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Nomes de pessoas com significados surpreendentemente sombrios
O que há em um nome? Bem, depende de quão fundo você está disposto a ir na toca do coelho etimológico. Muitos nomes populares usados hoje podem ser rastreados há séculos, e muitos deles têm origens bastante perturbadoras. Na verdade, até mesmo termos bíblicos aparentemente inocentes, como Jacó e Maria, têm definições surpreendentes!
Curioso para descobrir quais nomes populares têm significados obscuros? Clique a seguir..
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Mudanças climáticas do outono favorecem o aumento de doenças respiratória
Com a chegada do outono em 20 de março há um aumento significativo nos casos de doenças respiratórias que deixa em alerta especialistas e toda a população. As mudanças climáticas, caracterizadas por quedas de temperatura e redução da umidade do ar, favorecem o agravamento de condições como gripes, resfriados, rinite alérgica, sinusite, bronquite, asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Segundo a Profª Ma. Vanessa Lentini da Costa Zarpellom, do Curso de Medicina daFaculdade Santa Marcelina, também há uma crescente incidência de pneumonia e COVID-19 durante a estação.
Fatores que agravam as doenças respiratórias
A queda e a oscilação na temperatura são fatores determinantes para o agravamento das doenças respiratórias. A redução da umidade do ar resseca as vias respiratórias, tornando-as mais vulneráveis a infecções. Outro agravante é a permanência em ambientes fechados e com pouca ventilação, o que facilita a disseminação de vírus e bactérias.
Para Vanessa, as mudanças bruscas de temperatura também influenciam negativamente a saúde respiratória. “A inalação de ar frio pode desencadear crises em pessoas com doenças crônicas como asma e DPOC. Por isso, pacientes com essas condições devem seguir rigorosamente as medicações prescritas, evitar gatilhos como poeira e fumaça, manter a vacinação em dia e se hidratar adequadamente”, explica.
Sintomas de alerta e diagnóstico
Entre os sintomas que demandam atenção estão tosse persistente, falta de ar, chiado no peito, coriza, congestão nasal, dor de garganta, febre e cansaço excessivo. Caso esses sintomas sejam intensos ou prolongados, é necessário realizar uma avaliação médica.
A docente explica que a diferença entre resfriado, gripe e crise alérgica pode ser sutil, mas observável. “O resfriado costuma ser mais leve, sem febre alta, apresentando coriza, espirros e congestão nasal. A gripe, por sua vez, é mais intensa, com febre alta, dores no corpo e cansaço. Já a crise alérgica não apresenta febre, mas causa espirros frequentes, coceira no nariz e olhos lacrimejando”, comenta.
Para ter o diagnóstico de doenças respiratórias agravadas pelo clima, exames como teste de PCR ou testes de antígeno para influenza e COVID-19, hemograma, raio-X de tórax e provas de função pulmonar são indicados conforme a necessidade do paciente.
Prevenção e cuidados
Algumas medidas podem ajudar a prevenir doenças respiratórias durante o outono:
- Lavar as mãos com frequência;
- Manter os ambientes ventilados;
- Evitar contato próximo com pessoas doentes;
- Hidratar-se bem e evitar o ar seco;
- Reduzir a exposição a poeira e mofo.
Além disso, para fortalecer a imunidade é importante manter uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas C e D, zinco e proteínas. A prática regular de atividades físicas, sono adequado e redução do estresse também contribuem para um sistema imunológico fortalecido.
Importância da vacinação
A vacina contra gripe deve ser tomada anualmente, especialmente por grupos de risco como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. A vacina contra pneumococo é essencial para idosos e pacientes crônicos, enquanto a vacina contra COVID-19 deve ser reforçada a cada seis meses em pessoas com mais de 60 anos e imunocomprometidos.
Recentemente, foi aprovada a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório, que pode beneficiar dois milhões de bebês e reduzir as internações de prematuros. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2018 e 2024, foram registradas 83.740 internações de bebês prematuros no Brasil.
O papel dos umidificadores e da ventilação
Para finalizar, a Profª Ma. Vanessa Lentini da Costa Zarpellom, explica que ter um ambiente bem ventilado é uma das formas mais eficazes de reduzir a propagação de vírus e bactérias. “O uso de umidificadores pode ser benéfico em locais muito secos, mas deve ser feito com moderação para evitar a proliferação de fungos”, conclui.
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Fibromialgia: O que é e como saber se você tem
Se você sente dor aguda e constante no corpo, pode ser mais do que um simples incômodo muscular. Fibromialgia é uma síndrome que é definida por dor muscular crônica, entre outros sintomas.
Descubra mais sobre as causas, sinais para o diagnóstico e formas de tratamento para essa condição.
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TEA na vida adulta: os desafios do diagnóstico tardio
O Dia Mundial do Autismo, celebrado em 2 de abril, busca combater a discriminação e disseminar informações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a data reforça a importância da inclusão de crianças, adolescentes e adultos diagnosticados.
O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades na comunicação e interação social, além de comportamentos repetitivos e interesses restritos. Segundo Flávio Sallem, neurologista do Hospital Japonês Santa Cruz, “o autismo é um espectro, ou seja, pode se manifestar de formas muito diferentes de pessoa para pessoa”.
Geralmente, o diagnóstico ocorre na infância. Embora em alguns casos os sintomas sejam evidentes, chegar a uma conclusão não é simples. “Nos baseamos em observações comportamentais e entrevistas estruturadas. Em crianças, envolve pais e cuidadores”, explica o neurologista. Além disso, O TEA é classificado em três níveis, de acordo com o grau de suporte necessário:
Nível 1: Requer apoio – dificuldades leves, mas perceptíveis em interações sociais.
Nível 2: Requer apoio substancial – desafios mais evidentes na comunicação e comportamento.
Nível 3: Requer apoio muito substancial – comprometimento severo na linguagem, interação e flexibilidade comportamental.
Embora os sinais sejam mais claros na infância, muitos adultos vêm descobrindo o diagnóstico tardiamente. “Pessoas com TEA de nível 1 frequentemente só são diagnosticadas na vida adulta, porque seus sinais são mais sutis e podem ter sido mascarados por estratégias de compensação social”, detalha. Contudo, a ausência de diagnóstico e acompanhamento adequado pode agravar o sofrimento psíquico, ansiedade, depressão e sensação de inadequação. “O autismo impacta a compreensão de sutilezas sociais, a fluência nas conversas, a adaptação a mudanças de rotina e a construção de vínculos afetivos”, pontua.
O autismo não se agrava com o tempo, mesmo sem intervenção médica. No entanto, sem apoio adequado, crises podem se tornar mais frequentes e a exclusão social pode aumentar. “Episódios de crises ocorrem por sobrecarga sensorial, emocional ou social. Autistas de nível 1 também têm crises, mas elas podem ser mais internas ou sutis, como irritabilidade intensa, mutismo temporário, isolamento, ataques de ansiedade ou colapsos silenciosos.
“O suporte à pessoa autista deve ser intersetorial, envolvendo diferentes áreas para garantir um desenvolvimento pleno e inclusivo. Na saúde, é fundamental oferecer diagnóstico precoce, terapias especializadas e acompanhamento médico contínuo”, salienta o médico.
No âmbito educacional, a adaptação pedagógica e a inclusão escolar são essenciais para a aprendizagem e socialização. No mercado de trabalho, é necessário promover oportunidades adaptadas e capacitação profissional. Além disso, a assistência social desempenha um papel importante ao fornecer benefícios e apoio às famílias, garantindo que tenham acesso aos recursos necessários para uma melhor qualidade de vida.
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Musculação protege cérebro de idosos contra demência, diz estudo
Manter uma rotina de musculação não traz apenas benefícios como aumento de força e resistência, melhora na postura e prevenção contra lesões. Um estudo de enfoque original, desenvolvido no Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (Brainn), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), confirmou que a atividade protege o cérebro de idosos contra demências.


Detalhado em artigo da revista GeroScience, o estudo acompanhou 44 pessoas que já apresentavam um comprometimento cognitivo leve, estágio que fica entre o comprometimento do envelhecimento normal e a doença de Alzheimer, a forma mais comum de demência. O que se descobriu foi que praticar musculação duas vezes por semana, com intensidade moderada ou alta, preservou o hipocampo e o pré-cúneo, áreas cerebrais que se alteram quando esse diagnóstico.
Com ineditismo, os 16 pesquisadores também identificaram outro impacto positivo: o de melhora na chamada substância branca, parte do cérebro que opera em conjunto com a massa cinzenta, por meio de axônios, para garantir a conexão entre neurônios, mediante as sinapses. As vantagens chegaram à metade dos participantes, a dos que incorporaram a musculação ao seu cotidiano, já após seis meses e há possibilidade de que o impacto seja ainda mais expressivo, caso o período seja maior.
“No grupo que praticou musculação, todos os indivíduos apresentaram melhoras de memória e na anatomia cerebral. No entanto, cinco deles chegaram ao final do estudo sem o diagnóstico clínico de comprometimento cognitivo leve, tamanha foi a melhora”, ressalta a primeira autora do artigo, a bolsista de doutorado da Fapesp Isadora Ribeiro, vinculada à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Para analisar os possíveis efeitos da musculação no cérebro dos participantes, a equipe responsável pela pesquisa realizou testes neuropsicológicos e exames de ressonância magnética. Os especialistas buscavam comparar índices e imagens, uma vez que já se sabe que, entre pessoas com perdas cognitivas, há atrofia, isto é, redução do volume de certas regiões do cérebro.
Atualmente, no Brasil, cerca de 2,71 milhões de pessoas com 60 anos ou mais convivem com quadros de demência, o que corresponde a 8,5% desse grupo populacional. De acordo com o Relatório Nacional sobre a Demência, lançado pelo Ministério da Saúde em setembro do ano passado, essa quantidade deve dobrar até 2050, subindo para 5,6 milhões.
O relatório sublinha que praticamente metade (45%) dos casos de demência poderiam ser evitados ou, pelo menos, faz com que chegue mais tarde. Entre os fatores que aumentam as probabilidades de se desenvolver demências estão:
- Baixa escolaridade
- Perda auditiva
- Hipertensão
- Diabetes
- Obesidade
- Tabagismo
- Depressão
- Inatividade física
- Isolamento social.
Bem-estar
A professora aposentada, atriz e modelo Shirley de Toro, de 62 anos (na foto de destaque), é vizinha da unidade Sesc Santana, em São Paulo, e há 17 anos bate cartão no local para se exercitar. Passou a frequentá-la desde a inauguração, inicialmente pela programação artístico-cultural e depois para manter o corpo fortalecido.
Com histórico de saúde marcado por episódios de epilepsia e um acidente, ela considera a atividade como fundamental para seu bem-estar no presente e no futuro.
“Há 20 anos, fiz uma cirurgia no cérebro, porque tinha epilepsia, e, antes disso, não fazia nada. Só trabalhava, trabalhava, mas nunca foquei em academia. Depois, percebi a necessidade disso, aí comecei a fazer caminhada”, diz Shirley.
Ela conta também que, após ter sido atropelada, há cerca de 10 anos, descobriu os benefícios da musculação para a melhora das dores.
“Quebrei clavícula, costela, uma parte da coluna e isso foi o desencadeador para o esporte, porque eu fazia fisioterapia e saía chorando de dor. Simplesmente acabaram com meu braço. Tenho uma placa e doía demais. Quando vim para a academia, comecei a fazer exercícios de força e pararam as dores. Melhorou muito. Faço todo tipo de exercício, pego peso”, emenda.
Durante a pandemia de Covid-19, Shirley vivia com a filha mais nova e perdeu sua mãe, que morava no apartamento de baixo. No período, cumprir o ritual de exercícios físicos, ainda que pela internet, todos os dias, foi o que conservou sua saúde mental.
“Eu sinto falta hoje em dia. A gente acha que nunca vai sentir falta, né. Pensa: ‘ah, é chato”. Hoje eu sinto falta. Quando vou trabalhar, subo as escadarias do metrô, para dar um jeito [de me manter em movimento]”, diz a atriz, que pratica ginástica multifuncional.
Corpo e mente
Alessandra Nascimento, técnica da gerência de desenvolvimento físico-esportivo do Sesc de São Paulo, destaca que, atualmente, muitos estudos já têm comprovado os benefícios dos exercícios físicos tanto para o corpo quanto para a mente e que isso não fica restrito a modalidades como natação, ciclismo e corrida.
“Os trabalhos com sobrecarga, independentemente de ser peso, musculação, com o próprio peso, com elástico ou molas, têm mostrado que, além dos benefícios físicos, trazem melhoras cognitivas e relacionadas à saúde mental, de foco”, esclarece.
Atualmente, a calistenia, que é o método utilizado para a prática de exercícios físicos apenas com o peso do próprio corpo como resistência, é a terceira modalidade esportiva com mais interesse no mundo, segundo uma revista acadêmica.
A especialista lembra que só mais recentemente é que se começou a recomendar a idosos esse tipo de exercício, porque antes era consenso de que deviam praticar algo como hidroginástica ou dança. A imagem de fragilidade que se tinha dos idosos estava por trás dessa percepção, que agora mudou com as descobertas de pesquisas mais recentes.
Ela lembra que, a partir dos 30 anos de idade, toda pessoa vai perdendo força, equilíbrio e massa magra, processo que deve ser refreado.
“Hoje em dia, a gente vê o contrário, os médicos indicando um trabalho de força, de resistência, justamente porque os estudos vêm mostrando a importância de proteção, de ter mais massa muscular -, porque a gente vai perdendo essa massa para tantas coisas -, para conseguirmos fazer as atividades do dia a dia sem depender de ninguém”, afirma Alessandra.
A técnica do Sesc destaca a necessidade de políticas públicas para facilitar o acesso às atividades físicas por toda a população.
“A gente precisa de políticas públicas que consiga incluir o profissional de educação física nas UBS [Unidades Básicas de Saúde], no SUS [Sistema Único de Saúde], porque esse trabalho precisa ser multidisciplinar. Tem que ter o médico, o profissional de educação física, o fisioterapeuta e destacar o trabalho do educador físico. A gente ainda não vê tanto isso aqui no Brasil.”
Manter uma rotina de musculação não traz apenas benefícios como aumento de força e resistência, melhora na postura e prevenção contra lesões. Um estudo de enfoque original, desenvolvido no Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (Brainn), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), confirmou que a atividade protege o cérebro de idosos contra demências.
Detalhado em artigo da revista GeroScience, o estudo acompanhou 44 pessoas que já apresentavam um comprometimento cognitivo leve, estágio que fica entre o comprometimento do envelhecimento normal e a doença de Alzheimer, a forma mais comum de demência. O que se descobriu foi que praticar musculação duas vezes por semana, com intensidade moderada ou alta, preservou o hipocampo e o pré-cúneo, áreas cerebrais que se alteram quando esse diagnóstico.
Com ineditismo, os 16 pesquisadores também identificaram outro impacto positivo: o de melhora na chamada substância branca, parte do cérebro que opera em conjunto com a massa cinzenta, por meio de axônios, para garantir a conexão entre neurônios, mediante as sinapses. As vantagens chegaram à metade dos participantes, a dos que incorporaram a musculação ao seu cotidiano, já após seis meses e há possibilidade de que o impacto seja ainda mais expressivo, caso o período seja maior.
“No grupo que praticou musculação, todos os indivíduos apresentaram melhoras de memória e na anatomia cerebral. No entanto, cinco deles chegaram ao final do estudo sem o diagnóstico clínico de comprometimento cognitivo leve, tamanha foi a melhora”, ressalta a primeira autora do artigo, a bolsista de doutorado da Fapesp Isadora Ribeiro, vinculada à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Para analisar os possíveis efeitos da musculação no cérebro dos participantes, a equipe responsável pela pesquisa realizou testes neuropsicológicos e exames de ressonância magnética. Os especialistas buscavam comparar índices e imagens, uma vez que já se sabe que, entre pessoas com perdas cognitivas, há atrofia, isto é, redução do volume de certas regiões do cérebro.
Atualmente, no Brasil, cerca de 2,71 milhões de pessoas com 60 anos ou mais convivem com quadros de demência, o que corresponde a 8,5% desse grupo populacional. De acordo com o Relatório Nacional sobre a Demência, lançado pelo Ministério da Saúde em setembro do ano passado, essa quantidade deve dobrar até 2050, subindo para 5,6 milhões.
O relatório sublinha que praticamente metade (45%) dos casos de demência poderiam ser evitados ou, pelo menos, faz com que chegue mais tarde. Entre os fatores que aumentam as probabilidades de se desenvolver demências estão:
A professora aposentada, atriz e modelo Shirley de Toro, de 62 anos (na foto de destaque), é vizinha da unidade Sesc Santana, em São Paulo, e há 17 anos bate cartão no local para se exercitar. Passou a frequentá-la desde a inauguração, inicialmente pela programação artístico-cultural e depois para manter o corpo fortalecido.
Com histórico de saúde marcado por episódios de epilepsia e um acidente, ela considera a atividade como fundamental para seu bem-estar no presente e no futuro.
“Há 20 anos, fiz uma cirurgia no cérebro, porque tinha epilepsia, e, antes disso, não fazia nada. Só trabalhava, trabalhava, mas nunca foquei em academia. Depois, percebi a necessidade disso, aí comecei a fazer caminhada”, diz Shirley.
Ela conta também que, após ter sido atropelada, há cerca de 10 anos, descobriu os benefícios da musculação para a melhora das dores.
“Quebrei clavícula, costela, uma parte da coluna e isso foi o desencadeador para o esporte, porque eu fazia fisioterapia e saía chorando de dor. Simplesmente acabaram com meu braço. Tenho uma placa e doía demais. Quando vim para a academia, comecei a fazer exercícios de força e pararam as dores. Melhorou muito. Faço todo tipo de exercício, pego peso”, emenda.
Durante a pandemia de Covid-19, Shirley vivia com a filha mais nova e perdeu sua mãe, que morava no apartamento de baixo. No período, cumprir o ritual de exercícios físicos, ainda que pela internet, todos os dias, foi o que conservou sua saúde mental.
“Eu sinto falta hoje em dia. A gente acha que nunca vai sentir falta, né. Pensa: ‘ah, é chato”. Hoje eu sinto falta. Quando vou trabalhar, subo as escadarias do metrô, para dar um jeito [de me manter em movimento]”, diz a atriz, que pratica ginástica multifuncional.
Alessandra Nascimento, técnica da gerência de desenvolvimento físico-esportivo do Sesc de São Paulo, destaca que, atualmente, muitos estudos já têm comprovado os benefícios dos exercícios físicos tanto para o corpo quanto para a mente e que isso não fica restrito a modalidades como natação, ciclismo e corrida.
“Os trabalhos com sobrecarga, independentemente de ser peso, musculação, com o próprio peso, com elástico ou molas, têm mostrado que, além dos benefícios físicos, trazem melhoras cognitivas e relacionadas à saúde mental, de foco”, esclarece.
Atualmente, a calistenia, que é o método utilizado para a prática de exercícios físicos apenas com o peso do próprio corpo como resistência, é a terceira modalidade esportiva com mais interesse no mundo, segundo uma revista acadêmica.
A especialista lembra que só mais recentemente é que se começou a recomendar a idosos esse tipo de exercício, porque antes era consenso de que deviam praticar algo como hidroginástica ou dança. A imagem de fragilidade que se tinha dos idosos estava por trás dessa percepção, que agora mudou com as descobertas de pesquisas mais recentes.
Ela lembra que, a partir dos 30 anos de idade, toda pessoa vai perdendo força, equilíbrio e massa magra, processo que deve ser refreado.
“Hoje em dia, a gente vê o contrário, os médicos indicando um trabalho de força, de resistência, justamente porque os estudos vêm mostrando a importância de proteção, de ter mais massa muscular -, porque a gente vai perdendo essa massa para tantas coisas -, para conseguirmos fazer as atividades do dia a dia sem depender de ninguém”, afirma Alessandra.
A técnica do Sesc destaca a necessidade de políticas públicas para facilitar o acesso às atividades físicas por toda a população.
“A gente precisa de políticas públicas que consiga incluir o profissional de educação física nas UBS [Unidades Básicas de Saúde], no SUS [Sistema Único de Saúde], porque esse trabalho precisa ser multidisciplinar. Tem que ter o médico, o profissional de educação física, o fisioterapeuta e destacar o trabalho do educador físico. A gente ainda não vê tanto isso aqui no Brasil.”
Leia Também: Sementes de linhaça e camomila ajudam a reduzir dores da endometriose
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Tosse em excesso pode ser tuberculose? Veja como doença atua no organismo
O aumento dos diagnósticos da tuberculose, popularmente conhecida como infecção pulmonar, projeta a doença como um dos maiores desafios da saúde pública mundial. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil foram registrados 80.012 casos novos da doença no último ano, com uma taxa de incidência de 37 casos por 100 mil habitantes e 5.845 óbitos. No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado em 24 de março, a especialista em Microbiologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Fabíola Castro, alerta sobre a infecção, indicando como prevenir e diagnosticar.
Segundo a microbiologista e docente do CEUB, a tuberculose evolui de forma lenta, sendo os infectados transmissores em potencial. Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças, dificultando o diagnóstico e facilitando a rápida transmissão: “Além da tosse, a perda de peso rápida, sudorese noturna, febres baixas vespertinas, falta de ar e tosse com sangue podem ocorrer com o paciente infectado”. Embora afete principalmente os pulmões, pode acometer outras partes do corpo, como gânglios, rins, ossos, intestinos e meninges.
Para Fabíola Castro, conhecer os sintomas, as formas de transmissão e as alternativas de tratamento ajuda a minimizar os riscos relacionados à doença: “O diagnóstico precoce pode melhorar a qualidade de vida do paciente”. Sobre o tratamento, a docente esclarece que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece todo o acompanhamento ao paciente. “O surgimento dos bacilos resistentes exige o tratamento com drogas antimicrobianas. A dificuldade de resposta e os diversos efeitos colaterais aumentam o tempo de tratamento e reduz as chances de cura”, explica.
A especialista CEUB acrescenta que a eficácia do tratamento depende da rapidez do diagnóstico, indicando atendimento médico imediato caso haja suspeita. “Existe a possibilidade de uma recuperação plena, sem sequelas, mas existe também o risco de ocasionar sequelas nos casos mais avançados da doença, quando o infectado apresenta graves lesões no pulmão e nos órgãos afetados”, finaliza a microbiologista.
Leia Também: Cuidados com a saúde respiratória são essenciais com a chegada do outono
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Abril traz grandes mudanças para três signos; está na lista?
Nesta terça-feira começa um novo mês, e para alguns signos, ele trará momentos de reflexão e desafios. Os astros indicam que, para algumas pessoas, nem tudo será tranquilo em abril.
De acordo com a lista do Debate, esses são os três signos que passarão por grandes mudanças em suas vidas no mês de abril. Você está na lista?
Áries (21 de março a 20 de abril)
“Este é um momento de reflexão nas suas relações sociais e amorosas. É hora de considerar as relações que realmente lhe favorecem.”
Câncer (21 de junho a 21 de julho)
“É o momento ideal para quitar dívidas. Embora as mudanças possam parecer complicadas, elas serão a chave para alcançar a estabilidade.”
Libra (23 de setembro a 22 de outubro)
“Agora é o momento perfeito para implementar mudanças no seu estilo de vida.”
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Sementes de linhaça e camomila ajudam a reduzir dores da endometriose
A endometriose pode causar sintomas bastante incômodos e, em alguns casos, incapacitantes, como dores durante a relação sexual, cólicas menstruais intensas e dores pélvicas. Normalmente, esses sintomas podem ser tratados com cirurgia, analgésicos de venda livre e dietas ricas em alimentos anti-inflamatórios.
De acordo com o médico Karan Rajan, citado pelo Huffpost, há uma nova esperança para as pessoas que sofrem de endometriose, após um estudo que revelou que as sementes de linhaça e a camomila podem ajudar a controlar a dor.
O estudo, conduzido por pesquisadores iranianos, analisou os efeitos desses dois tratamentos em 102 pessoas com endometriose. Ao longo de oito semanas, os participantes tomaram cápsulas de camomila (cerca de 9 gramas, ou 3 xícaras de chá), óleo de linhaça (o equivalente a 2 colheres de sopa de sementes) ou um placebo.
Os resultados mostraram que as pessoas que ingeriram camomila e sementes de linhaça tiveram uma redução de 38% nas dores pélvicas, 41% menos dor durante o sexo e uma diminuição de 33% nas cólicas menstruais, em comparação com aquelas que tomaram o placebo.
Vale ressaltar que, embora algumas mudanças na dieta possam proporcionar alívio dos sintomas, como o estudo indicou, esses tratamentos podem não funcionar para todas as pessoas com endometriose.
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Paracetamol, ibuprofeno e aspirina: qual escolher para sua dor?
Muitas pessoas recorrem a medicamentos como paracetamol, aspirina e ibuprofeno para aliviar sintomas como dores de cabeça, musculares, febre ou cãibras. No entanto, é importante lembrar que, apesar de todos serem eficazes no alívio da dor, cada um age de maneira diferente, e a escolha do medicamento deve levar em consideração os sintomas específicos.
Especialistas, citados pelo Metro, explicam como funciona cada um desses medicamentos e em que situações é mais indicado usá-los.
Paracetamol
Segundo Suzanne Wylie, médica, o paracetamol é eficaz principalmente como analgésico e antipirético (reduz a febre). “Ele não tem propriedades anti-inflamatórias significativas, o que o torna uma opção adequada para o alívio de dores gerais, como dores de cabeça, dores musculares leves a moderadas e febres associadas a resfriados e gripes.”
O paracetamol pode ser utilizado pela maioria das pessoas, incluindo mulheres grávidas e crianças. No entanto, é fundamental seguir a dosagem recomendada, pois o uso excessivo pode levar a complicações graves, como insuficiência hepática.
Ibuprofeno
O ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que atua reduzindo hormônios causadores de dor e inflamação no corpo. Ele pode ser usado para tratar sintomas como cólicas menstruais, dores nas costas, musculares e alguns sintomas de resfriado ou gripe, conforme indicado pelo Serviço Nacional de Saúde Britânico.
Entretanto, o ibuprofeno não deve ser tomado por mais de 10 dias consecutivos ou em jejum. Ele é seguro para indivíduos com mais de 17 anos, mas deve ser evitado por pessoas com úlceras estomacais, problemas renais ou cardíacos, pois pode aumentar o risco de hemorragia gastrointestinal e complicações cardiovasculares.
Aspirina
Outro anti-inflamatório não esteroide, a aspirina, é usada principalmente para aliviar dores leves a moderadas, reduzir a inflamação e diminuir a febre. Ela pode ser especialmente útil para pessoas com condições inflamatórias, como artrite, e também pode ajudar a prevenir coágulos sanguíneos.
No entanto, a aspirina deve ser evitada em crianças com menos de 16 anos devido ao risco de síndrome de Reye, uma condição rara, mas grave. Além disso, não é indicada para pessoas com histórico de úlceras gástricas, distúrbios hemorrágicos ou alergias à aspirina.
A escolha do medicamento correto depende das necessidades de cada pessoa, por isso, é sempre importante seguir a orientação médica para garantir a segurança e eficácia no tratamento.
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Alimentos que podem aumentar a inflamação e prejudicar a saúde
A inflamação no corpo, quando não controlada, pode se tornar crônica e abrir caminho para uma série de doenças graves. Para prevenir esse problema, é fundamental ficar atento ao que consumimos, pois alguns alimentos podem contribuir para o aumento da inflamação. A dietista Lisa Richards revelou ao SheFinds uma lista de alimentos que devem ser consumidos com cautela para evitar esse efeito negativo.
Adoçantes artificiais
Embora muitas pessoas vejam os adoçantes artificiais como uma alternativa saudável ao açúcar, eles podem ter o efeito contrário, causando inflamação no corpo. Esses adoçantes são encontrados em uma variedade de produtos diet e “light”, mas podem afetar negativamente o equilíbrio do organismo, interferindo na microbiota intestinal e, consequentemente, exacerbando a inflamação.
Óleos vegetais
Óleos vegetais, como os de soja, milho e girassol, são ricos em ácidos graxos ômega-6. Embora o ômega-6 seja essencial para o corpo, um desequilíbrio entre o ômega-6 e o ômega-3 pode resultar em um processo inflamatório. O consumo excessivo de óleos vegetais, que são amplamente utilizados em alimentos industrializados e frituras, pode contribuir para o aumento da inflamação e o desenvolvimento de doenças crônicas.
Granola de compra
A granola é muitas vezes vista como uma opção saudável, mas a versão comprada em lojas pode conter uma grande quantidade de açúcares adicionados, gorduras não saudáveis e calorias extras. Esses ingredientes podem desencadear uma resposta inflamatória no corpo, especialmente se consumidos em grandes quantidades. Prefira granolas caseiras com menos açúcar e mais fibras e nutrientes.
Refrigerantes
Refrigerantes, especialmente os industrializados e diet, estão entre os vilões da dieta moderna. Esses produtos não apenas contêm adoçantes artificiais que aumentam a inflamação, como também são ricos em açúcares refinados, que podem elevar os níveis de glicose no sangue e promover processos inflamatórios. O consumo regular de refrigerantes está associado a um risco maior de doenças como diabetes, obesidade e doenças cardíacas.
Sucos de frutas
Embora os sucos de frutas naturais pareçam uma opção saudável, muitas vezes eles contêm altas concentrações de açúcares naturais e podem ter pouco valor nutricional, dependendo do método de preparo. O consumo excessivo de sucos, especialmente os industrializados, pode resultar em picos de glicose no sangue e aumentar a inflamação. Prefira consumir frutas inteiras, que contêm mais fibras e menos açúcar concentrado.
Barras de cereais
As barras de cereais podem parecer uma opção prática e saudável, mas muitas delas contêm grandes quantidades de açúcares refinados e óleos vegetais inflamatórios. Embora forneçam energia rápida, elas podem contribuir para o aumento da inflamação, especialmente se consumidas com frequência. Ao escolher barras de cereais, verifique os rótulos e prefira aquelas com menos açúcares e ingredientes mais naturais.
É importante ter cuidado com o consumo de alimentos que podem contribuir para a inflamação. Fique atento aos rótulos dos produtos e prefira opções mais naturais e menos processadas. Uma dieta equilibrada, rica em alimentos anti-inflamatórios, pode ajudar a prevenir problemas de saúde a longo prazo e melhorar o bem-estar geral.
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