• Veja estratégias para lidar com a procrastinação ou preguiça!

    No frenético ritmo da vida moderna, é comum encontrar pessoas exaustas, sempre aguardando o final de semana para dar uma pausa nas atividades obrigatórias da vida adulta. Com uma rotina ocupada demais, na lista de afazeres diários ou semanais fica cada vez mais comum, para alguns, deixar de lado tarefas importantes. Há quem chame de preguiça e há quem prefira o termo procrastinação, mas o que dizem os especialistas sobre esses comportamentos?

     

    Psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia da Unime Lauro de Freitas, Dora Teixeira Diamantino aponta que adiar a realização de uma tarefa nem sempre está relacionado à falta de organização do tempo, mas de gerenciamento de emoções. “Embora esses termos sejam frequentemente usados de forma semelhante, eles descrevem comportamentos distintos que podem exigir abordagens diferentes para serem vencidos. A palavra procrastinação é o adiamento deliberado de tarefas, frequentemente relacionadas a prazos ou objetivos importantes. Preguiça, por outro lado, é a falta geral de vontade ou motivação para realizar atividades, independentemente de sua importância”, esclarece a especialista.

    Tarefas acumuladas podem gerar a sensação de sobrecarga, resultando em estresse e ansiedade que comprometem a produtividade e a qualidade na realização de uma tarefa pessoal, acadêmica ou profissional. “A procrastinação pode afetar relacionamentos interpessoais devido a compromissos não cumpridos e desorganização que desencadeiam a sensação de falta de controle. A longo prazo, esses hábitos podem levar a problemas de saúde mental e diminuição da autoestima”, alerta a docente.

    Entender se você está lidando com procrastinação ou preguiça é crucial para aplicar as estratégias corretas e melhorar a produtividade e bem-estar. Confira as características e diferenças entre procrastinação e preguiça, e saiba como identificá-las.

    PROCRASTINAÇÃO

    As principais características incluem: 

    Sensação de culpa e ansiedade: Indivíduos que procrastinam muitas vezes sentem culpa ou ansiedade por não estarem cumprindo suas responsabilidades, mesmo que possam buscar distrações temporárias.

    Conflito entre objetivos e ações: A procrastinação geralmente envolve um conflito entre o desejo de realizar uma tarefa e a dificuldade em iniciar ou concluir essa tarefa.

    Busca por recompensas imediatas: A tendência de procrastinar está frequentemente ligada à preferência por recompensas instantâneas em vez de benefícios a longo prazo.

    Estabeleça metas claras e divida tarefas grandes em etapas menores. Utilize técnicas como a técnica Pomodoro para aumentar a produtividade e reduzir a ansiedade.

    PREGUIÇA

    As principais características incluem:

    Ausência de motivação: A preguiça se manifesta como uma falta de energia ou disposição para realizar qualquer tipo de tarefa, não apenas as importantes.

    Desinteresse geral: A pessoa preguiçosa pode não se importar com as responsabilidades ou não sentir um senso de urgência para completá-las.

    Preferência por inatividade: A preguiça é frequentemente associada a uma preferência por inatividade ou relaxamento em vez de atividades produtivas.

    Encontre atividades que estimulem sua motivação e energia. Estabeleça uma rotina diária e busque formas de incorporar exercícios físicos para aumentar a disposição.

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  • Está na lista dos signos mais chatos do zodíaco?

    Diversão é palavra que não entra no vocabulário destas pessoas. Acabam por ser bastante responsáveis e ficar muitas vezes na sua zona de conforto, o que é bastante chato para quem está à sua volta.

    Segunda a lista do ‘website’ Terra, estes são os três signos mais chatos do zodíaco. Veja se conhece alguém assim.

    Touro (21 de abril a 20 de maio)

    “É a serenidade que os torna mais chatos. Pensa sempre em coisas contrárias à diversão, uma vez que quer segurança e ficar na sua zona de conforto. Isto acaba por ser entediante para algumas pessoas.”

    Virgem (23 de agosto a 22 de setembro)

    “Estão sempre à procura do perfeccionismo. Querem ordem, disciplina e organização.”

    Capricórnio (22 de dezembro a 20 de janeiro)

    “São muito responsáveis em tudo o que se metem, o que por vezes acaba por retirar alguma diversão nas suas ações. São dos mais monótonos do zodíaco.”

    Leia Também: Os signos que têm mais sorte ao amor. Será que é o seu caso?

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  • O método perfeito para ter cachos definidos e ondas perfeitas!

    Se você tem cabelos ondulados ou cacheados, de vez em quando pode notar que suas madeixas ficam com frizz ou que seus cachos não estão tão definidos. É aqui que entra o método curly girl. Embora variações da rotina existam há décadas, a hairstylist Lorraine Massey levou o método curly girl para públicos mais amplos. E ele se tornou particularmente popular ao longo da década de 2010. Ao adotar a abordagem, as usuárias se beneficiam de cabelos mais saudáveis, com ondas ou cachos mais definidos. Mas o que é o método perfeito para cabelos cacheados, realmente? Esta galeria contém tudo o que você precisa saber para começar. Clique para saber mais.

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  • Campanha alerta sobre perigo de nódulos no pescoço, axilas e virilha

    O linfoma é um dos dez tipos de câncer mais frequentes no país. Só em 2024, deverão ser registrados 15.120 casos da doença, que, quando não tratada, pode progredir e causar febre sem motivo no fim do dia, suor noturno e perda de peso súbita. A campanha Agosto Verde-Claro alerta a população sobre esse tipo de câncer no sangue, que pode ter grandes chances de recuperação e cura, caso seja diagnosticado precocemente.

    A principal recomendação é de que as pessoas sempre estejam atentas ao principal sinal inicial: o surgimento de caroços indolores em qualquer lugar do corpo, como pescoço, virilhas e axilas, que podem gerar desconforto. O Agosto Verde-Claro é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que procura ampliar o conhecimento da população acerca do linfoma.

    “Se o paciente tem um nódulo na axila, no pescoço ou na virilha, é preciso saber se isso está associado a algum quadro infeccioso ou não. Se ele está gripado, resfriado, tem alguma infecção local, esse gânglio provavelmente é uma sequela. Por exemplo, se a pessoa tem uma dor de dente e aumentou um linfonodo no pescoço, se o paciente fez a barba e se cortou, se depilou a axila e apareceu um linfonodo que cresceu de forma rápida e está dolorido e se tem infecção naquele local, provavelmente é um quadro infeccioso”, explicou a hematologista da Oncologia D’Or, Renata Lyrio .

    Segundo ela, é indicado procurar o oncologista se existe um linfonodo e o paciente não tem nenhuma queixa infecciosa e se houve o crescimento de forma espontânea e o aumento é progressivo. Ainda é preciso ficar mais atento se houver febre e perda de peso. “Se a pessoa se sente doente, indisposta, também é sinal de alerta”, disse Renata.

    Ela ressaltou que, nos últimos anos, houve grandes avanços no tratamento da enfermidade. No início do ano, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Epcoritamabe, anticorpo biespecífico para tratar um tipo agressivo de câncer do sangue: o linfoma difuso de grandes células B recidivado (que voltou) ou refratário (que não melhora com as terapias disponíveis). Esse é o subtipo mais comum dos linfomas não Hodgkin, que responde por 30% dos casos de linfomas. Os anticorpos biespecíficos são uma nova classe de medicamentos, criados por engenharia genética.

    “Essa terapia possui dois braços. Um deles se liga ao tumor e o outro a células T do sistema imunológico, fazendo com que elas ataquem as células cancerígenas.  Em pouco tempo, a droga será aprovada para linhas mais precoces de tratamento e para outros tipos de linfoma, como o linfoma folicular e o linfoma do manto.”, disse.

    O linfoma é um termo genérico para designar um grupo de tumores que se originam nas células brancas do sangue (linfócitos) e se desenvolvem nos gânglios linfáticos (linfonodos). Eles se dividem entre linfoma de Hodgkin e não Hodgkin. O primeiro responde por cerca de 20% dos casos da doença e acomete principalmente adolescentes e jovens (dos 15 aos 25 anos), com um segundo pico de frequência em idosos (com mais de 75 anos). É um linfoma de bom prognóstico e associado a alta chance de cura.

    O linfoma não Hodgkin compreende 50 neoplasias diferentes que ocorrem em crianças, adolescentes e adultos, tornando-se mais frequente à medida que as pessoas envelhecem. Segundo a literatura médica, 85% dos linfomas não Hodgkin afetam as células B, cuja função é produzir anticorpos contra antígenos. Os outros 15% afetam as células T, que destroem micro-organismos e células anormais e regulam a atividade de outras células do sistema imunológico.

    De acordo com a classificação, os linfomas podem ser agressivos crescem e se espalham com grande rapidez, precisando de tratamento imediato. Já os indolentes aumentam e se disseminam lentamente e, apesar de dispensarem tratamento em caráter emergencial, devem ser acompanhados por um hematologista. O tratamento é feito com quimioterapia, imunoterapia, terapia-alvo radioterapia, transplante de células-tronco, cirurgia ou a terapia celular, conhecida como CAR-T- cell (sigla em inglês para receptor antigênico quimérico de células T).

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  • Compras por impulso: Como resistir a essa tentação?

    Quando se trata de decidir como gastar dinheiro, a maioria das pessoas gosta de se mimar de vez em quando. Seja um jantar naquele novo restaurante chique da cidade, ou um par de sapatos que você está de olho, é importante nos deliciarmos de vez em quando. No entanto, quando esses mimos se tornam um hábito tão grande que interfere em nossos objetivos financeiros, é hora de considerá-los uma dificuldade. A compra por impulso é um problema mais comum do que você imagina, mas há algumas coisas que você pode fazer para ajudar a se manter sob controle.

    Precisando de ajuda? Confira esta galeria para saber mais.

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  • Trocar óleo por azeite não emagrece, mas melhora saúde cardiovascular

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A busca por opções mais saudáveis na dieta leva muitas pessoas a trocarem o óleo de cozinha pelo azeite. A esperança é de que a substituição ajude a emagrecer. No entanto, do ponto de vista calórico, não há diferença entre consumir um ou outro. O que muda são os benefícios nutricionais, que são maiores no azeite.

     

    Tanto o óleo de cozinha quanto o azeite possuem a mesma quantidade de calorias -cerca de nove por grama. O que influencia na perda de peso é a quantidade ingerida.

    “Se o objetivo é emagrecer, o foco deve estar na moderação do consumo de gorduras, independentemente da origem. O problema está sempre no excesso”, afirma Heloisa Theodoro, nutricionista da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) e professora da UCS (Universidade de Caxias do Sul).

    Embora caloricamente semelhantes, os benefícios -ou prejuízos- não são os mesmos.

    Para a nutricionista Beliza Kazihara, do Hospital São Luiz São Caetano do Sul, da Rede D’Or, em São Paulo, o que deve mudar na lógica na hora de escolher é pensar em termos de nutrição. “Sem dúvida, o azeite é mais saudável”, diz.

    Isso porque o azeite é rico em gorduras monoinsaturadas, especialmente o ômega 9, que contribui para a redução do colesterol ruim (LDL) e o aumento do colesterol bom (HDL).

    O azeite também possui propriedades antioxidantes -que retardam o envelhecimento das células- e anti-inflamatórias -que combatem inflamações no corpo-, o que ajuda na saúde cardiovascular.

    Além disso, o azeite ajuda na absorção de vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K, e alguns minerais.

    Kazihara explica que existem quatro tipos de azeite disponíveis para consumo. O azeite extravirgem, o virgem, o virgem corrente -que se diferenciam pelos níveis de acidez- e o azeite composto, uma mistura de azeite com outros óleos.

    “O extravirgem é a melhor opção para o nosso organismo, por ter menor acidez e maior teor antioxidante. Já o composto, embora tenha o preço mais em conta, não é tão benéfico, devido à presença de gorduras trans”, diz.

    Essas gorduras geralmente são encontradas em alimentos ultraprocessados e estão relacionadas ao desenvolvimento de problemas cardiovasculares, pois elevam os níveis de colesterol ruim.

    Segundo Theodoro, o ideal para uma alimentação saudável, principalmente para os que querem emagrecer, é evitar ao máximo o uso de gordura, por isso recomenda o uso de panelas antiaderentes e air fryers,”

    Se for necessário utilizar uma gordura no preparo de alimentos, a nutricionista Karina Al Assal, especialista em modulação intestinal e síndrome do intestino irritável, recomenda o uso de azeite em sua forma natural, como em saladas, legumes, ou para temperar alimentos prontos.

    “Para fazer um arroz, um refogado ou grelhar um bife, o azeite também é recomendado. Ele não é bom para fritura por imersão, porque tem um ponto de fusão menor”, afirma.

    Em temperaturas elevadas, o azeite perde suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

    Nesse caso, o uso de óleos vegetais é preferível, mas deve ser evitado.

    Existem mais de dez tipos de óleos vegetais, sendo os mais comuns o de soja e o de milho. Os óleos são ricos em ômega 6, que pode ser inflamatório em excesso.

    Al Assal explica que a dieta do brasileiro costuma ser pobre em alimentos ricos em ômega. Quando consumido em grandes quantidades, o organismo, que não está acostumado com o composto, pode ficar desequilibrado, aumentando o risco de inflamação.

    “Entre os óleos, o de canola e o de girassol têm uma composição ligeiramente mais favorável em relação ao ômega 6”, afirma

    Nos últimos anos, o óleo de coco ganhou popularidade como uma alternativa “saudável” a outras gorduras. No entanto, Theodoro argumenta justamente o contrário.

    “O uso do óleo de coco é um mito em termos de benefícios à saúde. Ele é considerado prejudicial devido ao alto conteúdo de gordura saturada, que pode aumentar o LDL, o colesterol ruim. Inclusive, há relatos de aumento de peso”, diz.

    Manteiga ou margarina?

    A escolha entre manteiga e margarina também gera muitas dúvidas entre aqueles que buscam uma alimentação mais saudável.

    As três nutricionistas concordam que a manteiga é uma opção menos prejudicial em comparação à margarina.

    A manteiga, sendo de origem animal, contém colesterol e gordura saturada, mas em quantidades moderadas, pode ser incluída na dieta.

    A margarina, por outro lado, é um produto industrializado. Ela passa por processos químicos que transformam o óleo vegetal em uma gordura sólida, muitas vezes resultando na formação de gorduras trans.

    Essas gorduras são conhecidas por seus efeitos prejudiciais à saúde cardiovascular.

    Numa ordem de escolhas mais saudáveis, as nutricionistas concordam que a prioridade deve ser o azeite extravirgem, seguido por outros azeites, óleos vegetais, manteiga e, por último, a margarina.

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  • O que te deixa mais atraente para os outros, de acordo com seu signo

    Compreender (e explorar) nossos pontos fortes e fracos em um relacionamento pode ser uma tarefa difícil. Muitas vezes nos perguntamos quais atributos específicos nos tornam atraentes para os outros e como podemos tirar melhor proveito dessas qualidades na arte da conquista. Para quem acredita em astrologia, o seu signo pode determinar as características mais cativantes da sua personalidade. Como?

    Nesta galeria, o seu signo do zodíaco lhe explica de que maneira você é atraente!

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  • Estudo mostra melhora de Parkinson em pacientes com ‘marcapasso’ cerebral

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um novo estudo publicado nesta segunda-feira (19) na revista Nature Medicine mostra uma evolução significativa nos dispositivos conhecidos como marcapassos cerebrais no tratamento de Parkinson. A nova tecnologia, ainda preliminar, permite, por meio do monitoramento da atividade cerebral, que a estimulação elétrica se adapte, auxiliando na execução de movimentos prejudicados pela doença.

     

    Os pesquisadores, das Universidades da Califórnia e da Pensilvânia, implantaram os dispositivos de estimulação cerebral profunda (DBS, na sigla em inglês) em quatro pacientes.

    Atualmente, a estimulação cerebral profunda contínua (cDBS), ou seja, uma estimulação de intensidade constante com eletrodos inseridos nas regiões do cérebro afetadas pela doença, como o núcleo subtalâmico ou a porção interna do globo pálido, é a abordagem padrão.

    A novidade é a possibilidade de um estímulo adaptativo (aDBS), que considera as necessidades de cada paciente a cada momento, como maior estímulo elétrico quando o efeito da dose de medicamento começa a reduzir. Isso é feito a partir da leitura da atividade cerebral, com outros eletrodos.

    De forma geral, a estimulação profunda, tanto contínua quanto adaptativa, reduz a quantidade necessária de medicamentos, como a levodopa, mas a adaptativa tem potencial para reduzir efeitos indesejados, como insônia e movimentos involuntários.

    O estudo foi engenhoso. Cada um dos pacientes passou pela cirurgia para receber os eletrodos e o dispositivo, que poderia funcionar tanto como cDBS quanto como aDBS. No início, porém, toda a otimização foi feita para a cDBS, padrão atualmente utilizado, e somente essa etapa durou entre sete e 31 meses.

    Depois, foi a vez do desenvolvimento dos algoritmos que embasam o funcionamento da aDBS, para definir, a partir da leitura da atividade cerebral, quando deveria haver estímulo elétrico e em qual intensidade.

    A parte de personalização contou com a identificação de oscilações (variações) no núcleo subtalâmico ou no córtex motor como marcadores neurais ideais para determinar os estados de alta ou baixa dopamina -o neurotransmissor deficiente na doença-, ajustando a estimulação de acordo. Essa etapa levou até seis meses para ser finalizada.

    Finalmente, aconteceu a comparação entre aDBS e cDBS. O paciente recebeu alternadamente os estímulos de forma cega, ou seja, sem saber qual era qual. Em cada período, registrava os sintomas e queixas em questionários digitais.

    A aDBS foi capaz de reduzir o tempo em que os pacientes sofrem com sintomas motores incômodos, mesmo aqueles que persistiam mesmo com a cDBS otimizada. Com a forma contínua, os sintomas negativos estavam presentes entre 22,7% e 36,3% do tempo; com a estimulação adaptativa, ficou entre 10,2% e 16,3% -no melhor caso, a redução foi de quase 60%.

    “Nossa abordagem à DBS adaptativa é bastante promissora, e um de seus benefícios é que ela requer muito pouco treinamento do paciente -o sistema automaticamente prevê os sintomas a partir dos sinais cerebrais e ajusta a estimulação conforme necessário”, afirmam as pesquisadoras Lauren Hammer, Carina Oehrn e Stephanie Cernera, em entrevista por email à reportagem.

    De acordo com elas, a progressão da doença e a piora dos sintomas requerem ajustes nas configurações de estimulação. “Esperamos que a aDBS possa necessitar de ajustes semelhantes, e estudos de maior duração com mais pacientes serão necessários para avaliar se a aDBS oferece benefícios contínuos em comparação com a cDBS.”

    Elas relatam que muitos dos dispositivos comercialmente disponíveis têm um sistema que já seria compatível com a nova tecnologia. “No entanto, a configuração dos sistemas aDBS neste estudo exigiu muitas horas de trabalho de especialistas com conhecimento específico. Mesmo com educação significativa dos profissionais de saúde, replicar os métodos do estudo seria demais para se encaixar em uma consulta padrão de consultório médico. A adoção ampla para o uso clínico exigirá uma forma mais simples e automatizada de configuração.”

    Mas existe um gargalo anterior à implementação do aDBS: a implementação da tecnologia atual, a cDBS. Segundo Denis Bichuetti, professor de neurologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a estimulação profunda cerebral faz parte da rotina de tratamento, mas sua aplicação é limitada a centros especializados.

    “É essencial que o sistema de saúde esteja preparado para adaptar essas inovações [como a aDBS], superando barreiras como custo e complexidade técnica. No entanto, é importante ressaltar que, mesmo com as limitações, a DBS oferece uma alternativa valiosa para pacientes que não respondem bem ao tratamento medicamentoso convencional”, diz.

    O médico explica que os pacientes que mais podem se beneficiar do procedimento são aqueles que já utilizam medicamentos em quantidade relevante, mas que não estão com a doença em estágio avançado. No tratamento com a estimulação, a quantidade necessária de medicamento é reduzida, sendo possível ganhar tempo no controle da doença.

    Nos EUA, apesar da disponibilidade e da cobertura por seguros-saúde, a DBS ainda é pouco utilizada, especialmente pela falta de conscientização por parte de médicos e pacientes sobre seus potenciais benefícios, dizem as autoras. Hoje, o pacote completo envolvendo cirurgia, honorários e custos hospitalares pode somar “dezenas de milhares de dólares”. No Brasil, considerando o cenário particular, o pacote pode custar cerca de R$ 200 mil.

    Entre os próximos passos para a pesquisa está a automação do processo de configuração da aDBS, o que vai agilizar o uso por novos pacientes. Outra possibilidade é ampliar a quantidade de sinais neurais captados, ajudando a criar o que seria uma espécie de “impressão digital” de diferentes sintomas motores e não motores, permitindo um tratamento ainda mais personalizado.
    Ainda é possível, dizem os autores, estudar o emprego dessa estimulação cerebral ajustada por sintomas em condições como depressão, TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) e transtorno de estresse pós-traumático.

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  • Os surpreendentes benefícios do MAU humor!

    Quando se trata de olhar para a ampla gama da experiência humana, os maus humores definitivamente recebem uma má reputação. Tendemos a tratar emoções “negativas” como tristeza, decepção e raiva como inerentemente inúteis e tentamos nos livrar delas o mais rápido possível. Esta é uma tendência muito natural e que todo mundo faz de vez em quando. Pesquisas sugerem, no entanto, que há algo a ser ganho ao abraçar emoções consideradas negativas e reconhecer seu valor inerente.

    Confira esta galeria para conhecer os benefícios surpreendentes do mau humor!

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  • Saiba como melhorar a flacidez após perder peso

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Emagrecer de forma saudável, com alimentação adequada e exercícios físicos, é uma indicação médica para que pessoas com obesidade evitem problemas associados à condição, como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

     

    A perda de peso, no entanto, pode gerar flacidez e excesso de pele -características que, embora não causem danos à saúde, podem incomodar esteticamente e até dificultar questões práticas, como encontrar uma roupa em que se sinta bem.

    Fatores como idade e quantidade de quilos perdida interferem no agravamento da flacidez, mas não são os únicos, ressalta a endocrinologista Cynthia Valério, diretora da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica) e diretora do departamento de dislipidemia e aterosclerose da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).

    “Os componentes que vão determinar a flacidez são múltiplos. Também influenciam nesse quadro a predisposição genética, a etnia, o estado hormonal e o estilo de vida, especialmente como a pessoa se alimenta e se pratica exercícios físicos”, diz.

    Especialistas ouvidos pela reportagem explicam como melhorar o tônus da pele e dos músculos durante e após o processo de emagrecimento.

    EXERCÍCIOS FÍSICOS E INGESTÃO DE PROTEÍNAS

    A prática de atividade física e a alimentação adequada são a chave para evitar não somente a flacidez, mas também o reganho de peso e o famoso efeito sanfona -aquele eterno emagrece-engorda-emagrece que gera ainda mais flacidez.

    A endocrinologista Cynthia Valério reforça que não basta fazer apenas exercício aeróbico, importante para aumentar a capacidade cardiorrespiratória e o condicionamento físico, mas é preciso investir na musculação.

    O treinamento de força previne a sarcopenia, que é a perda da massa muscular e da força, condição agravada com o sedentarismo e o envelhecimento.

    Valério também destaca a importância da ingestão correta de proteínas, de acordo com idade, sexo e função renal, que é o substrato que vai sustentar músculos e pele.

    Pessoas que fazem tratamento para obesidade que interferem no apetite (como as canetas emagrecedoras Ozempic e Saxenda) e na quantidade de alimento ingerida (como a cirurgia bariátrica) precisam ter atenção especial com a dieta para não ficarem desnutridas e emagrecerem de forma não saudável.

    “O paciente que se preocupa apenas em perder peso sem se alimentar direito, sem ingerir a quantidade necessária de proteínas, sem se hidratar e sem praticar exercícios, vai perder massa muscular junto. É esse paciente que vai ter um reganho de peso, entrar no efeito sanfona e ter mais flacidez”, diz a médica.

    BIOESTIMULADORES DE COLÁGENO E ÁCIDO HIALURÔNICO

    Ao emagrecer, e também conforme envelhecemos, perdemos gordura no rosto. Quando o emagrecimento é muito grande, especialmente em pacientes a partir dos 30 anos que já notam a perda colágeno na pele, a face pode ganhar um aspecto de derretimento.

    Esse fenômeno ficou conhecido recentemente como “Ozempic face”. O termo, associado a pessoas que perdem muito peso com o medicamento e ficam com o rosto magro e flácido, é desencorajado pela endocrinologista Cynthia Valério.

    “Isso pode ocorrer com qualquer pessoa que emagrece muito, não é exclusivo do uso do medicamento. É um estigma que deve ser evitado, pois alguns pacientes que têm indicação não querem usar o remédio como medo desse efeito”, observa.

    O cirurgião plástico Fábio Saito, membro titular da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) e diretor de educação médica da Galderma, explica que o problema pode ser tratado com bioestimuladores de colágeno e ácido hialurônico.

    “Os bioestimuladores, como o Sculptra, estimulam a produção de colágeno e melhoram a flacidez da pele. Já o ácido hialurônico consegue repor o volume perdido”, diz.

    Saito afirma que a têmpora, que costuma ficar com um aspecto de afundamento quando emagrecemos ou envelhecemos, é uma das regiões do rosto que podem se beneficiar com o preenchimento de ácido hialurônico.

    “De acordo com a densidade do produto que escolhemos, conseguimos dar sustentação e volume a várias áreas, como maçãs do rosto, mandíbula, queixo, lábios. A associação de ácido hialurônico com bioestimulador de colágeno consegue tratar de forma muito eficaz a aparência de derretimento da face.”

    Os bioestimuladores de colágeno também podem ser aplicados para melhorar o tônus da pele na parte interna dos braços, das coxas, na barriga, no colo e no pescoço.

    ULTRASSOM MICROFOCADO, LASER E RADIOFREQUÊNCIA MICROAGULHADA

    As tecnologias, principalmente quando associadas a bioestimuladores de colágeno, apresentam bons resultados para flacidez leve e moderada.

    A dermatologista Elisete Crocco, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), afirma que o ultrassom microfocado é uma das principais escolhas para tratar o problema por sua capacidade de atingir diferentes camadas: a pele, a fáscia muscular (tecido que conecta músculos, ossos e tendões) e a gordura.

    “Dependendo da ponteira e da frequência utilizadas, é possível fazer pequenas linhas de cauterização e retração nessas camadas”, diz. A máquina promove melhora a flacidez, promove um efeito lifting e ajuda a reduzir a gordura.

    É possível ver resultados na primeira sessão, que pode ser repetida a cada 30 dias, dependendo da necessidade do paciente. Além do rosto e pescoço, pode ser aplicado na parte interna de braços e coxas, na barriga e acima dos joelhos.

    Outras opções são os lasers fracionados de CO2 e Erbium. “O laser de CO2 chega à derme média e à profunda, causando descamação e renovação, além de retração.”

    Assim como as outras tecnologias, é preciso utilizar antes um anestésico tópico. Não é indicado para peles escuras, pois pode provocar manchas e, devido à formação de crostas, a pessoa pode precisar se afastar das atividades diárias por até dez dias. É necessário utilizar cremes para acalmar a pele e filtro solar de acordo com a indicação médica. Também pode ser utilizado e várias partes do corpo.

    Uma alternativa ao CO2 é o laser Erbium fracionado, que tem a mesma função, mas não atinge camadas tão profundas, gera menor descamação e pode ser utilizado por pessoas com tons de pele mais escuros sem risco de provocar manchas. O tempo de recuperação também é menor.

    Crocco diz que a radiofrequência microagulhada robótica também é capaz de melhorar a flacidez e o enrugamento da pele. “É um aparelho com microagulhas que penetram na pele e liberam aquecimento nas pontas. O médico consegue controlar a profundidade do disparo para tratar áreas mais finas ou espessas.”

    A quantidade de sessões depende da necessidade de cada paciente, mas é possível ver melhorias na primeira aplicação. Pode ser usada em diferentes regiões do rosto e do corpo.

    CIRURGIA PLÁSTICA E LIPOASPIRAÇÃO

    Quando o grau de flacidez é muito grande e há excesso de pele, é preciso recorrer à cirurgia plástica.

    O cirurgião plástico Fábio Saito explica que pode ser feita apenas a retirada do tecido que está sobrando ou também uma lipoaspiração para melhorar o contorno corporal.

    “Para aqueles que fizeram bariátrica, é importante que já estejam no seu peso ideal e esperar pelo menos seis meses após a operação. O segundo ponto é o estado nutricional do paciente, que deve ser acompanhado por meio de exames para saber se não há anemia ou perda muito grande de proteínas”, diz.
    Quem faz uso de medicamentos como semaglutida e liraglutida deve avisar o cirurgião plástico, pois as substâncias retardam a digestão e exigem um jejum mais prolongado e uma intubação mais cautelosa, alerta o médico.

    Independentemente da forma como a pessoa emagreceu, a cirurgia exige exames pré-operatórios e tempo de repouso, de acordo com recomendações médicas.

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