• Como ocorre a recuperação muscular após competições intensas

    Quem nunca lamentou pelo afastamento de um atleta preferido que, devido a uma lesão, precisou se ausentar das competições por semanas ou até meses? A realidade é que atletas frequentemente enfrentam esses problemas devido às microlesões nas fibras musculares causadas por exercícios intensos ou não habituais. Esse processo, conhecido como dor muscular de início tardio (DOMS), resulta da inflamação e reparação das fibras danificadas. 

     

    Fisioterapeuta e coordenadora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, Marlla Souza explica que diferentes fatores podem desencadear tais lesões e que A recuperação muscular é um processo vital para manter a saúde e a performance atlética, especialmente após atividades físicas intensas. “O acúmulo de ácido lático durante o exercício também pode contribuir para a sensação de desconforto. Além disso, a falta de preparo adequado ou o aumento abrupto na intensidade do treino podem exacerbar essas dores. A recuperação e o descanso são essenciais para minimizar esses efeitos e promover a regeneração muscular”, ressalta a profissional.

    Recuperação muscular refere-se ao processo pelo qual o corpo repara e regenera os músculos após esforço físico. A recuperação é o mecanismo pelo qual as fibras se curam e se fortalecem, resultando em ganho de força e resistência. “Após a atividade física, o corpo inicia uma resposta inflamatória para reparar as microlesões musculares. Isso envolve o envio de células imunes e nutrientes para a área afetada. O corpo começa a sintetizar novas proteínas para reparar as fibras musculares danificadas. Enquanto isso, as reservas de glicogênio (a forma de armazenamento de carboidratos nos músculos) são reabastecidas através da ingestão de alimentos ricos em carboidratos e a hidratação é restaurada para compensar a perda de fluidos durante o exercício, essencial para o funcionamento ótimo das células musculares”, esclarece Marlla.

    A recuperação adequada não apenas previne lesões, mas também melhora a performance geral. A especialista destaca que uma estratégia de recuperação eficaz deve incluir várias abordagens integradas, como reidratação e nutrição, descanso e sono, técnicas de relaxamento e alongamento, além de fisioterapia e massagens.

    Quando a recuperação muscular é necessária?

    Após atividades intensivas: A recuperação é particularmente importante após treinos ou competições intensas, quando as fibras musculares foram submetidas a estresse significativo.

    Após exercícios de alta intensidade: Atividades que envolvem levantamento de peso, sprints ou treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) demandam um período de recuperação adequado para evitar o overtraining e reduzir o risco de lesões.

    Entre sessões de treino: Mesmo entre sessões regulares de treinamento, é fundamental permitir tempo suficiente para recuperação para garantir que os músculos possam se reparar e se fortalecer antes do próximo esforço.

    Para prevenção de lesões: A falta de recuperação pode levar ao acúmulo de fadiga muscular, aumentando o risco de lesões e diminuindo o desempenho geral. Técnicas adequadas de recuperação ajudam a prevenir esses problemas.

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  • Carboidratos e refluxo: qual a relação?

    O refluxo gastroesofágico é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, causando desconforto e impacto na qualidade de vida. Muitas são as dúvidas das causas desse desconforto e recentemente a relação com os carboidratos vem reacendendo questionamentos. Mas afinal, qual a relação dos carboidratos com o refluxo?

     

    A professora Camila Junqueira, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, explica que a relação entre carboidratos e refluxo não é simples e envolve vários fatores. “Os carboidratos, por si só, não são diretamente causadores do refluxo. No entanto, a forma como são consumidos e o tipo de carboidratos ingeridos podem influenciar o quadro do refluxo gastroesofágico,” esclarece.

    De acordo com a especialista, os carboidratos refinados, como pão branco, bolos e massas, podem ter um efeito mais adverso em pessoas com refluxo. Esses alimentos são frequentemente associados a um aumento na produção de ácido gástrico, que pode agravar os sintomas de refluxo. “Os carboidratos refinados são rapidamente digeridos e podem levar a picos de açúcar no sangue, o que pode desencadear um aumento na produção de ácido gástrico,” afirma a professora.

    Em contraste, a professora Camila destaca que os carboidratos complexos, encontrados em alimentos como grãos integrais, legumes e vegetais, têm um impacto diferente. “Carboidratos complexos são digeridos mais lentamente e têm um efeito mais suave sobre a produção de ácido gástrico. Além disso, esses alimentos são ricos em fibras, que podem ajudar a melhorar a digestão e reduzir os sintomas de refluxo,” explica.

    A fibra alimentar desempenha um papel importante na saúde digestiva, pois ajuda a regular o trânsito intestinal e a manter uma digestão equilibrada. A inclusão de alimentos ricos em fibras na dieta pode contribuir para a redução dos episódios de refluxo e melhorar a sensação de bem-estar geral.

    Outro aspecto abordado pela professora é a relação entre os carboidratos e os comportamentos alimentares que podem contribuir para o refluxo. “Alimentos ricos em carboidratos simples, como doces e alimentos processados, muitas vezes são consumidos em grandes quantidades e de forma rápida. Esse tipo de alimentação pode levar ao excesso de comida e ao aumento da pressão abdominal, o que pode contribuir para o refluxo,” alerta.

    A especialista recomenda que pessoas com refluxo gastroesofágico adotem uma abordagem equilibrada em relação à alimentação, preferindo carboidratos complexos e evitando refeições pesadas e rápidas. “Manter uma dieta equilibrada, com foco em alimentos integrais e ricos em nutrientes, pode ajudar a minimizar os sintomas de refluxo e promover uma digestão mais saudável.”

    Em suma, a relação entre carboidratos e refluxo gastroesofágico é complexa e envolve a qualidade e a quantidade dos carboidratos consumidos. Enquanto os carboidratos refinados podem exacerbar os sintomas de refluxo, os carboidratos complexos, ricos em fibras, tendem a ter um efeito mais benéfico. A professora Camila enfatiza a importância de uma dieta equilibrada e consciente para o manejo eficaz do refluxo gastroesofágico, destacando que cada indivíduo deve adaptar suas escolhas alimentares às suas necessidades específicas e ao seu estado de saúde.

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  • É impossível resistir a estes três signos (são os mais sedutores)

    Tem um amigo que consegue seduzir qualquer um com apenas um olhar? É muito provável que encontre o signo dessa pessoa nesta lista do PinkVilla. Porquê? Menciona os mais sedutores do zodíaco. Veja! 

     

    Escorpião (23 de outubro a 21 de novembro)

    “É possível descrever as pessoas deste signo como enigmáticas, fortes e encantadoras.” Têm muito carisma e, mesmo quando não querem, conseguem seduzir qualquer um.  

    Peixes (20 de fevereiro a 20 de março)

    “Têm o dom de atrair as pessoas que os rodeiam” e de manter sempre a calma independentemente da situação. Para além disso, “irradiam secretismo”, o que lhes permite “fascinar e despertar a curiosidade dos outros”.

    Capricórnio (22 de dezembro a 20 de janeiro)

    Nativos deste signo “acham que ter um sentido de estilo excêntrico que irradia confiança e singularidade pode ser muito apelativo”. Concentram-se em “reforçar as suas caraterísticas positivas, como a competência e a independência, o que atrai muitos indivíduos”. 

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  • Saiba quais são os benefícios do orgasmo para a saúde

    (FOLHAPRESS) – O orgasmo, considerado o clímax de uma relação sexual, envolve uma série de respostas fisiológicas e emocionais do corpo. Além deste ponto alto, tudo que engloba o sexo é benefício para o organismo, por causa da liberação de hormônios, como ocitocina e a dopamina, proporcionando bem-estar.

     

    Ludmila Bercaire, ginecologista especializada em reprodução humana pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), explica que “a própria saúde sexual é um dos pilares do bem-estar físico e emocional. Conhecer o próprio corpo, entender o processo da sexualidade, saber como chegar ao orgasmo, tudo isso faz parte da saúde sexual”.

    Durante a excitação sexual, há um aumento do ritmo cardíaco, da pressão arterial e da respiração, além de um maior fluxo sanguíneo para os órgãos genitais. “Isso culmina na fase de platô, seguida por contrações musculares rítmicas dos músculos pélvicos e áreas adjacentes”, explica a médica.

    O orgasmo ajuda a diminuir o estresse do dia a dia. “Com a liberação de dopamina, serotonina e adrenalina, atua como um inibidor de estresse, como um fator de relaxamento, que contribui para a saúde mental, até melhorando o sono, por exemplo.”

    Bercaire afirma que “quando o organismo está em homeostase -o equilíbrio das funções metabólicas do corpo- isso tende a fortalecer o sistema imunológico. Portanto, a relação é mais indireta, pois não é a atividade sexual ou o orgasmo que diretamente influenciam o sistema imunológico, mas sim o equilíbrio geral do organismo”.

    A atividade sexual contribui para a saúde cardiovascular e pode ser considerada uma forma de exercício físico, promove essa harmonia do corpo e, consequentemente, melhora a imunidade.

    A sexóloga e CEO da marca de sexual wellness Dona Coelha, Natali Gutierrez, explica que ter orgasmos com certa frequência contribui significativamente para nossa saúde mental. Contudo, ela afirma que não devemos delegar toda a nossa estabilidade emocional ao orgasmo.

    “Precisamos fazer outras coisas: terapia, atividade física, comer bem, beber água e estar bem com nós mesmas. Contudo, o orgasmo é um complemento excelente para nosso bem-estar. Estar nesse lugar de autoconhecimento, de gostar de estar comigo, de me relacionar bem com meu corpo e comigo mesma, é fundamental”, completa.

    O orgasmo está também ligado à autoestima, o que promove um equilíbrio também no corpo feminino. “Não há nada mais libertador do que conhecer nosso próprio corpo e ter uma relação bem resolvida com nossa sexualidade”, diz a sexóloga Natali Gutierrez.

    AUTOCONHECIMENTO É A CHAVE PARA PLENITUDE SEXUAL

    Ainda que o orgasmo feminino esteja ligado a tabus, a sexóloga cita a importância de se conhecer. “Falar sobre sexo é um grande tabu, e o orgasmo feminino é ainda mais”, afirma.

    “Uma mulher que compreende o que é um orgasmo, sabe como estimular o clitóris e entende seu próprio momento de conexão enfrenta muitos tabus. Ser mulher, por si só, parece ser um grande tabu, já que desde o nascimento nós carregamos uma carga de tabus que envolvem a sexualidade”, completa.

    Não há uma prescrição formal de frequência para a atividade sexual ou masturbação, nem estudos que determinem a quantidade ideal por dia. Mas a ginecologista Ludmila Bercaire frisa que “o essencial é manter uma boa conexão com a própria sexualidade, seja por meio da masturbação ou da troca sexual”.

    A médica cita que esse vínculo sexual pode ser essencial para o controle da ansiedade, do estresse e para o bem-estar geral. Bercaire explica que, cientificamente falando, que depressão e ansiedade tendem a diminuir quando há uma saúde sexual satisfatória.

    Por outro lado, Bercaire cita que pessoas com ansiedade frequentemente enfrentam queda de libido ou disfunção sexual, o que também precisa ser tratado, de uma forma que considere o aspecto emocional, a autoestima, relacionamentos e os hormônios.

    “A libido é multifatorial e complexa, especialmente nas mulheres. A sexualidade e o bem-estar emocional se reforçam mutuamente”, completa. Para esse tipo de terapia os médicos precisam usar de estratégias multifatores para promover a saúde sexual e a estabilidade emocional.

    A médica cita também que esse ciclo pode ser virtuoso ou vicioso, como disse a sexóloga Natali Gutierrez acima, não dá para usar do orgasmo como uma forma de fugir de todas as frustrações, assim como acontece com os vícios.

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  • A relação entre H1N1, que matou Sílvio Santos, e a Síndrome de Alice no País das Maravilhas

    A síndrome de Alice no País das Maravilhas pode parecer uma doença inventada, mas, embora seja muito rara, é uma síndrome real e afeta certos indivíduos. A doença, também chamada de síndrome de Todd, se manifesta através de um ou outro sintoma, ou de ambos: autopercepção e processamento visual. Isso significa, essencialmente, que os cérebros das pessoas com a síndrome sofrem interrupções que levam a uma percepção alterada de si mesmos e do mundo exterior. Essas percepções são muitas vezes de tamanho e distância. Mas qual a relação entre a H1N1, gripe que evoluiu para uma broncopneumobia e causou a morte de Sílvio Santos, e a Síndrome de Alice no País das Maravilhas?

    Intrigado? Nesta galeria, você vai saber tudo sobre a síndrome de Alice no País das Maravilhas. Clique para mais informações.

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  • Conexão intensa com cachorro reduz risco de depressão e ansiedade

    Pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, descobriram que mulheres de meia-idade e idosas que são apegadas a seus animais de estimação, especialmente cachorros, possuem menores níveis de ansiedade e depressão. E o impacto do amor pelos pets na saúde mental é ainda maior entre aquelas que sofreram abusos na infância.

     

    No estudo, publicado na revista científica JAMA Network Open, foram consideradas as respostas de 214 mulheres, com idade média de 60,8 anos. Dessas, 140 declararam ter animal de estimação e 74 afirmaram não ter um pet. Entre elas, 156 (72,6%) tinham histórico de abuso infantil.

    As participantes responderam dois questionários, em 2013 e 2014, com questões sobre sintomas de ansiedade e depressão, e aquelas que afirmavam ter um animal eram direcionadas também para perguntas sobre a relação com o bichinho. Os resultados mostraram que o maior apego a cachorros está associado à redução de depressão, ansiedade e seus sintomas, especialmente entre sobreviventes de abuso. “Isso significa que quanto mais apegado você for ao seu animal de estimação, menor será o risco de depressão e ansiedade”, afirmou a epidemiologista Eva Schernhammer, coautora do estudo, em entrevista à The Harvard Gazette.

    CÃES X GATOS. Cerca de 56% (78) das participantes com pets possuíam cachorros e apenas 33% (46) tinham gatos. Entre estas, o apego ao animal não refletiu em melhores indicadores de saúde mental, o que surpreendeu os pesquisadores. Eva ressaltou que serão necessários estudos com um número maior de felinos para confirmar e compreender essa divergência.

    Para Elton Kanomata, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein, a principal relação entre o animal de estimação e a saúde mental está no cuidado. O cachorro pode servir desde companhia no momento de solidão até fazer o dono praticar atividades físicas, como caminhadas ao levar o amigo a passear.

    Por isso, o ponto principal trazido pela pesquisa é que a ligação tutor-animal é a variável mais importante para obtenção de benefícios. “Concluímos, até certo ponto, a primeira parte desse projeto. Agora, estamos começando a olhar para mecanismos que explicam isso”, disse Eva.

    ABUSOS. Outro ponto significativo está nos benefícios para mulheres que sofreram algum tipo de violência física ou sexual na infância. “Não conhecia nada voltado para essa população de mulheres, especificamente”, destacou Kanomata.

    Para o psiquiatra, este poderia ser mais um grupo beneficiado por animais de suporte emocional. Hoje, já existem cachorros treinados para auxiliar em crises de pânico, chamando por ajuda; como apoio para pessoas com autismo; e treinados para identificar alucinações de tutores com esquizofrenia. “Só não devemos ‘prescrever’ um pet para alguém que não gosta de animais”, brincou a pesquisadora.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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  • H1N1, Mpox e mais doenças declaradas emergências de saúde pública!

    Pela segunda vez em três anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a mpox, uma doença viral infecciosa anteriormente conhecida como varíola dos macacos, representava uma emergência de saúde global. O alerta foi emitido em agosto de 2024 de acordo com o Regulamento Sanitário Internacional, um acordo juridicamente vinculativo entre 194 países para ajudar a prevenir e tomar medidas para conter riscos à saúde pública com potencial de disseminação internacional.

    Da Covid-19 à mpox, clique na galeria para saber mais sobre as maiores emergências de saúde pública dos últimos anos.

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  • Cientistas apontam dois momentos marcantes no processo de envelhecimento; saiba quais são

    Um estudo recente publicado na revista Nature sugere que o envelhecimento, ao contrário do que se pensa comumente, não acontece de maneira linear e lenta. De acordo com a pesquisa, existem dois momentos mais marcantes no processo de envelhecimento: aos 44 e 60 anos. Nessas idades, aconteceriam duas explosões de envelhecimento, com mais propensão a aparecimento de rugas, de algumas doenças e diminuição do metabolismo.

     

    O método utilizado para o estudo foi a análise de milhares de moléculas diferentes em 108 pessoas de 25 a 75 anos residentes da Califórnia, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, em quaisquer moléculas analisadas, observou-se o mesmo padrão, com duas idades referência para o envelhecer.

    Para que essa observação fosse feita, os voluntários enviaram amostras de sangue, fezes, pele, muco nasal e oral durante um período entre 1,7 e 6,8 anos. No total, 5.405 amostras biológicas foram analisadas. Cerca de 135 mil moléculas diferentes foram submetidas a análises, envolvendo exemplares de RNA, proteínas e metabólitos, e também microrganismos que vivem no corpo humano, como bactérias, vírus e fungos.

    Mudanças aos 40 anos

    O pico de envelhecimento nos meados dos 40 anos surpreendeu os pesquisadores, que estavam percebendo que, ao longo dos anos anteriores, não havia um padrão gradual de envelhecimento. A princípio, supunha-se que as mudanças bruscas na casa dos 40 estavam associadas à menopausa – o que rapidamente comprovou-se falso, uma vez que os homens também apresentaram um pico de envelhecimento na mesma época.

    A primeira explosão de mudanças está ligada principalmente à suscetibilidade a doenças cardiovasculares e à menor capacidade de metabolizar cafeína, álcool e lipídios. Além disso, moléculas associadas ao envelhecimento da pele e dos músculos acontecem nos dois momentos registrados.

    Envelhecimento aos 60 anos

    Já na segunda fase de envelhecimento brusco, há mudanças associadas à regulação imunológica, ao metabolismo de carboidratos e à função renal. Além disso, há um aumento acentuado do risco de desenvolvimento de Alzheimer e de doenças cardiovasculares, o que se encaixa com evidências de pesquisas anteriores.

    O estudo indica que pode haver também mais um pico de envelhecimento por volta dos 78 anos, mas o escopo da pesquisa não foi suficiente para comprovar a hipótese, exigindo mais estudos posteriores. Os resultados atingidos até agora, porém, podem amparar intervenções mais acertadas no processo de envelhecimento, como a aderência a atividades físicas nos períodos de maior perda muscular.

    Cabe ressaltar, no entanto, que as evidências observadas podem ter sido influenciadas por padrões de comportamento.

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  • Mistérios ao redor do mundo que a ciência ainda não conseguiu desvendar

    A ciência já evoluiu muito em seus esforços para desvendar mistérios de milhares anos atrás, mas várias questões continuam sem respostas. Apesar do desenvolvimento e aprimoramento de técnicas de pesquisa, há fatos históricos que ainda não conseguiram ser explicados por estudiosos.

    Na galeria, relembre enigmas da humanidade e casos mais curiosos que continuam intrigando cientistas.

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  • Cistite: como diagnosticar e tratar?

    A hidratação constante é necessária para manter o funcionamento ideal do organismo e, com isso, a vontade de ir ao banheiro se torna frequente, porém, especialistas alertam que é preciso atenção à frequência maior ao banheiro, pois ela pode indicar problemas de saúde como incontinência urinária, doenças relacionadas ao diabetes ou cistite.

     

    De acordo com o médico nefrologista e professor do curso de Medicina da Unic Beira Rio, Jonathan Feroldi, a regularidade entre as micções interfere na qualidade de vida e os sinais não devem ser negligenciados. “A cistite é uma inflamação da bexiga urinária, que pode ser desencadeada por infecções bacterianas, irritações químicas, entre outras causas. A forma mais comum de cistite é a cistite bacteriana, causada por bactérias, sendo a Escherichia coli, que entra na uretra e alcança a bexiga, a mais corriqueira”, esclarece.

    As mulheres são as mais afetadas pelas infecções urinárias baixas e isso acontece devido a possuírem uma uretra mais curta e a maior proximidade da uretra com as bactérias da região anal, sendo, por isso, muito importante para elas desenvolverem práticas de higiene e hábitos saudáveis que são cruciais na prevenção dessa condição, explica o Dr. Jonathan, tais como:

    • Beber muita água: manter-se hidratado ajuda a diluir a urina, que além de prevenir a formação de cálculos, ainda facilita a eliminação de bactérias;
    • Não segurar a micção e manter um constante fluxo urinário: muitas pessoas sentem receio de utilizar banheiros públicos com medo de pegarem infecções, mas, na verdade, é o hábito de segurar a micção que realmente é danoso, pois é o fluxo constante de urina pela uretra que ajuda a eliminar as bactérias;
    • Criar o hábito de urinar logo após relações sexuais: após relações sexuais, a fluidificação presente facilita a ascensão de bactérias até a bexiga, sendo que o simples hábito de urinar logo em seguida já é suficiente para interromper esse caminho da bactéria.
       

    O principal sintoma da cistite é a dor ou ardor ao urinar, chamada pelos médicos de disúria, acompanhada de polaciúria, que é, justamente, essa maior frequência miccional ao longo do dia. A cistite ainda pode apresentar outros sintomas, como urgência miccional, dor na parte inferior do abdômen e urina turva com odor forte. O médico destaca que o tratamento é indicado de acordo com a gravidade de cada caso e, por isso, a busca por um médico assim que os sintomas surgem, é essencial. “É importante procurar um médico se você suspeitar de cistite, especialmente se você pertence a grupos de maior risco como homens, gestantes, diabéticos, imunossuprimidos ou se faz uso de sondagem vesical”, ressalta o Dr. Jonathan.

    “O diagnóstico da cistite é essencialmente clínico, ou seja, feito através de uma combinação de histórico dos sintomas e exame físico, dispensando exames adicionais na maioria dos casos, contudo, nos grupos de maior risco, exames laboratoriais como urocultura e rotina de urina se tornam importantes. Além dos exames de urina, em alguns casos, o médico pode recomendar exames adicionais, como exames de sangue e uma ultrassonografia, para descartar outras condições”, salienta o Dr. Jonathan.

    O especialista salienta os perigos de não tratar a infecção. “Se não diagnosticada e tratada de maneira adequada, pode evoluir para uma infecção urinária alta, que pode chegar até os rins, causando a pielonefrite, uma condição mais grave, que, além de dor nas costas, pode levar a sintomas sistêmicos, como febre alta e mal estar, exigindo tratamento médico urgente. Além disso, o tratamento inadequado pode criar bactérias resistentes e surgirem infecções urinárias de repetição”, completa o médico.

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