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Especialista em longevidade revela qual o melhor horário para jantar
Especialistas destacam a importância de observar o horário das refeições para preservar a saúde e otimizar funções do organismo. Valter Longo, diretor do Instituto da Longevidade da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, afirma que o momento ideal para o jantar é no mínimo três horas antes de dormir, conforme citado pela edição britânica da revista GQ. Por exemplo, para quem dorme à meia-noite, o jantar deve ocorrer por volta das 21h.
O hábito de jantar muito tarde pode desregular os ritmos circadianos, que coordenam as transições do corpo entre os períodos de atividade e descanso. Além disso, pode influenciar a eficiência do metabolismo na queima de calorias, segundo o especialista.
Já Adam Collins, professor de nutrição da Universidade de Surrey, no Reino Unido, destaca que um jejum prolongado entre o jantar e o café da manhã permite que o corpo entre em uma fase mais catabólica, que utiliza as reservas de gordura como energia.
“Esse jejum ajuda a treinar o corpo para realizar o que foi projetado para fazer: queimar carboidratos quando estamos consumindo carboidratos e queimar gorduras quando não estamos nos alimentando”, explicou Collins, também citado pela GQ.
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Música: Aumenta o sistema imunológico, diminui a dor, melhora o humor. Mais o que?
A maioria de nós instintivamente sabe o poder que a música tem sobre o nosso humor e energia – especialmente quando estamos no meio de um treino intenso, ou chorando com uma canção de amor brega após um rompimento. Mas não é só isso, não. Estudos sugerem que a música pode beneficiar nossa saúde física e mental de várias maneiras. Ela tem muitos poderes: desde diminuir o estresse até melhorar a criatividade!
Você com certeza vai querer colocar sua playlist favorita para tocar depois de verificar a galeria a seguir. Clique e descubra como ouvir músicas pode beneficiar sua saúde.
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Pielonefrite: entenda a infecção renal que já afetou Daniele Hypólito
Em março de 2023, a ex-ginasta e atual participante do BBB 25, Daniele Hypólito, enfrentou um susto relacionado à sua saúde renal. Após sintomas como febre e vômitos, ela foi diagnosticada com pielonefrite, uma infecção bacteriana que atinge os rins. A gravidade do caso levou a complicações na pressão arterial, necessidade de internação em UTI e tratamento com antibióticos intravenosos e orais.
A pielonefrite ocorre quando bactérias, que deveriam ser eliminadas pela urina, seguem o caminho contrário e atingem os rins. Essa condição pode evoluir rapidamente, apresentando sintomas como febre, dor e ardência ao urinar, calafrios, dor nas costas, aumento da frequência urinária e mudanças na cor ou odor da urina.
Na maioria das vezes, quando diagnosticada e tratada a tempo, a pielonefrite tem desfechos positivos. Contudo, se negligenciada, pode causar complicações graves, como abscessos renais, infecções sistêmicas e até contribuir para o desenvolvimento da doença renal crônica, que pode necessitar de tratamento como a diálise.
O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue, urina e imagens. O tratamento envolve antibióticos, que devem ser iniciados assim que houver suspeita de infecção nos rins. O objetivo é impedir danos permanentes aos órgãos e evitar que a infecção se espalhe pelo corpo.
“Os principais agentes causadores da pielonefrite são bactérias que entram pelo trato urinário, sendo a Escherichia coli a mais comum”, explica Dr. Bruno Zawadzki, diretor médico da DaVita Tratamento Renal.
Para prevenir a pielonefrite, algumas medidas simples são essenciais:
- Hidratação: Beber bastante água ajuda a eliminar bactérias do sistema urinário.
- Higiene Pessoal: Manter uma boa higiene íntima reduz o risco de infecções.
- Não segurar a urina: Urinar regularmente ajuda a prevenir o acúmulo de bactérias.
- Atenção aos sintomas: Procure um médico ao perceber sinais como dor ao urinar, febre ou mudanças na urina.
Manter cuidados preventivos e buscar orientação médica ao menor sinal de alerta são passos importantes para proteger sua saúde renal.
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Por que tosse continua por muito tempo mesmo depois que a doença vai embora
Para muitas pessoas, a batalha contra uma doença respiratória como gripe, VSR ou COVID não termina assim que a febre diminui ou o corpo começa a se sentir mais forte. Uma tosse persistente pode durar semanas, às vezes até meses, muito depois que a infecção deixou o corpo. Mas esse sintoma persistente, embora frustrante, não é incomum e tem intrigado cientistas e médicos. A tosse, em sua essência, é um reflexo vital projetado para proteger nossas vias aéreas de agentes irritantes, mas sua persistência após a recuperação revela uma complexidade mais profunda sobre como nossos corpos respondem a infecções. Pesquisas até sugerem que a tosse pós-viral não é apenas um incômodo inofensivo.
Então, por que essas tosses continuam a persistir e o que isso significa para a recuperação e o tratamento? Clique nesta galeria para descobrir.
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7 dicas para refrescar a casa na estação mais quente do ano
Com a previsão de calor extremo, causado pelo aquecimento do Atlântico Norte e pelo fenômeno La Niña, o verão de 2025 promete ser desafiador para os brasileiros. Enquanto muitos escolhem as praias para fugir das altas temperaturas, quem não vai viajar para o litoral pode adotar estratégias simples para tornar o ambiente mais confortável. O coordenador de projetos da GT Building, Fabio Lima, elencou sete dicas práticas para enfrentar a estação que pode quebrar recordes de calor.
Opte por tons neutros e frios
As cores dos ambientes influenciam diretamente na sensação térmica. Segundo Fabio, optar por tons neutros e frios, como azul e verde, ajuda a transmitir frescor. As cores claras refletem mais luz solar e absorvem menos calor. Pintar paredes e tetos com tons claros e utilizar revestimentos frios, como porcelanatos e pedras são excelentes opções. “Uma ótima sugestão é a Future Dusk, nomeada pela WSGN como Cor do Ano 2025, que combina azul e roxo. Outra aposta interessante é o Aquatic Awe, um turquesa vibrante”, recomenda.
Plantas e jardins internos
Além das peças de decoração, as plantas ajudam a refrescar os espaços ao liberar água durante o processo de fotossíntese e criar sombras que diminuem a temperatura. “Jardins internos aproximam as pessoas da natureza e tornam o ambiente mais aconchegante, especialmente em salas de estar e varandas”, afirma o coordenador da incorporadora GT. Entre as plantas indicadas estão samambaias, lírios-da-paz e jiboias, que ajudam a reduzir a temperatura ambiente e aumentam a umidade natural do ar. No exterior, trepadeiras e pérgolas podem criar sombra extra.
Tecidos leves e naturais
Tecidos leves e naturais ajudam a manter móveis e ambientes frescos. Materiais como algodão, fibra e linho são ideais para cobrir sofás, poltronas e camas. Para as janelas, instale cortinas ou persianas com revestimentos refletivos ou insulfilmes para minimizar a entrada de calor. Esses materiais reduzem a radiação solar, mantendo os ambientes mais frescos. Tapetes podem ser retirados ou substituídos por modelos mais finos, feitos de fibras naturais como algodão, palha ou corda. “Cores neutras ou claras refletem o calor, enquanto tons escuros podem absorvê-lo. Trocar forros escuros de cortinas por opções mais claras é uma excelente solução”, sugere Fabio.
Circulação de ar
Conforto térmico é um estado no qual o organismo humano está termicamente confortável e equilibrado, sem necessidade de termorregulação para estabilizar a temperatura do corpo. Dessa forma, a sensação de equilíbrio e conforto que a temperatura do ambiente proporciona afeta diretamente a saúde e performance do indivíduo. Em ambientes mais quentes, é normal sentir moleza, cansaço e sonolência. Isso se dá pelo esforço do organismo em tentar equilibrar a temperatura interna. Evitar a sensação de abafamento, especialmente nos períodos mais quentes, é essencial para o bem-estar. Manter as janelas abertas permite a entrada de brisa e impede que o ar quente não fique preso nos cômodos, mas é importante barrar a luz solar direta — use cortinas para refletir o calor para fora da casa. Sistemas automatizados de ar-condicionado também podem ser utilizados para melhorar a circulação de ar e refrescar os ambientes. Se possível, posicione ventiladores em pontos estratégicos para direcionar o ar em movimento, já que a ventilação cruzada é eficaz para reduzir o calor acumulado.
Iluminação
As lâmpadas podem aumentar a sensação de calor, principalmente as incandescentes. Priorizar o uso de lâmpadas de LED ou fluorescentes melhora a sensação térmica dos cômodos, além de serem mais eficientes e consumirem menos energia. “Nos empreendimentos da GT Building focamos sempre na sustentabilidade. A eficiência energética é um ponto central, e priorizamos a implementação de lâmpadas de LED, que contribuem para um ambiente mais confortável nos meses mais quentes do ano”, afirma Fabio.
Umidifique o ar e utilize elementos de água
O uso de umidificadores de ar contribui para reduzir a temperatura e melhorar a qualidade do ambiente. Outra alternativa são as fontes decorativas, que além de serem decorativas, ajudam a umidificar os cômodos. “Pequenos espelhos d’água, fontes ou até mesmo recipientes com água nos ambientes ajudam a reduzir a temperatura, criando uma sensação de frescor. Além disso, a presença de água melhora a umidade do ar”, alerta o especialista.
Proteja a cobertura e crie sombras
Adicione telhados verdes, coberturas de policarbonato e sombreadores para minimizar o aquecimento nas áreas superiores e coberturas da casa. Toldos e pérgulas podem ser usados para proteger varandas e terraços da luz solar direta.
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Afinal, a água com gás é ou não saudável? Nutricionista esclarece
Muitas pessoas consomem água com gás apenas quando têm algum desconforto, mas será que ela oferece mais benefícios? O canal NBC, por meio do programa Today, conversou com a nutricionista Julia Zumpano para entender se há vantagens nesse hábito.
“Água com gás é a que contém dióxido de carbono, que pode ser natural ou adicionado,” explica Zumpano. Ela acrescenta que essa bebida também contém minerais, como cálcio, magnésio, potássio e sódio.
Julia observa que o conteúdo mineral da água com gás pode variar entre as marcas, mas a versão pura não contém calorias nem açúcar.
“Assim como a água comum, a água com gás é basicamente H2O, essencial para a hidratação. É uma ótima opção para substituir refrigerantes açucarados, mas é sempre importante checar o rótulo.”
Ela alerta que algumas marcas adicionam açúcar ou adoçantes artificiais, como o aspartame, o que deve ser considerado. A água com gás pode ajudar na hidratação e promover uma sensação de saciedade.
“Devido ao gás, a água com gás faz com que o estômago se sinta cheio mais rapidamente,” explica Julia. Mesmo com os benefícios, é importante observar como o corpo reage para determinar a quantidade ideal para cada pessoa.
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Mulheres são mais vulneráveis à Covid longa, mostra estudo
(FOLHAPRESS) – Um estudo publicado nesta quarta-feira (22) na revista médica Jama Network Open revelou que as mulheres enfrentam um risco significativamente maior de desenvolver Covid longa em comparação aos homens, com exceção da faixa etária de 18 a 39 anos, onde os riscos são semelhantes. Pesquisas anteriores já indicavam que as mulheres têm maior propensão a apresentar sintomas persistentes após a infecção pelo coronavírus, um fenômeno possivelmente influenciado por fatores hormonais e imunológicos.
O estradiol tem papel central nesse processo, fortalecendo a resposta imunológica inicial das mulheres. No entanto, altos níveis do hormônio podem prolongar a inflamação, contribuindo para a persistência dos sintomas. Em contraste, a testosterona, mais abundante nos homens, tem efeito imunossupressor, reduzindo a probabilidade de Covid longa, mas aumentando a vulnerabilidade a casos graves da doença.
“O estradiol fortalece a resposta imune inicial em mulheres, regulando células-chave como macrófagos e células dendríticas e melhorando nossa defesa contra o vírus”, afirma o infectologista Alexandre Naime, da Unesp (Universidade Estadual Paulista).
As diferenças imunológicas entre homens e mulheres também desempenham um papel fundamental. Mulheres possuem uma resposta imunológica inata mais robusta, o que combate melhor infecções iniciais, mas pode causar inflamações prolongadas.
A ativação exacerbada das células T e das células “natural killer”, defensores cruciais do sistema imunológico que protegem o corpo contra infecções e eliminam células cancerígenas, pode prolongar a inflamação e dificultar a recuperação completa. Naime explica que “essa intensa atividade imunológica e a dificuldade em eliminar completamente o vírus podem resultar em uma ativação contínua, associada à persistência dos sintomas”.
Adicionalmente, a tendência das mulheres a desenvolverem autoanticorpos após infecções virais, que atacam tecidos do próprio corpo, contribui para sintomas como fadiga e dores musculares. Essa condição está vinculada a doenças crônicas mais prevalentes em mulheres, como fibromialgia e outras condições autoimunes, que compartilham fatores predisponentes com a Covid longa, influenciados pelo estrógeno e pelo cromossomo X.
Fatores relacionados à menopausa e gravidez também influenciam o risco. Mulheres de 40 a 54 anos não menopáusicas têm maior predisposição, enquanto a gravidez pode aumentar os riscos em certos casos. Entretanto, mesmo quando mulheres grávidas foram excluídas do estudo, ser do sexo feminino continuou sendo um fator de risco.
Segundo Max Igor Lopes, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), “as mulheres possuem maior probabilidade de ativação imunológica, o que as torna mais suscetíveis à Covid longa, embora os fatores exatos ainda não sejam totalmente conhecidos”.
Além dos impactos físicos, como perda de função pulmonar, a Covid longa tem consequências graves na saúde mental das mulheres, incluindo ansiedade e depressão, o que compromete a qualidade de vida. Esses efeitos destacam a necessidade de estratégias específicas de prevenção e tratamento para o público feminino.
Lopes explica também que os danos diretos causados pelo vírus durante a infecção aguda também desempenham um papel importante no desenvolvimento da Covid longa.
O estudo foi conduzido com base na RECOVER-Adult, a maior coorte de história da Covid longa, abrangendo 83 locais nos Estados Unidos. Foram analisados 12.276 participantes, sendo 73% mulheres, recrutados entre outubro de 2021 e julho de 2024.
Os participantes foram acompanhados com questionários trimestrais e exames anuais. A análise foi ajustada para fatores sociodemográficos, vacinação, hospitalização e comorbidades, com estratificação por idade e status menopausal.
Além disso, os autores destacam limitações, como viés de seleção e falta de dados sobre níveis hormonais e uso de medicamentos. Eles enfatizam a necessidade de mais pesquisas para compreender os mecanismos biológicos subjacentes e desenvolver intervenções eficazes para mulheres, que enfrentam riscos desproporcionalmente maiores de Covid longa.
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Estudo identifica dois alimentos que aumentam risco de câncer do estômago
Um estudo publicado na revista científica BMC Medicine encontrou evidências que apontam que o consumo excessivo de sal e açúcar pode aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de estômago. O estudo foi realizado no Brasil e contou com a participação de 1.751 pessoas de diferentes cidades, como São Paulo, Goiânia, Fortaleza e Belém.
No caso do sal, os pesquisadores descobriram que o risco de desenvolver a doença permanece elevado mesmo entre pessoas que seguem uma alimentação considerada saudável.
Câncer de estômago: um dos mais frequentes no mundo
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de estômago está entre os tipos mais frequentemente diagnosticados globalmente. O consumo de alimentos ricos em sal, como carnes processadas, alimentos defumados e ultraprocessados, é um dos fatores de risco para essa doença.
Além disso, o consumo excessivo de açúcar também está relacionado ao aumento da obesidade, condição que pode influenciar no desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, incluindo o do sistema digestivo.
Sinais de alerta e sintomas
O câncer de estômago pode apresentar uma série de sintomas que, em muitos casos, passam despercebidos em estágios iniciais. Alguns dos sinais mais comuns incluem:
Perda de peso repentina e sem explicação;
Falta de apetite;
Sensação de saciedade precoce;
Dor abdominal ou dificuldade para engolir;
Anemia e sinais de hemorragia digestiva alta.Nos estágios mais avançados, é possível observar aumento do volume abdominal devido à ascite (acúmulo anormal de líquido no abdômen) e icterícia (coloração amarelada na pele e nos olhos).
Prevenção e cuidados
Especialistas recomendam adotar uma dieta equilibrada, com baixo consumo de sal e açúcar, como medida preventiva. Além disso, é importante incluir frutas, vegetais e alimentos ricos em fibras na alimentação diária, além de evitar carnes processadas e embutidos.
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Lugares sobrenaturais na Terra que mais parecem alienígenas!
Já teve curiosidade em visitar lugares que parecem ser do outro mundo? A boa notícia é que a Terra, mais especificamente os Estados Unidos, conta com paisagens peculiares e surreais de tirar o fôlego!
Na galeria, explore esses destinos americanos inóspitos que parecem ser de outro planeta!
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Dor de garganta: em crianças é preciso atenção redobrada!
Ter dor de garganta é algo comum, sim. Todos nós temos. E com as crianças não é diferente – também ocorre bastante. Mas, no caso dos pequenos, é algo que jamais pode ser ignorado. Especialmente na faixa etária entre 5 e 15 anos, é importante ter atenção a certos aspectos, como dor ao engolir, presença de pus na garganta, aumento dos gânglios nessa região, febre e desconforto.
Isso porque, mais do que sintomas clássicos de faringite e amigdalite, esses podem ser indicativos de infecção por estreptococos. Ou seja, algo bem mais grave e que pode abrir portas para o desenvolvimento de doenças como Febre Reumática, Glomerulonefrite e Síndrome Pandas – conforme alerta a Dra. Cristiane Adami, médica otorrinolaringologista do Hospital Paulista, especializada em patologias e cirurgias nasais.
“São doenças que inicialmente também se caracterizam pela inflamação da faringe e amígdala, mas têm potencial de danos bem maiores quando não tratadas, por serem causadas pelos estreptococos beta-hemolítico do grupo A, também chamado de Piogenes. É um tipo de bactéria bastante nociva e que está presente em qualquer ambiente”.
Ela explica que papais e mamães devem ficar atentos aos quadros que envolvem inflamações exatamente por isso. “Geralmente, de início, os pais ignoram as queixas das crianças por pensarem se tratar de algo comum, que pode ser facilmente tratado em casa. Só depois que o caso evolui é que procuram ajuda profissional”, chama atenção a médica, que reforça a importância da avaliação clínica tão logo os sintomas sejam identificados.
Um diferencial importante, segundo ela, é avaliar a presença coriza, tosse e congestão nasal associada à dor de garganta. Caso afirmativo, trata-se de um bom sinal. Isso porque, geralmente os estreptococos ficam restritos à garganta e não apresentam reações típicas de resfriado. “É uma infecção mais associada à dor de garganta, aumento dos gânglios, febre, desconforto grande, dor no corpo e cabeça”, explica.
Se esses, sim, forem os sintomas, é preciso investigar o quanto antes – destaca a especialista. “Até porque, se confirmada a infecção por estreptococos, será necessário iniciar de imediato tratamento à base de antibióticos – o que só pode ser feito por meio de prescrição médica”, enfatiza.
A urgência, segundo ela, deve-se sobretudo às consequências danosas que esse tipo de infecção pode causar no coração, nos rins e até mesmo no sistema nervoso.
A mais grave é a Febre Reumática, síndrome caracterizada por cardite, ou seja, inflamação do coração, o que provoca falta de ar, dispineia, sopro e arritmia. Além disso, a Febre Reumática também pode ocasionar artrites, que são inflamações nas articulações do corpo; coreia (movimentos involuntários resultantes da inflamação do sistema nervoso por estreptococos), assim como lesões de pele avermelhadas, que costumam ter o centro da lesão em tom mais claro.
“Essas são as características mais comuns da febre reumática e geralmente se manifestam de uma a cinco semanas depois da infecção por estreptococos”, explica a médica, ao reforçar a importância do diagnóstico precoce para evitar tais consequências. “O advento dos antibióticos reduziu muito a incidência de febre reumática em escala mundial. Ainda assim, cerca de 3% dos casos de faringoamigdalite por infecção de estreptococos evoluem para esse tipo complicação por falta de tratamento adequado”.
Outra consequência da infecção por estreptococos é a Glomerulonefrite. Isto é, a infecção dos rins – algo até mais comum do que a Febre Reumática, segundo a Dra. Cristiane Adami. “O paciente entra em um quadro de insuficiência renal aguda. Tem que ser internado, tomar antibióticos na veia. Há todo um tratamento a ser seguido”, observa ela, lembrando que o período de manifestação também varia de uma a cinco semanas depois da infecção por estreptococos, a exemplo da Febre Reumática.
“Nesse caso, o lado positivo é que, nas crianças, embora a lesão seja aguda, as consequências ficam limitadas apenas para o momento da infecção e pós infecção. Quando tratada adequadamente, a Glomerulonefrite não causa problemas futuros”.
Nesse contexto, a especialista reforça a necessidade de se prevenir contra tais enfermidades, haja visto as consequências tão danosas. “Quando há sintomas de faringite e amidalite, nunca se deve deixar para depois. Tem que investigar, passar pelo médico, examinar. Hoje em dia o diagnóstico não é difícil. Há testes rápidos colhidos a partir da secreção da garganta, ou mesmo a cultura de bactérias que também permite a identificação. O tratamento, por sua vez, é feito com antibióticos. Quanto antes iniciar, melhor”, reitera.
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