que as maiores fontes de informação que temos sobre esse fenômeno vêm de regiões de alta renda, como Estados Unidos e Europa.

    Os altamente industrializados têm um apelo particular às pessoas de menor renda e escolaridade. Esses alimentos são, em geral, mais baratos, duráveis, convenientes para o consumo e apelativos ao paladar, por receberem aditivos como conservantes, saborizantes e aromatizantes. “Aqui, temos maior desigualdade social e diferenças econômicas que podem influenciar não só o consumo de ultraprocessados, mas também os sintomas depressivos”, afirma Suemoto.

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  • Veja quais sinais indicam que seu intestino está inflamado

    O papel do intestino implica na digestão e absorção de nutrientes essenciais para o organismo. Após a ingestão dos alimentos, o intestino delgado é responsável por quebrar as partículas alimentares em nutrientes menores, como aminoácidos, açúcares simples e ácidos graxos, que são então absorvidos para a corrente sanguínea. O intestino grosso, por sua vez, reabsorve água e sais minerais, formando as fezes que serão eliminadas. Além disso, o intestino contém uma vasta comunidade de microbiota, que contribui para a digestão, síntese de vitaminas e proteção contra patógenos.

     

    Um intestino saudável ajuda a manter o sistema imunológico eficiente, já que grande parte das células imunes do corpo está localizada na mucosa intestinal. Distúrbios intestinais podem também afetar o bem-estar mental, visto que o intestino e o cérebro estão interligados por meio do eixo intestino-cérebro. Portanto, garantir um funcionamento adequado do intestino é essencial para o equilíbrio nutricional, imunológico e psicológico do organismo. Mas, o que acontece com o corpo quando o intestino não funciona bem?
     
    O termo “intestino inflamado” refere-se à inflamação das paredes intestinais, que pode ocorrer em diferentes partes do trato gastrointestinal. Essa inflamação pode causar uma série de sintomas desconfortáveis e, se não tratada, pode levar a complicações graves. Dor abdominal e cólicas, diarreia frequente e, em alguns casos, com sangue ou muco, perda de apetite e perda de peso inexplicada, fadiga e sensação geral de mal-estar, além de náuseas e vômitos, em casos graves, são os principais sintomas e merecem atenção.
     
    Marcelo Martins, médico e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, explica sobre as causas. “Entre as causas mais comuns estão as infecções bacterianas, virais ou parasitárias, além das intolerâncias alimentares, como a intolerância à lactose, ao glúten e reações alérgicas a certos alimentos. É valido destacar as doenças inflamatórias intestinais, como Doença de Crohn e colite ulcerativa, que causam inflamação crônica no trato gastrointestinal. O uso excessivo de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) também pode irritar o revestimento intestinal. Já a síndrome do intestino irritável pode causar sintomas semelhantes, embora não haja inflamação visível”, detalha o especialista.
     
    Quanto ao tratamento, o médico esclarece que a definição do método feita por um especialista médico depende da causa subjacente e pode incluir:

    • Medicamentos: anti-inflamatórios, imunossupressores e antibióticos, conforme a condição diagnosticada.
    • Dieta: ajustes alimentares para evitar alimentos que causam irritação e inflamação, com acompanhamento de um nutricionista.
    • Suplementos nutricionais: para compensar deficiências nutricionais causadas pela inflamação.
    • Mudanças no estilo de vida: incluindo técnicas de manejo do estresse e prática regular de exercícios físicos.
    • Tratamento médico avançado: em casos graves, pode ser necessário tratamento cirúrgico ou terapias mais específicas.

     

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  • Tabagismo contribui indiretamente para doença renal crônica, aponta estudo

    (FOLHAPRESS) – O tabagismo, embora não esteja diretamente associado à DRC (doença renal crônica), pode acelerar sua progressão por meio de condições como diabetes e hipertensão. É o que revela um estudo conduzido pela Universidade de Pequim com base em dados de mais de 500 mil participantes da coorte UK Biobank, combinando análises observacionais com a técnica de randomização mendeliana (MR).

     

    “A randomização mendeliana mostrou que o tabagismo não causa diretamente a DRC. Ele está implicado em mecanismos como diabetes e hipertensão, que são fatores de risco conhecidos para a doença renal”, explica Patricia Taschner Goldenstein, nefrologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

    Ela acrescenta que o cigarro pode causar danos aos rins por diferentes vias, como o aumento do estresse oxidativo, que causa lesão do rim e promove ou acelera uma DRC, e a inflamação crônica, que pode causar danos irreversíveis aos rins.

    “O cigarro também pode causar uma lesão no endotélio [tecido que reveste interiormente vasos sanguíneos e linfáticos], dificultando a dilatação das artérias renais, o que reduz o fluxo de sangue e oxigênio para os rins”, afirma.

    Além disso, o fumo contribui para o aumento da pressão arterial, uma das principais causas da DRC, e eleva a perda de proteínas pela urina, indicando risco de comprometimento da função renal a longo prazo.

    Marcus Faria Lasmar, nefrologista da Rede Mater Dei de Saúde, destaca que o estudo analisou material genético de origem europeia, o que limita sua aplicabilidade em populações mais diversas. “A pesquisa tem um viés importante que é a questão genética, informações como o tipo de alimentação da população interfere na saúde do paciente e, consequentemente, no resultado das pesquisas”, diz ele.

    A professora Luxia Zhag, coautora do estudo, enfatizou que são importantes estudos mais detalhados em populações diversas para entender a interação entre o ato de fumar e a DRC. “Embora o tabagismo seja um fator de risco significativo para a saúde, sua função direta no desenvolvimento da DRC ainda precisa ser investigada”, diz.

    Impacto do tabagismo na saúde renal

    Os rins desempenham um papel importante na eliminação de toxinas e na regulação do equilíbrio de fluidos no corpo. Estudos anteriores associaram o fumo à progressão de condições como nefropatia diabética e glomerulonefrite, além de acelerar a evolução da DRC para estágios mais graves.

    A OMS (Organização Mundial da Saúde) avalia que, globalmente, a DRC afeta cerca de 10% da população e é responsável por aproximadamente 2,5 milhões de mortes por ano. No Brasil, a prevalência estimada em adultos é de 6,7%, triplicando em pessoas com mais de 60 anos. A doença está associada a maiores riscos de doenças cardiovasculares e insuficiência renal terminal.

    “A maior causa da DRC no Brasil é a hipertensão”, diz Lasmar. “A população brasileira tende a ser mais hipertensa porque não se trata adequadamente ou porque temos uma alimentação com uma maior quantidade de sal.”

    Outro estudo, realizado no Brasil, reforça a correlação entre tabagismo e progressão da DRC. A revisão sistemática incluiu estudos com adultos que relacionam o ato de fumar à piora da função renal. Foi identificada uma relação positiva mais significativa em fumantes com carga tabágica superior a 15 maços por ano.

    “Pessoas diabéticas e hipertensas que fumam aceleram a perda da função renal e, se continuarem fumando, vão entrar mais rápido em hemodiálise”, afirma Ubiracé Fernando Elihimas Júnior, autor do estudo e doutor em Ciências da Saúde pela UPE (Universidade de Pernambuco). Segundo ele, se a pessoa é hipertensa, diabética ou obesa o cigarro é proibitivo.

    Políticas de saúde e prevenção

    No Brasil, aproximadamente 157 mil pessoas morrem anualmente devido a doenças relacionadas ao tabaco, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer). A exposição à fumaça do cigarro, que contém mais de 7.000 substâncias tóxicas, também é associada a mais de 50 enfermidades, incluindo doenças renais.

    O país conta com uma política antitabagista implementada no SUS (Sistema Único de Saúde) em 2005. Desde então, o número de fumantes vem diminuindo. De acordo com a OMS, o Brasil obteve uma redução de 35% no consumo de tabaco de 2010 a 2022.

    Apesar dos avanços, Goldenstein, nefrologista do Hospital Israelita Albert Einstein, defende maior investimento na prevenção e ampliação do acesso a tratamentos antitabagistas.

    “Temos uma política sólida para tratamentos caros da DRC pelo SUS, mas ainda faltam nefrologistas nos postos de saúde para atuar na prevenção”, afirma. “A política antitabagista também é uma forma de prevenção e ainda temos muitas pessoas que não têm acesso a esses programas.”

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  • Sal tem prazo de validade? Saiba como armazenar e quando descartar

    Uma dúvida frequente na cozinha é se o sal tem prazo de validade. De acordo com especialistas, o cloreto de sódio (NaCl) – componente principal do sal – é um mineral estável e não se deteriora com o tempo. “O sal continuará sempre a ser cloreto de sódio, então ele não se estraga”, explica Donald Schaffner, professor de microbiologia alimentar na Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, em entrevista à revista Better Homes and Gardens.

     

    No entanto, há algumas ressalvas. Embora o sal puro não estrague, ele pode endurecer ou formar grumos devido à umidade. Além disso, quando o produto contém aditivos, como iodo ou agentes antiaglomerantes, a qualidade pode ser comprometida com o tempo. “O sal de mesa, por exemplo, contém iodo, que pode se dissipar ao longo dos anos”, alerta a Morton Salt, uma das maiores empresas produtoras de sal do mundo.

    Quanto tempo cada tipo de sal pode ser armazenado?

    Se a embalagem do produto não indicar um prazo de validade, os especialistas recomendam seguir algumas diretrizes:

    Sal de mesa e sal marinho: devem ser consumidos em até cinco anos após a abertura do pacote.
    Sal rosa do Himalaia e sais com infusão de sabores: devem ser utilizados em até três anos após a abertura.

    Como armazenar o sal corretamente?

    Para manter a qualidade do sal por mais tempo, siga essas dicas:

    Armazene em local seco e fresco, longe da umidade, para evitar que endureça ou forme blocos.
    Use recipientes herméticos para impedir a absorção de umidade do ambiente.
    Evite contato direto com o vapor de panelas quentes ao temperar alimentos, pois isso pode acelerar a degradação do produto.

    Embora o sal não estrague como outros ingredientes perecíveis, ele pode perder algumas propriedades dependendo do tipo e do tempo de armazenamento. Fique atento à textura e ao sabor para garantir que seu tempero esteja sempre em boas condições para uso!

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  • Aprenda a fazer um chá simples que pode melhorar a digestão

    Alguns ingredientes naturais, como gengibre e hortelã-pimenta, são conhecidos por seus benefícios para a digestão. Pensando nisso, o blog Taste compartilhou uma receita especial que combina esses dois poderosos aliados com outros ingredientes para preparar um chá digestivo cheio de sabor e propriedades terapêuticas. Que tal experimentar?

     

    Ingredientes:

    3 colheres de chá de gengibre fresco picado
    1 pedaço de casca de limão
    1 sachê de chá de hortelã-pimenta
    2 colheres de chá de sementes de funcho, levemente amassadas
    1 colher de chá de sementes de cominho, levemente amassadas
    1 colher de chá de manjerona fresca picada
    500 ml de água fervente

    Modo de preparo:

    Em um bule, adicione todos os ingredientes. Despeje a água fervente sobre eles e tampe. Deixe em infusão por cerca de 10 minutos.
    Coe o chá diretamente em xícaras e sirva quente.

    Essa infusão é perfeita para aliviar desconfortos digestivos e proporcionar um momento de bem-estar. Aproveite!

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