• Pesquisadores identificam genes associados ao TDAH

    (FOLHAPRESS) – Na busca por explicações genéticas para certas condições psiquiátricas, muitas vezes os estudiosos se veem numa espécie de labirinto, um emaranhado de genes candidatos, com efeitos modestos ou discretos, que, até agora, pouco ajudam a decifrar a natureza complexa delas. No caso do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, o TDAH, há ainda mais nevoeiro sobre essa paisagem.

     

    Mas um estudo recém-publicado na revista Nature Communications aponta possíveis caminhos para entender o que há por trás dessa neurodivergência (ou seja, uma forma diferente de funcionamento cerebral). O grupo de pesquisadores, ligados à Universidade de Yale (Estados Unidos), à FMUSP (Faculdade de Medicina da USP) e a outras instituições dos EUA e Canadá, identificou um gene que pode ser um dos responsáveis pelo desenvolvimento de TDAH: o KDM5B, um “gene de risco de alta confiabilidade”, segundo os autores.

    O TDAH se manifesta principalmente na infância e frequentemente se mantém na vida adulta. Entre os sinais e sintomas estão desatenção, hiperatividade e impulsividade, que podem impactar significativamente o desempenho escolar, a vida social e familiar dos afetados. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam que cerca de 5% das crianças podem ser afetadas.

    E como uma alteração no KDM5B provocaria o TDAH? Ainda não se sabe, explica o médico e pesquisador Luís Carlos Farhat, um dos brasileiros que assinam o artigo. É possível que o produto desse gene, uma enzima chamada lisina demetilase 5B, tenha um papel importante na estabilidade do genoma dentro da célula e no reparo de DNA. Se o gene, por conta de alguma mutação ou deleção de uma base, deixar de exercer adequadamente essa função, isso poderia aumentar o risco do TDAH. Mas o mecanismo ainda precisa ser desvendado em pesquisas futuras.

    Para se ter uma ideia do tamanho do desafio, o mesmo KDM5B também está ligado ao transtorno do espectro autista (TEA), a transtornos de desenvolvimento e a doenças cardíacas congênitas. Logo, fica na mesa a possibilidade de uma raiz genética comum às diversas condições, podendo ser parte da explicação de por que condições psiquiátricas frequentemente se sobrepõem, com pacientes apresentando mais de uma delas.

    De todo modo, o achado é motivo de ânimo, explica Farhat, já que a relação entre o gene e o TDAH era até então desconhecida. Também foram identificados outros três genes candidatos: YLPM1, CTNND2 e GNB2L1, classificados como “de risco potencial”. São genes ligados ao funcionamento do maquinário da expressão gênica, ao desenvolvimento embrionário e à sinalização celular, respectivamente. Descobrir potenciais associações dos genes ao surgimento de condições como o TDAH revela a ponta de um iceberg que encanta os pesquisadores.

    “É provável que TDAH, TEA e outras condições do neurodesenvolvimento tenham etiologia em comum, ao menos em parte. Com novas pesquisas ‘de bancada’, por exemplo utilizando-se de modelos animais ou células pluripotentes, esperamos conseguir entender o que está acontecendo a partir de alterações nesses genes, e por quais caminhos funcionais essas variantes se ramificam”, diz Farhat.

    À época do desenvolvimento do estudo, Farhat estava no doutorado, apoiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), e era orientado por Guilherme Polanczyk, do setor de psiquiatria da Criança e do Adolescente do Departamento de Psiquiatria da FMUSP. Farhat defendeu sua tese em março e continua suas pesquisas na área, agora no pós-doutorado. Também integram o rol de autores brasileiros do estudo Monicke Lima e Carolina Cappi, também da psiquiatria da FMUSP.

    Para chegar a essas conclusões, foi preciso construir o maior grupo de pessoas com TDAH acompanhado por um longo tempo e seus pais biológicos -152 trios, entre eles 30 brasileiros- com diagnósticos para TDAH.

    Segundo Farhat, apesar de testes laboratoriais e de imagem não serem até o momento capazes de auxiliar no diagnóstico do TDAH, se os médicos tiverem um bom treinamento, é possível haver um excelente nível de concordância entre profissionais independentes em relação à presença do diagnóstico.

    O processo para saber quais genes, entre os mais de 20 mil existentes, poderiam ser responsáveis pelo TDAH envolveu o sequenciamento de todo o exoma (fração do genoma composta de genes) tanto de trios com filhos com TDAH quanto sem a condição (e sem potenciais confundidores, como TEA e outras neurodivergências).

    Aí se contabilizava quais genes em cada grupo apresentavam variações, especificamente nos filhos. Ou seja, eram alterações “de novo”, que não existiam nos pais. Proporcionalmente, alterações no gene KDM5B (e, em menor grau, nos outros três) foram mais frequentes nos trios com filhos com TDAH.

    “Nosso trabalho destaca a importância de estudar variações genéticas raras juntamente com variantes comuns. Está se tornando cada vez mais claro que, para compreender distúrbios complexos como o TDAH, precisamos considerar todo o espectro da variação genética e que alterações genéticas raras podem desempenhar um papel importante em distúrbios comuns”, comentam os autores do estudo em um portal do periódico científico.

    Não há aplicabilidade clínica imediata para os achados, mas eles pavimentam o caminho adiante. O próximo passo, explica Farhat, é realizar análises com amostras ainda maiores, para que, com uma maior resolução estatística, sejam encontrados novos genes de risco, para se construir um panorama ainda mais fidedigno.

    “O ideal é que tenhamos grupos com milhares de trios. Em autismo, por exemplo, já se identificaram 72 genes de risco em milhares de participantes. Se você for menos criterioso para determinar o que seria um ‘gene de risco’, esse número sobe para a casa das centenas. E, tão importante quanto o tamanho da amostra é o avanço tecnológico, que possibilita entender cada vez mais sobre o material genético. Esperamos que no futuro esse caminho leve a respostas capazes de efetivamente melhorar a vida dos pacientes.”

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  • Quais os benefícios da sauna (e os perigos) para a saúde?

    Os humanos têm feito sauna por milênios! Os antigos gregos, romanos e maias incluíam imersões dos seus corpos em altas temperaturas durante seus rituais de limpeza diários. Essas civilizações antigas entenderam as vantagens da terapia de calor e a variedade de benefícios que poderiam proporcionar à saúde em sessões de suor de 20 minutos. Hoje em dia, fazer sauna é uma atividade popular de bem-estar. Inclusive, as pessoas dos países nórdicos amam! Mas, embora a sauna forneça várias vantagens, há certos riscos associados a essa forma única de relaxamento. Quais?

    Clique na galeria e descubra o quão saudável (ou não) a sauna pode ser!

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  • Hepatites: prevenção e vacinação são essenciais para conter disseminação

    As hepatites virais são infecções silenciosas que afetam o fígado e representam um sério problema de saúde pública. No mundo, as mortes causadas pela doença estão aumentando e já são a segunda principal causa infecciosa de óbito, com 3,5 mil pessoas falecendo por dia e 1,3 milhão por ano, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar da natureza muitas vezes assintomática, as hepatites virais podem ser controladas com o diagnóstico precoce, melhoria no saneamento básico, acesso a tratamento adequado e, principalmente, a vacinação.

     

    No Paraná, a cidade de Curitiba enfrenta um surto de hepatite A. De acordo com um boletim epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde, mais de 360 casos foram registrados entre janeiro e julho de 2024, representando um aumento de 7.220% em comparação com os cinco casos diagnosticados no mesmo período do ano passado. Como as hepatites podem causar sintomas agudos e, em casos crônicos, levar a complicações graves, a capital paranaense também registrou cinco mortes relacionadas à doença e um transplante de fígado.

    Quais são os diferentes tipos de hepatites?

    Existem cinco tipos de hepatites virais — A, B, C, D e E —, além de outras causadas por distúrbios autoimunes, medicamentos e drogas. Entre as mais comuns, a hepatite A, que geralmente aparece na infância e adolescência, é conhecida por seus sintomas iniciais sutis, que incluem febre, mal-estar e icterícia. Já as hepatites B e C são mais preocupantes devido à sua capacidade de evoluir para formas crônicas severas, como cirrose e câncer de fígado. 

    “As hepatites B, C e D são transmitidas por fluidos corporais infectados, incluindo relações sexuais desprotegidas, transfusão de sangue e compartilhamento de agulhas. Seus sintomas variam desde um quadro assintomático a um quadro agudo com febre, dor abdominal e icterícia”, explica o gastroenterologista e hepatologista Jean Tafarel, dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru. Já a hepatite E, menos grave exceto em casos fulminantes, não possui vacina e pode afetar pessoas de todas as idades, especialmente mulheres grávidas.

    Como se vacinar contra a hepatite?

    As infecções mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C, sendo que os subtipos A e B são preveníveis por vacina, disponibilizada gratuitamente pelo SUS. “O sistema de saúde oferece ampla vacinação contra a hepatite B e, desde 2014, a vacina de hepatite A tem sido administrada em crianças de 1 a 5 anos e aos adultos do grupo de risco descritos no protocolo no Ministério da Saúde. Isso é fundamental para protegermos a população e contermos a disseminação dessas doenças infecciosas”, explica o médico Jean Tafarel. 

    A vacina contra a hepatite A é oferecida em duas doses, com intervalo de seis meses, e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde e na rede privada. Já a vacina contra a hepatite B é administrada em três doses e é recomendada para todas as faixas etárias, especialmente para gestantes não vacinadas. Ambas as vacinas são amplamente acessíveis e desempenham um papel crucial na prevenção da doença.

    “Apesar dos avanços da medicina, a hepatite continua sendo difícil de erradicar. Sem a manifestação dos sintomas, muitos não sabem que estão infectados e tornam-se vetores da doença. Diante desse quadro, a melhor forma de evitar a hepatite ainda é a prevenção e a vacinação”, avalia o hepatologista.

    Qual é a prevenção?

    Além da vacinação, algumas medidas podem ser tomadas para prevenir a contaminação. A hepatite A é mais comum em áreas com saneamento básico precário, sendo a higiene a principal forma de prevenção. Isso inclui lavar bem as mãos antes de comer, higienizar os alimentos consumidos crus e evitar contato com água contaminada. No caso das hepatites B, C e D, é fundamental não compartilhar objetos pessoais como lâminas de barbear e seringas, além de usar preservativos nas relações sexuais.

    Para o diagnóstico precoce, o hepatologista Jean Tafarel enfatiza a importância de realizar exames de forma regular, especialmente aqueles em grupos de risco. “Essa abordagem permite iniciar tratamentos mais eficazes, reduzindo as chances de complicações graves. Portanto, manter consultas periódicas com o médico e seguir as orientações de vacinação são medidas essenciais na prevenção e no controle das hepatites virais”, complementa o médico dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru.

    “Promover a vacinação e conscientizar sobre as medidas preventivas pode ajudar a controlar a disseminação das hepatites virais. É essencial que a população esteja informada sobre os riscos e as formas de prevenção, visando reduzir o número de novos casos e melhorar a qualidade de vida daqueles já infectados”, finaliza Jean Tafarel.

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  • Por que os casos de doenças autoimunes têm aumentado aumentando tanto?

    As doenças autoimunes, nas quais os mecanismos de defesa do corpo ficam confusos e atacam as suas próprias células saudáveis, existem desde sempre. Há muitos tipos de condições do gênero, como artrite reumatóide e diabetes tipo 1, e elas realmente não são novidade. Mas a novidade é o número crescente de pessoas que sofrem com elas. Há décadas que a incidência de doenças autoimunes tem aumentado (especialmente em mulheres) e os cientistas estão tentando descobrir as razões.

    Curioso? Confira esta galeria para saber mais.

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  • Catarata pode causar alterações no cérebro

    Recente pesquisa publicada no JAMA Network Open demonstra que a catarata, maior causa de cegueira tratável no mundo, diminui o volume cerebral e aumenta em 92% o risco de demência vascular. Esta é a principal conclusão de pesquisadores da Universidade da Califórnia que analisaram variantes genéticas de 305 mil participantes com idade de 55 a 70 anos pertencentes ao UK Biobank,maior repositório mundial de dados anônimos de pacientes para pesquisa genética. Os pesquisadores também observaram que além da demência vascular, a catarata pode estar associada à doença de Alzheimer e outros tipos de demência.

     

    Para o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier, este e outros estudos que encontraram correlação entre problemas de visão e demência, reforçam a importância do investimento em políticas públicas que ampliem o acesso à saúde ocular não só no Brasil, mas em todo o mundo. Isso porque a catarata é a maior causa de cegueira global tratável. No hospital uma inciativa realizar até o final do ano 570 cirurgias de catarata através de Fundação Penido Burnier que este ano recebeu aporte de emendas impositivas para aumentar o número de cirurgias pelo SUS. “É um trabalho muito gratificante ver a satisfação dos pacientes, alguns próximos a se tornarem centenários planejando a retomada de atividades no primeiro retorno da cirurgia”, comenta emocionado.

    Como a cirurgia reduz o risco de demência

    Queiroz Neto afirma que dados do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) do qual faz parte, mostram que no Brasil surgem 500 mil novos casos de catarata/ano. A estimativa do Ministério da Saúde é de que hoje cerca de 1,2 milhão de brasileiros vivem com alguma forma de demência e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano.  Um dos sinais de início de demência, explica, é a falta de reflexo visual em pacientes que não apresentam alterações na acuidade visual, mas tem dificuldade de processar a imagem. “Embora o Alzheimer seja irreversível, diversos estudos mostram que a cirurgia de catarata diminui o risco de todo tipo de demência por um custo bastante pequeno”, pontua.  Isso ocorre, explica, porque a restauração da visão aumenta a prática de atividades físicas e as interações sociais, além de abrandar a atrofia do córtex visual através da maior entrada de luz no cérebro.

    O que é, fatores de risco e sintomas

    O especialista explica que a catarata é o embaçamento do cristalino, lente interna do olho que conduz as imagens até a retina. A principal causa da condição é o envelhecimento, mas pode também ocorrer por trauma, falta de proteção à radiação UV emitida pelo sol,diabetes, exposição ao sol sem lentes com proteção ultravioleta, tabagismo, vape e pelo uso contínuo de alguns medicamentos, entre eles os corticoides, estatinas e antidepressivos.

    Os sintomas que indicam necessidade de operar são: Troca frequente de óculos; Enxergar halos ao redor da luz; Perda da visão de profundidade e de contraste; Fotossensibilidade; dificuldade de dirigir à noite; Dificuldade de adaptação a diferentes intensidades de luz; Lentidão no andar e maior propensão a quedas.

    A cirurgia

    Único tratamento para catarata, consiste em substituir o cristalino opaco por uma lente que é implantada dentro do olho. Queiroz Neto explica que é realizada com anestesia local, tem duração de 10 a 20 minutos e no mesmo dia o paciente retorna para casa. Após a operação o mais importante é instilar os colírios conforme a prescrição do cirurgião para evitar a contaminação do olho.

    Porque as pessoas têm medo de operar

    Para o oftalmologista a maior causa do medo de operar é a falta de informação. “Naturalmente, como toda cirurgia a de catarata não está completamente isenta de riscos”, salienta. O grau de segurança é bastante alto e adiar a cirurgia é optar por menor qualidade de vida, pontua.

    Prevenção

    Queiroz Neto afirma que quem viver um dia vai ter catarata, já que o principal fator de risco é o envelhecimento.  Para adiar a cirurgia recomenda: Consulte um oftalmologista regularmente; No sol use lentes que filtrem 100% a radiação UV; Evite fumar; Reduza o consumo de bebidas alcoólicas; Inclua na dieta antioxidantes como as folhas verde escuro; Use óculos de proteção nos esportes e outras atividades de risco; Mantenha a glicemia e o glaucoma sob controle, finaliza.

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  • Quer fazer uma mudança? Descubra qual a carreira ideal para cada signo

    Com a ajuda da astrologia, e tendo em conta as características gerais de cada signo, consegue descobrir as melhores áreas para explorar na sua carreira. Não acredita? Bella Nguen e Raquel Rodriguez, duas astrólogas, citadas no BestLife, indicaram a profissão ideal para cada signo. Consulte a lista! 

    Áries (21 de março a 20 de abril):  empreendedor; 

    Touro (21 de abril a 20 de maio): arquiteto paisagista; 

    Gêmeos (21 de maio a 21 de junho): jornalista de lifestyle; 

    Câncer (21 de junho a 21 de julho): enfermeiro; 

    Leão (22 de julho a 22 de agosto): apresentador, influenciador ou outras profissões relacionadas com entretenimento; 

    Virgem (23 de agosto a 22 de setembro): cientista; 

    Libra (23 de setembro a 22 de outubro): advogado; 

    Escorpião (23 de outubro a 21 de novembro): detetive; 

    Sagitário (22 de novembro a 21 de dezembro): documentarista de viagens; 

    Capricórnio (22 de dezembro a 20 de janeiro): CFO – Chief Financial Officer; 

    Aquário (21 de janeiro a 19 de fevereiro): gestor de organizações sem fins lucrativos;

    Peixes (20 de fevereiro a 20 de março): terapeuta de arte

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  • Sintomas que indicam problemas no coração e você nem desconfiaria

    Cuidar da saúde do coração é de vital importância para o seu bem-estar e, infelizmente, as doenças cardíacas são uma das maiores causas de mortes. No geral, essas enfermidades se desenvolvem de forma gradual ao longo de anos e até décadas. A boa notícia é que elas podem ser evitadas com algumas mudanças no estilo de vida.

     

    Inclusive, o apresentador Otaviano Costa descobriu por acaso que tinha problema cardíaco grave e precisou ser internado imediatamente. Em entrevista ao ‘Fantástico‘, o marido de Flávia Alessandra revelou que estava viajando com a família “e uma dorzinha pequena começou a surgir aqui na minha costela”. Por conta desse incômodo nas costas, ele foi ao médico, fez um ecocardiograma e teve o diagnóstico de um aneurisma da artéria aorta, já em estágio avançado. Costa foi submetido a uma cirurgia e felizmente está bem.

    Clique na galeria para descobrir outros 30 sinais (muitos inesperados) de que você pode ter problemas de coração.

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  • Febre Oropouche grave pode causar complicações neurológicas

    As autoridades médicas brasileiras vêm intensificando os alertas epidemiológicos sobre a doença Febre Oropouche. A enfermidade, que se assemelha à dengue, já fez as suas primeiras vítimas fatais. Em São Paulo, ainda não há mortes registradas, mas o estado já contabiliza cinco casos, até o último dia 7, todos no Vale do Ribeira. A previsão é que tenham também ocorrências na Baixada Santista. Já no Brasil, são mais de 7 mil casos declarados, sendo dois óbitos.

     

    “Este ano é atípico, pois a morte pela Oropouche é algo inédito na literatura médica. O que costuma acontecer são formas graves da doença, como sintomas muito debilitantes ou complicações neurológicas, como a meningite e a encefalite”, relata o médico clínico geral Dr. Marcelo Bechara.

    Com resposta imunológica muito intensa, as pessoas infectadas podem ter reações inflamatórias muito fortes, como febre alta, cefaleia intensa, dor muscular e nas articulações, vômitos, erupções cutâneas e fotofobia – o que, para muitos, pode ser confundido com sintomas similares a uma dengue severa.

    Ambas as doenças são classificadas como arboviroses, por serem transmitidas por mosquitos. Segundo o Dr. Bechara, há algumas diferenças bem claras. “A dengue, que é transmitida apenas pelo vetor Aedes Aegypt, pode evoluir para um quadro hemorrágico, algo que nunca foi visto no Oropouche. Já a febre, o vetor mais conhecido é o mosquito Maruim ou Pólvora. No entanto, há possibilidade de contaminação com o aedes também”, afirma o especialista.

    Prevenção e cuidados

    A infecção acontece em maior parte em locais endêmicos, como nas matas, florestas e campos. Atualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as mudanças climáticas, desmatamento e urbanização não planejada têm favorecido o aumento da infecção.

    Um exemplo é, no caso das infecções que aconteceram em Cajati e Pariquera-Açu, cidades do Vale do Ribeira, a transmissão foi local em um ambiente mais urbano, sem o deslocamento do infectado para uma localização endêmica.

    E para prevenção, há apenas dois caminhos: evitar possíveis locais de contaminação e utilizar muito repelente.

    “Não há algo que previna como uma vacina, por isso é necessário utilizar muito repelente na pele. Fora do campo prático, uma das formas de combate é a informação, até por parte das autoridades, informando sobre os sintomas, monitorando os casos suspeitos e confirmados, além de controlar a população de mosquitos vetores, promover limpeza de áreas urbanas para eliminar criadouros e implementar medidas de controle em áreas de risco”, declara Marcelo.

    O especialista também esclarece que, se a pessoa for infectada, o primeiro passo é procurar ajuda médica para entender o caso. Bechara também explica que o tratamento é realizado de maneira simples, cuidando dos sintomas e estabilizando o paciente para que não evolua.

    “Não há algo específico para tratar. Então, o ideal é ficar de olho, tratar os sintomas, com analgésicos para dores, antitérmicos para febre, muita hidratação, repouso e alimentação extremamente saudável”, diz Marcelo.

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  • O que nunca dizer a alguém que está de luto (e o que você pode)

    Saber o que dizer a alguém que está passando por um processo de luto é difícil. Na tentativa de evitar aquele silêncio (constrangedor), muitas vezes acabamos por comentar algo que aparentemente parece inofensivo, mas para uma pessoa que acabou de vivenciar uma perda pode invalidar ou piorar os seus sentimentos reais de luto. Para ajudar seu ente querido em um momento difícil, há algumas coisas que é melhor não falar depois de saber que alguém muito próximo morreu. Da mesma forma, existem maneiras de aprender a expressar seu apoio que podem ser recebidos com mais delicadeza.

    Clique na galeria para saber o que você deve ou não dizer a uma pessoa em luto.

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  • Especialista dá dicas para driblar o uso do celular pelas crianças

    Com o avanço da tecnologia, é cada vez mais comum ver crianças passarem horas diante de celulares e telas. Para muitos pais, esse cenário representa um desafio significativo, pois buscam maneiras de manter os filhos ocupados com atividades mais saudáveis e menos dependentes da tecnologia. Como, então, incentivar brincadeiras clássicas e atividades envolventes que promovam o desenvolvimento e a diversão das crianças, tanto em casa quanto ao ar livre?

     

    Verônica Cartoce, coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade Anhanguera Taboão da Serra, explica que resgatar brincadeiras tradicionais e promover o desenvolvimento integral das crianças é uma das formas de mudar esse cenário. “Atividades como amarelinha, esconde-esconde, pular corda e queimada são ótimas para serem realizadas na rua, pois incentivam o convívio social e a prática de exercícios físicos. Em casa, brincadeiras lúdicas como jogos de tabuleiro, contar histórias ou criar teatros de fantoches podem estimular a imaginação e fortalecer os laços familiares. O importante é oferecer um ambiente seguro e encorajar as crianças a se divertirem de maneira criativa e ativa, longe das telas”, afirma a especialista.

    Segundo a última pesquisa da TIC Kids Online Brasil, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), 95% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos acessam a internet, o que corresponde a mais de 25,1 milhões de pessoas nessa faixa etária. “Com a tentação constante das telas, é crucial encontrar alternativas que incentivem a criatividade, a interação social e o desenvolvimento físico. Durante as férias, a tendência de uso de celulares pode aumentar ainda mais devido ao tempo ocioso, por isso é importante garantir que esse período seja repleto de diversão e aprendizado, sem a necessidade constante do uso do celular”, alerta Verônica.

    Para transformar as férias das crianças em algo promissor, Verônica sugere promover atividades em casa. “Um ótimo começo é transformar o quintal ou a sala de estar em um acampamento improvisado. Montar uma barraca, preparar sacos de dormir e contar histórias ao redor de uma ‘fogueira’ feita de lanternas são atividades que estimulam a imaginação das crianças e as encorajam a explorar sem recorrer aos dispositivos eletrônicos”, exemplifica.

    E os pais que têm receio de não acertar na escolha das atividades, a professora recomenda envolver as crianças no planejamento. “Quando elas se sentem parte do processo, sugerem opções e dicas, estão mais propensas a se interessar pelas tarefas propostas. As férias são uma oportunidade valiosa para explorar novos interesses, desenvolver habilidades e fortalecer os laços familiares. Com planejamento e criatividade, é possível garantir que essas semanas sejam enriquecedoras e divertidas, sem depender excessivamente do celular”, destaca.

    Confira outras dicas de atividades para ter sucesso com as crianças nas férias:

    – Organizar uma caça ao tesouro. Espalhe pistas e mapas pela casa ou pelo jardim, criando um ambiente de mistério e aventura que requer trabalho em equipe e solução de problemas para encontrar o prêmio final.

    – Oficinas de arte em casa.  Forneça materiais como tintas, pincéis, papel e itens recicláveis para que as crianças possam criar suas próprias obras de arte. Esta atividade não só permite a expressão criativa, mas também ajuda a desenvolver habilidades motoras finas e concentração.

    – Plantar um jardim de ervas ou flores. As crianças aprendem sobre diferentes plantas, como cuidar delas, e compreendem conceitos básicos de biologia e responsabilidade. Além disso, essa atividade oferece uma oportunidade para passar mais tempo ao ar livre, longe das telas.

    – Planejar dias temáticos. Escolha um tema, como “Dia do Pirata” ou “Dia da Ciência”, e crie atividades, fantasias e histórias relacionadas ao tema. Essas experiências imersivas permitem que as crianças mergulhem em mundos de fantasia e aprendizado, tornando o dia mais emocionante.

    – Incentivar a leitura. Leia livros interessantes e, em seguida, encene as histórias com as crianças. Essa atividade ajuda no desenvolvimento da leitura e também nas habilidades de atuação e expressão verbal.

    – Incentivar atividade física. Organize jogos de esportes no parque ou no quintal. Criar uma miniolimpíadas com diferentes modalidades, como corrida, salto e arremesso, pode ser uma forma divertida de manter as crianças ativas e saudáveis.

    Por fim, Verônica reforça a importância de estabelecer limites claros para driblar o uso excessivo do celular. “Defina horários específicos para o uso de dispositivos eletrônicos ou videogames, e explique a importância de balancear o tempo de tela com outras atividades”, conclui.

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