• Pequena mudança na alimentação pode proteger e fortalecer o cérebro

    O consumo regular de alimentos ricos em flavonoides pode ajudar a preservar a saúde cerebral e retardar o envelhecimento, de acordo com um estudo publicado na revista científica The American Journal of Clinical Nutrition.

     

    Os flavonoides são compostos naturais presentes em diversos alimentos e possuem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Entre os principais alimentos que contêm esses compostos estão maçãs, frutas vermelhas, vinho tinto, chocolate amargo, chás e frutas cítricas.

    O estudo e seus resultados
    A pesquisa acompanhou mais de 62 mil pessoas ao longo de dois períodos: entre 1990 e 2014 e entre 2006 e 2018. A cada quatro anos, os participantes responderam a questionários sobre seus hábitos alimentares.

    Os resultados mostraram que aqueles que consumiram três porções semanais de alimentos ricos em flavonoides apresentaram um risco 11% menor de declínio cognitivo e 7% menor de deficiência física.

    Já os participantes que ingeriram sete porções por semana tiveram resultados ainda mais expressivos. No caso dos homens, o consumo elevado foi associado a uma redução de 60% no risco de declínio da saúde mental.

    Os pesquisadores destacam que incluir esses alimentos na dieta pode ser uma estratégia eficaz para a manutenção da saúde do cérebro e da qualidade de vida ao longo do envelhecimento.
     
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  • Combata a falta de magnésio com estes 11 alimentos

    Alimentos ricos em magnésio para melhorar saúde do coração, controlar açúcar no sangue e fortalecer os ossos

     

    Ingerir alimentos ricos em magnésio é fundamental para regular o açúcar no sangue, controlar a pressão arterial e melhorar a saúde dos ossos. Se você não sabe por onde começar, a dietista Jillian Kubala, em entrevista ao website Health, recomendou alguns legumes e vegetais que podem ajudar a aumentar os níveis de magnésio no organismo. Confira abaixo as sugestões com informações sobre os benefícios de cada alimento:

    Espinafre

    O espinafre é uma das melhores opções, sendo uma excelente fonte de magnésio. “Além disso, o espinafre é rico em vitaminas C e E, que possuem poderosas propriedades antioxidantes, importantes para combater os radicais livres e reduzir a inflamação”, explica a dietista.

    Acelga

    A acelga é outro vegetal de folhas verdes que contribui significativamente para a ingestão de magnésio. Ela também é rica em fibras e pode ajudar na digestão, além de ser uma boa fonte de vitamina K, essencial para a saúde óssea.

    Edamame

    Os edamames, feijões de soja imaturos, são uma ótima fonte de magnésio e oferecem outros nutrientes essenciais, como ferro e potássio. O consumo de edamame também pode ajudar na redução da pressão arterial e melhorar a função muscular devido ao seu alto teor de potássio.

    Abóbora

    A abóbora, especialmente a abóbora-moranga, é uma excelente escolha para quem busca aumentar os níveis de magnésio. “Ela ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue e proporciona uma sensação de saciedade mais duradoura após as refeições”, afirma Kubala. Além disso, a abóbora é rica em fibras e vitamina A, importante para a saúde da pele e do sistema imunológico.

    Alcachofra

    A alcachofra é rica em magnésio e antioxidantes. Ela também é uma boa fonte de fibra, o que favorece a digestão e ajuda na manutenção de níveis saudáveis de colesterol. A alcachofra pode contribuir para a saúde do fígado e auxiliar no controle da pressão arterial.

    Lentilhas

    As lentilhas são uma excelente fonte de magnésio, especialmente para quem segue uma dieta vegetariana ou vegana. Elas também são ricas em ferro e fibras, o que auxilia na regulação do açúcar no sangue e na promoção de uma boa saúde digestiva.

    Couve kale (couve de folhas escuras)

    A couve kale é outro vegetal de folhas verdes escuras, rica em magnésio. Ela também contém vitaminas A, C e K, que ajudam a manter os ossos fortes e a melhorar a saúde ocular. Além disso, a couve kale tem um alto teor de antioxidantes, que auxiliam na proteção contra doenças inflamatórias.

    Brócolis
    Os brócolis são ricos em magnésio, além de fornecerem uma grande quantidade de vitamina C, vitamina K e fibra. Eles são importantes para a saúde do coração e dos ossos, além de ajudarem no combate à inflamação e ao câncer devido às suas propriedades antioxidantes.

    Beterraba

    A beterraba não só é rica em magnésio, mas também em nitratos, que ajudam a melhorar a circulação sanguínea e reduzir a pressão arterial. Ela também possui um bom teor de ferro e pode ser benéfica para quem tem deficiência de sangue.

    Pastinacas (pastinaca ou raiz de aipo)

    As pastinacas são uma ótima fonte de magnésio, além de serem ricas em fibras e vitaminas C e K. Elas ajudam na digestão, na saúde do sistema imunológico e no controle do açúcar no sangue, sendo um excelente alimento para equilibrar a dieta.

    Incorporando esses alimentos em sua rotina, você poderá melhorar seus níveis de magnésio e, com isso, contribuir para a saúde cardiovascular, fortalecer os ossos e manter a pressão arterial e os níveis de glicose sob controle.

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  • Cardiologista recomenda superalimento para um coração saudável

    A chave para um coração mais saudável pode estar mais próxima do que se imagina. De acordo com o cardiologista Roque Savioli, a beterraba é um alimento poderoso que pode trazer benefícios significativos para a saúde cardiovascular.

     

    “Ela melhora a circulação sanguínea, ajuda no controle da pressão arterial e pode até prevenir doenças cardíacas”, afirmou o médico em uma publicação no Instagram.

    Por que a beterraba faz bem para o coração?

    O cardiologista explica que a beterraba é rica em antioxidantes, fibras e nitratos naturais, substâncias que contribuem para a dilatação dos vasos sanguíneos. “Isso permite que o sangue circule com mais facilidade, reduzindo a pressão arterial e diminuindo o risco de problemas cardiovasculares”, acrescenta.

    Estudos científicos reforçam essa afirmação. Pesquisas publicadas no American Journal of Clinical Nutrition indicam que o consumo regular de beterraba pode ajudar a reduzir a hipertensão devido à conversão dos nitratos em óxido nítrico, um composto que relaxa os vasos sanguíneos.

    Como incluir a beterraba na alimentação?
    O médico recomenda o consumo regular da beterraba em diversas formas:
    Saladas – Crua ou cozida, pode ser combinada com outros vegetais para uma refeição nutritiva.
    Sopas – Um caldo de beterraba é uma opção rica em nutrientes e fácil de digerir.
    Sucos naturais – Misturada com laranja, cenoura ou gengibre, potencializa seus benefícios para a saúde.

    Além dos benefícios para o coração, a beterraba também melhora o desempenho esportivo, auxilia na digestão e fortalece o sistema imunológico.

    Atenção ao consumo
    Apesar dos benefícios, especialistas alertam que pessoas com tendência a cálculos renais devem consumir beterraba com moderação, pois ela contém oxalato, um composto que pode contribuir para a formação de pedras nos rins.

    Incluir a beterraba na dieta pode ser um grande aliado para a saúde do coração, mas é sempre recomendável buscar orientação médica para adequar o consumo às necessidades individuais.
     

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  • Saiba como limpar corretamente o teclado do seu computador

    Se você não costuma limpar o teclado do seu computador, é melhor rever esse hábito. Segundo especialistas, esse tipo de superfície pode abrigar mais microrganismos do que um assento de vaso sanitário. É o que alerta a revista especializada PC Mag, que listou os passos mais eficazes para uma limpeza completa e segura.

     

    Veja como fazer:

    Desligue o teclado do computador (ou remova as pilhas, no caso de modelos sem fio), vire-o de cabeça para baixo e sacuda bem para retirar sujeiras soltas.

    Use uma escova com cerdas finas ou um pincel para alcançar os espaços entre as teclas. Esse passo ajuda a remover migalhas e poeira acumulada.

    Se ainda houver partículas presas, aplique ar comprimido usando uma lata própria para esse fim, disponível em lojas de informática. O jato ajuda a desalojar resíduos mais difíceis.

    Passe um pano de microfibra levemente umedecido com água ou álcool isopropílico por toda a superfície do teclado. Em seguida, use outro pano seco para finalizar. Só religue o equipamento depois que estiver completamente seco.

    Teclas removíveis? Dê um banho nelas! Se seu teclado for mecânico e permitir a remoção das teclas, retire-as com cuidado e lave com água e sabão neutro. Depois, deixe secar naturalmente antes de recolocar.

    A prática regular de higienização não só prolonga a vida útil do teclado como também contribui para a sua saúde — especialmente em tempos de maior preocupação com a limpeza e prevenção de doenças.

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  • Como guardar os kiwis para que durem duas semanas ou mais

    Os kiwis — sejam da variedade verde ou amarela — são frutas ricas em vitamina C, até mais do que os tradicionais cítricos, segundo o site Martha Stewart. Mas para aproveitar ao máximo seus benefícios nutricionais, é importante saber como armazená-los corretamente.

     

    De acordo com Robert Schueller, especialista em produção agrícola citado pela publicação, a maneira como os kiwis são guardados influencia diretamente no tempo de conservação e na qualidade da fruta.

    Se estiverem muito duros no momento da compra, o ideal é não colocá-los na geladeira. “Eles não amadurecem corretamente sob refrigeração. Podem levar meses até ficarem prontos para o consumo e, mesmo assim, tendem a desidratar sem amadurecer completamente”, explica Schueller.

    O melhor é deixá-los em temperatura ambiente, o que permite o amadurecimento natural — processo que pode levar de alguns dias até uma semana. Um bom indicativo de que o kiwi está pronto para o consumo é o cheiro mais forte e o toque macio da casca.

    Após o amadurecimento, é possível armazená-los de duas maneiras:

    Em temperatura ambiente: por até 7 dias, desde que estejam fechados ou em local seco;

    Na geladeira: por até 10 dias, se já estiverem maduros.

    Além de saborosos, os kiwis são uma ótima opção para fortalecer a imunidade e compor refeições leves e saudáveis.

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  • Acha que bebe água suficiente? Sinais de que pode estar desidratado

    Já deve ter reparado que, quanto mais calor, mais água sente necessidade de beber. 

     

    Citada pela SHAPE, Frances Largeman-Roth, especialista em nutrição e bem-estar, explica como o tempo quente pode deixar-nos mais desidratados. 

    “Quando está quente e húmido lá fora, perdemos água através da pele, mas também através dos pulmões, rins e trato digestivo. A desidratação acontece quando a água que perdemos ultrapassa os fluidos que repomos”, afirma.

    Os sinais e sintomas da desidratação abrangem uma ampla gama de sistemas corporais, pois a água é essencial para o funcionamento ideal. Por esse motivo, a desidratação pode causar vários sintomas – até mesmo alguns que talvez nunca associaria à falta de água.

    Sinais de que pode estar desidratado

    1 – Tonturas;

    2 – Inchaço e constipações;

    3 – Sede extrema;

    4 – Urina escura;

    5 – Ansiedade e alterações de humor;

    6 – Falta de suor;

    7 – Declínio cognitivo na atenção e na coordenação motora.

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  • Os três signos do zodíaco que costumam ter relações mais longas

    Algumas pessoas têm maior propensão para viver relações amorosas mais longas.

     

    Normalmente, estas pessoas são de um dos signos que a Poudre Food Partnership apontou.

    Os nativos destes signos procuram profundidade emocional, estabilidade, e consistência.

    Touro (21 de abril a 20 de maio)

    É a ‘pedra’ do zodíaco no que toca a relações amorosas. São regidos por Vênus, o planeta do amor e da beleza, e conhecidos pela sua lealdade e preferência por segurança e rotina.

    Câncer (21 de junho a 21 de julho)

    É o ‘coração emotivo’ do zodíaco. Os nativos deste signo adoram cuidar dos outros e priorizam as pessoas que lhes são próximas. Quando se apaixonam, fazem de todo o coração.

    Capricórnio (22 de dezembro a 20 de janeiro)

    Podem não ser os mais românticos, mas o seu sentido de compromisso e fiabilidade tornam eles o parceiro ideal ao longo prazo. Regidos por Saturno, o planeta da disciplina e responsabilidade, as pessoas deste signo levam os seus compromissos muito a sério.

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  • Câncer foi a segunda principal causa de morte no Brasil em 2024

    O câncer é uma das principais causas de morte no Brasil. De acordo com o painel de monitoramento da mortalidade do Ministério da Saúde, até setembro de 2024, os tumores (neoplasias) de todas as naturezas foram a segunda principal causa de óbitos no país, com 157.747 mortes, ficando atrás apenas das doenças cardíacas.

     

    Porém, em algumas regiões do Brasil, o câncer já é a principal causa de morte. Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas e a Universidade Federal de Uberlândia, analisou dados de 5.570 municípios brasileiros fornecidos pelo Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) entre 2000 e 2019. Os resultados, publicados no The Lancet Regional Health – Americas, mostram que, nesse período, as taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares caíram em 25 dos 27 estados, enquanto as de câncer cresceram em 15. O número de municípios onde o câncer é a principal causa de morte quase dobrou, passando de 7% para 13%.

    O Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, celebrado em 8 de abril, tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. O coordenador do setor de oncologia da Santa Casa de São José dos Campos, André Prestes, destaca que fatores como envelhecimento populacional, estilo de vida, sedentarismo e obesidade influenciam o aumento dos casos. “Adotar uma rotina saudável é fundamental e pode reduzir o risco de desenvolver a doença em até 30%”, afirma.

    Entre os principais tipos de câncer, destacam-se os do sistema digestivo, responsáveis por um terço das vítimas (51.337 mortes). Os cânceres de cólon (9.942), estômago (8.964) e pâncreas (8.481) estão entre os mais comuns. Embora exames de rastreamento, como a colonoscopia, estejam disponíveis, muitos casos de câncer de cólon e estômago ainda são diagnosticados tardiamente devido à ausência de sintomas evidentes nas fases iniciais. O câncer de pâncreas, por sua vez, evolui de forma silenciosa e apresenta sintomas apenas em estágios avançados. Além disso, sua localização dificulta o diagnóstico precoce, resultando em uma taxa de sobrevida reduzida.

    Fora do sistema digestório, o câncer de pulmão e de órgãos do sistema respiratório é o mais letal, com 22.853 mortes registradas ao longo do ano. Já os tipos mais incidentes variam conforme o gênero: o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, enquanto o de próstata lidera entre os homens.

    Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolver câncer, incluindo histórico familiar, exposição a agentes cancerígenos como fumo e consumo excessivo de álcool, dieta rica em alimentos ultraprocessados, sedentarismo e obesidade. Além disso, infecções causadas por vírus, como HPV e hepatites B e C, também podem estar associadas ao desenvolvimento da doença.

    A prevenção do câncer envolve a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes e fibras, prática regular de exercícios físicos, não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e manter o peso adequado. A vacinação contra HPV e hepatite B também é uma medida importante para reduzir os riscos de alguns tipos de câncer. O acompanhamento médico regular é essencial para o diagnóstico precoce. “Muitas vezes, o câncer se manifesta silenciosamente e, quando aparece algum sintoma, a doença já está em um estágio avançado, em que não há muito o que fazer. Por isso, é fundamental realizar, ao menos uma vez por ano, uma avaliação com um especialista”, ressalta Prestes.

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  • Floresta amazônica: Curiosidades e segredos que pouca gente sabe

    A Amazônia representa mais da metade da área total de floresta tropical restante na Terra. A maior parte da floresta tropical está no Brasil, mas sua copa verde-esmeralda exuberante também alcança o Peru e a Colômbia. No total, a região inclui territórios pertencentes a nove nações e mais de 3.000 territórios indígenas.

    Os conquistadores espanhóis foram os primeiros europeus a encontrar a Amazônia. Mas os verdadeiros pioneiros da exploração da floresta amazônica foram os botânicos, zoólogos e naturalistas que descobriram e registraram a vasta riqueza de flora e fauna da região, muitas delas novas para a ciência.

    Então, quem foram esses indivíduos corajosos e heróicos que ajudaram a ampliar nossa compreensão de uma das últimas grandes e cada vez mais frágeis regiões selvagens do planeta?

    Clique e embarque em uma expedição fascinante à Amazônia.

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  • Alimentação pode afetar bem-estar emocional e até piorar crises de ansiedade

    (FOLHAPRESS) – A ideia de que a alimentação tem uma íntima relação com a nossa saúde mental vem se fortalecendo na última década.

     

    Juliana Saldanha, nutricionista membro da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), diz que é preciso pensar a saúde mental como um conjunto de fatores genéticos e ambientais.

    “As desordens psiquiátricas vêm crescendo no mundo e esses dois fatores estão envolvidos na gênese desses problemas. Nesse sentido, as intervenções em estilo de vida, como a preocupação com a alimentação, exercem um papel fundamental, não só para o tratamento, mas para a prevenção do aparecimento”, avalia Saldanha.

    A nutricionista destaca que a conexão dos hábitos alimentares com os problemas psiquiátricos está tão consolidada que, em 2013, foi fundada a ISNPR (International Society for Nutritional Psychiatry Research), uma sociedade focada em pesquisas sobre psiquiatria nutricional.

    “A alimentação impacta diretamente na saúde mental e emocional, uma vez que os nutrientes influenciam o funcionamento do cérebro e o equilíbrio hormonal”, afirma Jéssica Kozaka, nutricionista clínica e hospitalar do Laboratório IonNutri, especializada em Fisiologia e Bioquímica da Nutrição.

    Fabio Salzano, médico psiquiatra e vice-coordenador do Ambulim-IPq HCFM-USP (Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), diz que o consumo de alimentos processados e ultraprocessados e o sedentarismo crescentes estão na raiz do problema.

    “Há aumento da população com sobrepeso e obesidade e, em consequência, piora na morbidade e mortalidade. As alterações na ingestão de macro e micronutrientes, limitação na atividade física, tabagismo e excesso de consumo de álcool afetam a saúde física e mental, facilitando aumento de índices de depressão e ansiedade”, diz o médico.

    Alimentos ricos em gorduras trans e aditivos podem ainda afetar a função cerebral, prejudicando o estado emocional e mental e contribuindo para uma sensação de cansaço e falta de energia.

    “Algumas pessoas com distúrbios de saúde mental podem apresentar uma sensibilidade ao glúten ou a laticínios, o que pode agravar sintomas como ansiedade, depressão ou inchaço. Nessas fases, pode ser interessante evitá-los temporariamente”, recomenda Kozaka.

    Para quem não consegue abandonar de vez esses alimentos, a dica é controlar as quantidades e suspender ou moderar o consumo pelo menos durante crises ou períodos mais delicados na saúde mental, retomando sempre de forma mais controlada.

    “O consumo excessivo de cafeína pode piorar a ansiedade, dificultar o sono e aumentar a sensação de nervosismo. O açúcar refinado pode provocar picos de glicose e uma queda rápida, o que pode afetar o humor e aumentar a irritabilidade, algo que pode ser prejudicial durante momentos de instabilidade emocional”, pondera a nutricionista.

    Kozaka lembra que o álcool pode, além de causar um efeito depressivo no sistema nervoso e piora de sintomas, interferir na ação de medicamentos para tratamento de depressão e ansiedade.

    Saldanha reforça que alguns antidepressivos, como fluoxetina, sertralina e escitalopram, não devem ser consumidos junto com alimentos fermentados.

    “Vinho, alguns queijos embutidos e cervejas de fermentação mais longa podem prejudicar a ação do medicamento. Além disso, a maioria dos medicamentos também não devem ser consumidos com bebidas alcoólicas concomitante ao uso de antidepressivos ou medicamentos psiquiátricos à base de hormônios”, afirma.

    Ela lembra que não há “relatos de alimentos que vão exercer um papel pontual numa crise”, mas que “deve-se evitar alimentos estimulantes” quando o paciente está numa crise, como bebidas que contêm cafeína como café, mate, chá preto, chá verde e energéticos.

    Salzano destaca que um plano alimentar saudável pode diminuir o risco de transtornos depressivos. “A microbiota intestinal vem sendo estudada como um fator complementar na melhoria de sintomas relacionados à ansiedade e depressão, incluindo redução de nível de cortisol, cujo aumento reflete estresse no dia a dia”, avalia o especialista.

    Alimentos ricos em carboidratos complexos, proteínas e gorduras saudáveis ajudam a estabilizar o humor e a energia. “Nutrientes como triptofano (para produção de serotonina) e ômega-3 (anti-inflamatórios) melhoram o bem-estar. A saúde intestinal, apoiada por fibras e probióticos, também afeta as emoções”, diz Kozaka.

    Outra recomendação é manter-se hidratado e evitar alimentos como açúcares refinados, carboidratos simples, gorduras trans e processadas, com excesso de cafeína. Deve-se priorizar alimentos com ômega 3, como peixes, e também frutas, vegetais, ovos, nozes, sementes, grãos integrais, fibras e probióticos.

    Salzano afirma que a chamada dieta mediterrânea, com presença de frutos do mar e azeite de oliva, bem como frutas frescas e secas, pode ajudar a prevenir a queda na função cognitiva, inclusive em quadros de Alzheimer.

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